Oi, meus queridos?! Como vcs estão? Espero que bem. Demorei mas apareci. Peço que não desistam de mim, não tem sido fácil parar para escrever devido a correria da vida (não é nem novidade rs) mas eu jamais vou desistir dessa história e de tentar atualiza-lá com mais frequência. Enfim, aqui está mais um capítulo e eu espero que gostem e comentem o que acharam. Adoro os comentários de vcs!!
Ah! Estarei respondendo cada um no final de semana. Um beijo no coração.
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Os raios de sol da manhã refletiam suavemente sobre o belo jardim da mansão. As flores exalavam um aroma agradável, mas enquanto caminhava calmamente na companhia de Anastácia, Araújo pensou que nem mesmo o perfume das flores, nem a beleza daquele lugar sereno, eram tão envolventes quanto a presença daquela mulher, que cada dia fazia seu coração bater mais forte.
...
Finalmente, Dr. Lauro o havia liberado, na tarde anterior — ainda que com bastante cautela — , para realizar uma pequena caminhada matinal ao ar livre. Mas, para ser sincero, o que mais o deixara feliz não fora livrar-se da cama naquela manhã, e sim o prazer de poder desfrutar um pouco da doce e agradável companhia de Anastácia.
Havia ficado observando da cama, alguns minutos após ser examinado, na tarde anterior, Anastácia ouvir atentamente cada conselho e instruções de Dr. Lauro, para uma recuperação mais segura. Sabia que ela seguiria cada recomendação à risca… e para ser sincero, aquele cuidado especial o deixava profundamente tocado.
Não importava que ela estivesse ali apenas para guiá-lo pelos jardins, durante aquela caminhada — porque ainda temia pela sua saúde — só em sentir sua doce presença, seu coração ficava mais leve… mais vivo.
— ... Acho que estou começando a ficar mal acostumado com tudo isso... —Disse Dr. Araújo, enquanto caminhava pelo jardim, ao lado de Anastácia.
—Com o quê, exatamente?
—Com toda essa atenção, que estou tendo. Ainda mais, vindo de uma Dama tão adorável...
Anastácia sorriu, com um leve balançar de cabeça.
—O senhor nunca perde a chance de usar o seu charme... não me admira que faça tanto sucesso com as Damas!
— Araújo sorriu, antes de responder..
—Sucesso com as Damas... Acho que com o tempo, a gente acaba perdendo o interesse por esse tipo de vaidade... —Falou com sinceridade, a voz assumindo um tom mais suave e sereno ao completar:
— ... principalmente quando se descobre o valor de uma boa companhia...
Anastácia desviou o olhar por um instante, tentando disfarçar o leve desconcerto. Talvez Araújo estivesse apenas falando sobre amizade e boas companhias... mas havia algo na forma como ele a olhava enquanto dizia aquilo que a fazia pensar se aquelas palavras tinham um significado maior. E só de imaginar essa possibilidade, sentiu o coração acelerar de leve.
Buscando retomar a serenidade, voltou a encará-lo com um pequeno sorriso discreto.
— Acho que o tempo acaba nos ensinando isso mesmo, doutor... — disse com suavidade. — Depois de certas experiências, passamos a valorizar mais as pessoas que nos trazem paz do que aquelas que apenas nos impressionam.
Araújo sorriu de leve ao ouvir a resposta dela, mas não tentou prolongar o assunto nem pressionar o momento delicado que havia se formado entre os dois.
— Creio que a senhora tem razão — comentou com serenidade. — A tranquilidade de certas companhias acaba se tornando algo cada vez mais raro... e, justamente por isso, mais valioso.
Antes que Anastácia pudesse responder, os dois perceberam a aproximação de Quitéria pelo jardim, equilibrando cuidadosamente a bandeja de chá que Anastácia havia lhe pedido para servir após a caminhada, que por sinal, acabara sendo um pouco mais longa do que o planejado.
