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Me sinto realmente exausto, tanto fisicamente como emocionalmente

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Me sinto realmente exausto, tanto fisicamente como emocionalmente. As lembranças do que aconteceu durante as últimas vinte e quatro horas estão vívidas demais em minha memória e, por mais que eu me esforce para relaxar, no momento isto está parecendo impossível.

Assim que embarcamos na lancha, deixando para trás os três vampiros sequestradores, Luke coloca Niall ainda adormecido, em um grande sofá e vai pilotar a embarcação enquanto Louis e eu nos deitamos na cama confortável da cabine.
Tremendo da cabeça aos pés, eu fecho os olhos não querendo conversar. Claro que meu namorado percebeu que estou acordado, porém não puxa assunto nenhum, apenas me abraça por trás e fica fazendo um carinho singelo em meu braço.

Depois de mais ou menos trinta minutos, sinto ele selar suavemente minha nuca. O vampiro levanta da cama em silêncio e sai do cômodo fazendo o mínimo de barulho possível.

Por um momento eu estranho. Louis jamais me deixaria sozinho depois de ter quase me perdido para aqueles lunáticos, principalmente estando tão abalado como estou agora. Aguardo alguns minutos esperando ele voltar, mas a sua demora acaba me deixando mais preocupado.

Saio da cama um pouco desanimado e vou procurá-lo pelo convés. Para a minha surpresa o encontro passando um sermão nada amigável em Malak, e pelo que pude entender o vampiro acusa Luke de não ter me protegido como deveria.
Pelo seu tom de voz completamente alterado, noto que o outro está em apuros e a ponto de ser jogado não apenas para fora da lancha, como também para fora das nossas vidas.

Louis bate a cabeça de Luke no chão de madeira repetidas vezes. O meu amigo sequer reage, certamente disposto a aguentar as consequências de seu descuido e, conhecendo a índole do idiotão, tenho quase certeza de que ele realmente se sente culpado.

— Louis? – o chamo e ele sequer olha pra mim. Meu vampirão tem uma das mãos firme ao redor do pescoço do outro e uma expressão furiosa no rosto enquanto com a mão livre desfere dois socos no estômago alheio. — Por favor, solta o Luke e vamos conversar. – Peço me aproximando a passos largos dos dois, colocando gentilmente minha mão sobre o ombro dele.

— Tomlinson, por favor.. – Malak sussurra entre as agressões e meu coração aperta ao vê-lo tão vulnerável. — M-Me desculpa.

— Já chega! – Digo um pouco mais alto quando vejo que as coisas estão saindo do controle.

E realmente estão. Louis urra extremamente irritado e tudo parece girar ao nosso redor quando ele começa a apertar o peito de Luke. Malak arregala os olhos ao que Louis enfia seus dedos nas extremidades de seu coração, ameaçando arrancá-lo.

— V-você não faria i-isso. – Luke diz entre soluços.

— Eu sei, mas vai ser ótimo te torturar por alguns minutos. – Louis rosna entre dentes, remexendo os dedos no órgão de Malak, que passa a se debater no chão em agonia.

— PAIXÃO! – agarro as costas de Louis o abraçando apertado. — Para, isso é ridículo! Se afasta agora, por favor.

Luke que está com dificuldade para respirar e tem um pouco de sangue escorrendo da boca, porque certamente a mesma foi atingida por um soco forte, me encara agradecido pela intervenção.

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