Entre flores, sonhos e pequenos gestos

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Nota da autora:

Olá, meus queridos! Quero compartilhar uma pequena mudança que decidi fazer nesta parte da história. Em um dos capítulos anteriores, eu havia escrito que seria o Pirulito quem ensinaria Claudinho a jogar futebol. Porém, depois me lembrei de uma cena da novela em que Araújo reencontra um tio muito querido, que chega a visitá-lo em sua casa, e comenta o carinho especial que tinha por ele, pois foi esse tio quem lhe ensinou a jogar futebol quando ainda era menino.

Pensando nisso, achei que seria ainda mais bonito e emocionante que Araújo pudesse viver esse momento com o próprio filho. Além de criar uma conexão especial entre os dois, essa lembrança poderá se tornar algo muito significativo para Claudinho no futuro.

Por isso, decidi fazer essa pequena alteração.

Enfim, espero que gostem desse novo capítulo.  ❤️

Dois dias depois...

Naquela tranquila tarde de sábado, Araújo estava sentado na sala, concentrado na leitura de um livro de Direito recém-adquirido. Sempre que podia, comprava novas obras para sua biblioteca.

O silêncio da casa era interrompido apenas pelo suave virar das páginas, até que o som de passos na escada chamou sua atenção. Ao erguer os olhos do livro, viu Sarita descer já arrumada, como se estivesse prestes a sair.

— Vou dar uma volta pela praça! Não aguento mais ficar presa dentro desta casa. — disse Sarita, vindo na direção dele — Em seguida, levou a mão ao ventre e acrescentou: — Estou com vontade de tomar um sorvete... Creio que os primeiros desejos já estão começando a surgir...

Araújo ergueu os olhos do livro que lia. Por um instante, permaneceu em silêncio.

— O médico não recomendou que permanecesse em repouso por mais alguns dias? — Desta vez, sua pergunta não carregava nenhuma preocupação. Havia algo diferente em seu tom. Uma cautela que Sarita logo percebeu.

Ela hesitou por um breve instante, mas logo respondeu:

— Ora, Araújo... nunca fui mulher de ficar trancada dentro de casa. Já estou ficando entediada — Retrucou — Além do mais, o médico não me proibiu de sair, apenas recomendou que eu tivesse um pouco mais de cuidado...

Ele soltou um discreto suspiro. Contendo a impaciência e preferindo não prolongar aquela conversa, apenas respondeu:

— Muito bem. Faça como achar melhor.

No íntimo, não podia negar que alguns minutos de sossego naquela casa lhe fariam muito bem.

Sarita caminhou até a porta, mas parou de repente. Então virou-se para ele.

— Ah! Você poderia me emprestar um dinheiro? — Araújo arqueou discretamente uma sobrancelha.

— Para quê?

—  Ué! Para comprar o sorvete, é claro.

Ele ainda a observou por um instante, sem esconder certa desconfiança. Ainda assim, desejando apenas alguns minutos de tranquilidade naquela casa, levou a mão ao bolso, retirou algumas notas e as estendeu em sua direção.

Sarita lançou um rápido olhar para o dinheiro e franziu a testa.

— Só isso? — Araújo cruzou os braços.

— Mas você disse que ia comprar apenas um sorvete, não a sorveteria inteira.

Ela fez uma pequena careta antes de pegar as notas.

O PerdãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora