O sofá era pequeno demais para nós dois e logo me dei conta de que aquele ato em si não passaria batido para Andrea. Eloísa, diferente de mim, não nutria tal sentimento, pelo menos não externava isso.
— Então é assim que você faz com minha mãe?
— Elô, podemos não falar dela agora?
Incomodado, vi a ruiva também se incomodar com minha questão e passou a mão em meu rosto.
— Sabe, gostei da nossa transa. Imaginei que você fosse comportado, mas...
— Não me comportei?
— Não, você foi bem safado, mas adorei isso. Desde a adolescência que não tenho uma transa assim...
— Que bom que gostou.
— Vai, levanta ou ficarei toda torta nesse sofá.
Levantei e Eloísa ergueu-se daquele sofá de dois lugares, pegando a roupa ao chão a seguir. Sem nada dizer, foi ao banheiro e trancou a porta. Nu e banhado de suor, tive que entreter o "Bonitão" até ela sair, mas a ruiva não fez isso. Ela abriu a porta e me chamou.
Então, sem titubear, entrei no banheiro e ela já voltara à banheira, que se destacava naquele impecável espaço. Ao vê-la com o braço estendido, pedindo-me para entrar, inevitavelmente minha memória me carregou para o fim de 1993.
Andrea, no chuveiro da casa de Felipe, teve o momento que tudo mudou em sua vida e evidentemente para mim. Eloísa queria um "segundo tempo" na banheira. Imaginei que isso poderia transformar seu desejo em algo mais forte, uma coisa que complicaria nossas vidas ainda mais.
— Por que está pensativo? A água está quentinha...
Hesitei inicialmente, mas acabei aceitando a proposta, afinal, precisava mesmo tomar um banho dado a ato feito pouco antes. Ao entrar, Eloísa jogou seu corpo sobre o meu, acariciando meu membro e me excitando novamente.
— Sei que não o terei para sempre, mas pelo menos hoje, você é meu...
Fiquei em silêncio, enquanto a ruiva sentava sobre mim, colocando ele dentro de seu corpo novamente. Dominado pelo impulso sexual, não a questionei sobre o que viria adiante, deixando-me levar pelo momento. Contudo, no fundo, eu temia que isso pudesse mudar tudo.
O beijo de Eloísa foi bem mais intenso que o antes e isso me fez questionar se meu destino seria mesmo com a mãe dela. A questão do Monara era uma evidência forte de que havia algo mais. Não poderia ser simplesmente coincidência e ainda mais que a dona nutriu por mim algo mais.
Perdido nos seios dela, cobertos parcialmente com a espuma dos sais, deixei que meu corpo governasse e algum tempo depois, vi a ruiva alcançar o orgasmo, chegando mesmo a tremer devido à tensão. Eu, no entanto, não consegui. Havia coisas demais em minha cabeça e uma delas era não engravidar Eloísa.
Deitada sobre meu corpo, abracei-a, enquanto seus pulmões inflavam após o clímax atingido. Aqueles cabelos avermelhados e molhados só me levavam até Jurubatuba. Decidi combater tal sentimento com mais carinhos na moça.
— Você não gozou, né?
— Não...
— Não me deseja?
Sorri.
— Sim, claro que sim! Você é adorável.
O olhar de Eloísa a me escrutinar, queria algo mais, mas eu não podia lhe dar. Antes que ela questionasse novamente, falei.
— Não consegui porque... Bem, você sabe.
— Você não disse que não falaríamos dela?
— Disse...
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Monara
Storie d'amoreGuilherme acredita que após 27 anos de um casamento feliz, nada mais pode interferir em sua relação de amor com Diana. No entanto, sobre as águas calmas da Guarapiranga, a paz que conquistou ao lado dela, acaba com a chegada do "desejado" veleiro Mo...
