Capítulo 2

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O acordo

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O acordo


— Ryu...jin?! — Diz o moreno encarando a garota com as orbes arregaladas.

Os dois se encaravam sem parar, pareciam travados, sem ao menos acreditar no que estava acontecendo. Logo o silêncio entre os dois foi cortado, por uma risada alta e no mínimo escandalosa.

— Há, há, há, há, há, há, há, há, ha, há, há, há, há, há, há, há! — O garoto gargalhava sem conseguir se segurar.

Ryujin sentiu seu sangue ferver de tanto ódio. Beomgyu ria dela de forma descarada, isso a deixava ainda mais furiosa.

— Que bosta é essa? — Diz recuperando o fôlego. Não demorou muito e logo foi levado por mais uma onda de gargalhadas. Abraçava seu estômago, sentindo lágrimas quentes escorrerem de seu rosto.

— C-Cala a boca, idiota! — Grita enfurecida. Já estava perdendo a paciência com aquele garoto.

Ele apoiou as mãos sobre as pernas recuperando o fôlego perdido. Respirou fundo, enxugou as lágrimas e voltou a olhar a garota na sua frente.

— Eu juro que imaginava ser qualquer um, menos você. Perdeu alguma aposta Ryujin? — Pergunta ele sorrindo com um olhar de desconfiança.

— Vai se foder! Eu não perdi aposta nenhuma, aqueles idiotas armaram pra mim. — Respondeu bufando. Sabia que não precisava dar satisfações, mas achava melhor explicar o ocorrido do que deixar que ele tirasse as próprias conclusões.

Cruza os braços fazendo uma cara emburrada. Beomgyu continuava a encarar de maneira obscena. Realmente, nunca imaginaria que sua arqui inimiga pudesse ter um corpo tão bonito. Talvez se não usasse roupas tão folgadas perceberia, pensava ele deixando escapar um sorriso malicioso.

Ryujin sentiu seus olhares, pareciam atravessá-la de todos os cantos de seu corpo. Isso a deixou desconfortável, suas bochechas teimaram em corar. Desviou o olhar do rapaz tentando ao máximo manter o mínimo contato visual, abraçou a sacola com suas roupas contra o corpo tentando de alguma forma esconder suas partes a mostra.

Suspirou vendo que ele continuaria a encará-la daquela forma estranha. Deu as costas para o moreno e disse friamente:

— Cansei dessa palhaçada. Eu vou embora!

— Não vai agradecer? — Pergunta o moreno em tom de brincadeira.

— Nem morta! — Responde com rudez.

Quando a garota estava prestes a desprender seus pés do chão, um som, mais parecido com um toque de celular, soa. Ela para no mesmo instante, arregalando os olhos, vira o rosto levemente dando de cara com o celular dos garotos no chão.

Ela trava. Eles deixaram o celular, pensou. Uma mescla de esperança nasceu. Se pegasse o celular, todos os seus problemas estariam acabados.

Beomgyu encarava o celular curioso, não sabia ao certo o que tinha nele, mas sabia que pela reação de Ryujin, seria algo interessante.

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