Arrependimento

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AVISO AOS LEITORES:

Olá, meus amores! Infelizmente, após a remoção de um dos capítulos (que havia sido retirada apenas para correções na escrita),  o Wattpad acabou removendo automaticamente todos os capítulos postados. 😔
Por esse motivo, estarei repostando cada capítulo novamente. Ressalto também que a fanfic continuará passando por revisões na escrita, sempre buscando melhorar a experiência de leitura.
Aproveito para avisar que o próximo capítulo já está em andamento e, em breve, estará disponível para vocês.
Agradeço de coração pela compreensão, paciência e por continuarem acompanhando a história 💖

Sentado no banco frio daquela cela, Araújo mantinha os olhos perdidos no vazio, consumido pela culpa e o arrependimento.
O silêncio da cadeia parecia menos cruel do que os próprios pensamentos;

Havia traído a confiança de Anastácia para sempre.
A mulher que sempre admirou, respeitou e tentou proteger. Uma amizade de anos destruída por sua fraqueza e pelo desespero de salvar o próprio filho.

Sandra o enganara.

Fizera-o acreditar que Anastácia em breve deixaria a administração da fábrica para viver em paz ao lado de Candinho, numa fazenda tranquila no campo, e que de qualquer forma, a Fábrica ficaria para ela e Celso, já que Candinho nunca havia se interessado pelos negócios, e só pensava em viver no campo com a mãe.

Tomado pela esperança da cirurgia que poderia fazer seu filho voltar a andar, Araújo  agarrou-se àquela mentira sem perceber a armadilha que se formava diante dele.

Mas tudo saíra do controle.
Anastácia perdera a mansão. A fábrica. Os bens. A dignidade.
E ainda que jamais tivesse desejado destruí-la, fora sua fraqueza que abrira caminho para aquela tragédia.

Araújo abaixou lentamente a cabeça.
Anastácia jamais o perdoaria por aquela traição.
E talvez tivesse razão.

—Como eu pude ter traído uma mulher tão boa como Dona Anastácia...  — Se perguntava. —Eu nunca vou me perdoar por isso!

***

Cláudio estava em seu novo quarto, lendo um livro, quando Dona Anastácia abriu a porta devagar.

—Desculpa interromper a sua leitura Claudinho, mas eu acho que você também há de gostar do que eu trouxe — Sorriu.

—Bolo de chocolate? É o meu favorito!
— Cláudio disse animado, e logo fechou o livro, colocando-o ao seu lado na cama.

—Por isso mesmo eu pedi a Quitéria que fizesse especialmente para você.
—Ela disse sorrindo.

—A senhora é tão boa comigo. —A voz soou leve. — Nem parece a bruxa da Hilde...  ela sempre falava que eu era um trambolho... 

Anastácia sentiu um aperto no peito ao ouvir aquilo. Como aquela mulher pôde ser tão cruel com aquela criança que só merecia amor e proteção?

—Nada do que àquela mulher disse é verdade, Claudinho! -Ela disse, se sentando ao lado dele na cama.
-Você é um menino incrível! E se eu já o admirava, agora eu o admiro muito mais!

—Eu também a admiro, dona Anastácia. —Deu um leve Sorriso. —Mas eu nem sei como agradecer pelo que a senhora está fazendo por mim.

—Cláudio, eu que nunca vou ter como agradecer a você e a Alice pelo que fizeram por mim!
Se você não tivesse invadido aquele tribunal, nesse momento eu estaria em um hospício!
—Ela suspira só de pensar.

—Quando a fadinha me disse que o meu pai iria mentir no tribunal eu fiquei tão decepcionado com ele! Eu não poderia deixar o papai mentir, por isso eu gritei que não queria um pai covarde! E agora eu estou orgulhoso dele, porque ele falou a verdade mesmo sabendo que seria preso.

O PerdãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora