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Capítulo 12 - A volta.

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Anna Luísa.

Acordei cedo, já que nosso voo pra São Paulo está marcado para as 10h15 da manhã. Precisava organizar as coisas no quarto, fazer check-in do hotel.

Como eu cheguei muito tarde ontem, eu estava completamente "capenga", caindo de sono. Mas, iria dormir o caminho inteiro, e quando chegasse em casa também iria dormir.

Desci pra tomar café já com as minhas malas, fiz o check-in. E estava só esperando meu pai com o carro pra irmos. Enquanto eu esperava fiquei na porta olhando para o mar, e me deparo com o Raphael passando com a Victoria. Tudo isso está muito estranho, tenho toda certeza que eles vão aparecer tentando estragar a minha paz na minha vida.

Logo o meu pai chegou com o carro, eu iria dirigindo até o aeroporto. Ele iria no ônibus junto com os meninos.

Minha cabeça conseguia se direcionar ao Mantuan, e tudo que está rolando entre a gente, eu espero que ele não se esqueça que mesmo que tenha rolado, eu não quero nada sério, não quero sentimentos.

Sou tirada dos meus pensamentos quando eu chego ao aeroporto e vejo ele parado com uma mochila nas costas, segurando o seu celular. Ele estava vestido com o uniforme de viagem do corinthians, e estava lindo, como sempre.

- Tem alguém te esperando. - A Clara solta um sorriso, enquanto ela descia do carro

Pego minhas malas e ajudo minha mãe e o Pedro com a deles. Vou até onde Mantuan estava.

- Me esperando, moreno? - Sorrio enquanto eu parava na frente dele

- Claro que sim, loira. - Ele da um beijo em minha bochecha

Fomos caminhando até o pessoal, que já estava na fila pra poder embarcar.

- Bom dia, feia. - O Du vem me atentar

- Você não pode me ver quieta né, senhorzinho?

- Não mesmo. Quer um pouco de café pra acordar um pouco e melhorar essa cara horrorosa?

- Em meio tantas ofensas, vou aceitar o café. - Ria enquanto mostrava o dedo do meio pra ele.

Logo ele volta com um capuccino pra mim, apesar dele só me implicar, eu gosto muito dele. Uma pessoa que eu sei que se precisar, ele faz o que estiver no alcance pra me ajudar.

- Obrigada sua ingrata.

- Obrigado, duzinho. Você salvou minha manhã com esse café. - Colocava a mão no ombro dele, pirraçando o mesmo.

- Ah você é bem chata, Anna.

- Quando eu for embora você vai chorar de saudade, e implorar pra eu voltar.

- Aí é que tá, quem disse que vamos deixar você ir embora?

- Ah, vocês tem que deixar?

- Sim, lindinha. Você não vai embora, nem que eu tenha que te manter em cárcere privado. - Ele começa a rir e vai andando em direção a sala de embarque.

- Vai sonhando, lindinho.

Logo estamos no avião, Clara e Piton não conseguem ficar desgrudados. Então, o Mantuan veio sentar comigo, mas não que eu esteja achando ruim. Só não queria ficar tão próximos depois de termos nos beijados e acabar criando uma maior relação.

Eu estava com minha cabeça encostada na "parede" do avião, estava escutando uma música. Quando ele chama a minha atenção dizendo que eu poderia deitar no ombro dele, o que era muito mais confortável. E eu deitei, ele ficou fazendo cafuné em mim.

Rapidamente já estamos em São Paulo, eu dormi o caminho inteiro. Algo me fez ficar irritada, como ter sonhos com Raphael, não queria nem lembrar que ele existia, e não estava lembrando desde que ele começou a aparecer em meus dias, do nada. Espero que tenha sido apenas uma coincidência muito filha da puta.

Comecei andar sozinha na frente de todos e logo Clara veio até mim.

- Você tá bem, Anna?

- Estou sim, só tô com a cabeça pilhada.

- O que foi?

- O Raphael sempre aparecendo nos lugares que eu estou, do nada. E eu sonhei com ele, não foi um sonho bom, você sabe que tudo que passamos é um gatilho muito grande pra mim, que me deixa mal.

- Eu sei, sim. Mas espero que seja uma coincidência. Fica tranquila, vai aproveitar porque tem uma pessoa eu gosta de você logo ali atrás.

- Como você sabe que ele gosta?

- Os olhos, eles nunca mentem, Anna.

- Você sabe que eu não posso deixar isso acontecer, né?

- Deixa de ser tão pilhada com isso, de uma chance pro amor.

- Pro amor acabar comigo novamente? Prefiro ficar sozinha, me sinto muito bem sem ter alguém pra atrapalhar minha vida.

- Você é muito difícil, Anna... Você sabe que estou certa, é só admitir.

Não quis prolongar o assunto mais ainda, aquilo me deixava um pouco irritada. Talvez seja um tipo de auto defesa infantil, mas não posso dar o braço a torcer, e deixar a possiblidade de ter um romance e estragar com minha vida de novo. E outra, como podem ter tanta certeza que ele não irá me machucar, ou que ele gosta de mim? São todos muito radicais apostando na primeira coisa que passa na mente.

Nos todos fomos almoçar em um restaurante ali perto, já estava desmaiando de tanta fome. O Mantuan sempre estava do meu lado, mesmo que hoje eu estivesse um pouco mais calada e fechada do que estava nos últimos dias, puxava assunto, brincava, ficava ao meu lado.

Logo nós almoçamos, e meu pai decidiu ir embora, todos estávamos muito cansados, e cada um iria pra sua casa descansar. Me despedi de todos e fui, minha cabeça só conseguia pensar nele, Mantuan. Apesar de tudo, eu não sei se vou conseguir me manter longe dele, gosto da companhia e da pessoa que ele é. E eu sei que se eu for usar meus métodos, vou magoá-lo, e não quero isso.

Chego em casa, deixo a mala no canto do quarto pra depois arruma-la, tomo um banho, coloco uma roupa quentinha, já que em São Paulo está um frio de doer. Deito embaixo das cobertas e coloco o primeiro filme que vejo na frente, já que iria dormir.








                                        ••


Me desculpem pelo capítulo borocoxô, não tive muitas ideias, mas mesmo assim quis postar capítulo hoje ainda. Mas logo vira fortes emoções pra vocês. 😮‍💨

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Destiny - Gustavo Mantuan. Histórias para pegar e não largar. Descubra agora