Capítulo 22 - Flagrante

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O sofá era pequeno demais para nós dois e logo me dei conta de que aquele ato em si não passaria batido para Andrea. Eloísa, diferente de mim, não nutria tal sentimento, pelo menos não externava isso.

— Então é assim que você faz com minha mãe?

— Elô, podemos não falar dela agora?

Incomodado, vi a ruiva também se incomodar com minha questão e passou a mão em meu rosto.

— Sabe, gostei da nossa transa. Imaginei que você fosse comportado, mas...

— Não me comportei?

— Não, você foi bem safado, mas adorei isso. Desde a adolescência que não tenho uma transa assim...

— Que bom que gostou.

— Vai, levanta ou ficarei toda torta nesse sofá.

Levantei e Eloísa ergueu-se daquele sofá de dois lugares, pegando a roupa ao chão a seguir. Sem nada dizer, foi ao banheiro e trancou a porta. Nu e banhado de suor, tive que entreter o "Bonitão" até ela sair, mas a ruiva não fez isso. Ela abriu a porta e me chamou.

Então, sem titubear, entrei no banheiro e ela já voltara à banheira, que se destacava naquele impecável espaço. Ao vê-la com o braço estendido, pedindo-me para entrar, inevitavelmente minha memória me carregou para o fim de 1993.

Andrea, no chuveiro da casa de Felipe, teve o momento que tudo mudou em sua vida e evidentemente para mim. Eloísa queria um "segundo tempo" na banheira. Imaginei que isso poderia transformar seu desejo em algo mais forte, uma coisa que complicaria nossas vidas ainda mais.

— Por que está pensativo? A água está quentinha...

Hesitei inicialmente, mas acabei aceitando a proposta, afinal, precisava mesmo tomar um banho dado a ato feito pouco antes. Ao entrar, Eloísa jogou seu corpo sobre o meu, acariciando meu membro e me excitando novamente.

— Sei que não o terei para sempre, mas pelo menos hoje, você é meu...

Fiquei em silêncio, enquanto a ruiva sentava sobre mim, colocando ele dentro de seu corpo novamente. Dominado pelo impulso sexual, não a questionei sobre o que viria adiante, deixando-me levar pelo momento. Contudo, no fundo, eu temia que isso pudesse mudar tudo.

O beijo de Eloísa foi bem mais intenso que o antes e isso me fez questionar se meu destino seria mesmo com a mãe dela. A questão do Monara era uma evidência forte de que havia algo mais. Não poderia ser simplesmente coincidência e ainda mais que a dona nutriu por mim algo mais.

Perdido nos seios dela, cobertos parcialmente com a espuma dos sais, deixei que meu corpo governasse e algum tempo depois, vi a ruiva alcançar o orgasmo, chegando mesmo a tremer devido à tensão. Eu, no entanto, não consegui. Havia coisas demais em minha cabeça e uma delas era não engravidar Eloísa.

Deitada sobre meu corpo, abracei-a, enquanto seus pulmões inflavam após o clímax atingido. Aqueles cabelos avermelhados e molhados só me levavam até Jurubatuba. Decidi combater tal sentimento com mais carinhos na moça.

— Você não gozou, né?

— Não...

— Não me deseja?

Sorri.

— Sim, claro que sim! Você é adorável.

O olhar de Eloísa a me escrutinar, queria algo mais, mas eu não podia lhe dar. Antes que ela questionasse novamente, falei.

— Não consegui porque... Bem, você sabe.

— Você não disse que não falaríamos dela?

— Disse...

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