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O relógio marcava 5h30 da manhã quando S/N acordou, sentindo o coração inquieto e a mente acelerada. Tentou voltar a dormir, mas havia algo dentro dela — uma sensação estranha, quase como um pressentimento — que a mantinha desperta.

Levantou devagar, tomou um banho morno e vestiu uma das blusas largas de Tom, que caía em seu corpo como um abraço. Caminhou até a poltrona perto da janela e se sentou, observando o céu ainda escuro começar a se tingir de tons alaranjados. O silêncio da casa era reconfortante, mas seu coração sussurrava dúvidas.

— Isso não pode estar acontecendo... — murmurou, levando a mão ao rosto.

Tom, que dormia profundamente, acordou com a ausência do calor ao seu lado. Seus olhos se abriram e logo encontraram S/N na poltrona, iluminada pela luz suave do amanhecer.

— Amor...? Por que está acordada a essa hora? — perguntou com voz baixa e rouca.

— Não sei... só não consigo dormir — ela respondeu, sem encará-lo.

Tom se levantou e caminhou até ela. Com carinho, a pegou no colo e se sentou com ela entre suas pernas, abraçando-a forte enquanto acariciava sua coxa descoberta.

— Teve um pesadelo?

— Não... só senti que precisava acordar. Deitei de novo, mas algo parecia me impedir de dormir... e você? Por que acordou?

— Porque não senti você do meu lado. E quando percebi que você não estava ali, o meu lugar ficou vazio. Eu teria ficado acordado com você, meu amor.

S/N sorriu suavemente.

— Não quis te acordar... você já é fofo demais, sabia?

Tom beijou sua testa com ternura.

— Só com você e com nossa filha eu sou assim. O resto do mundo... não tem essa sorte.

Ela riu, mordendo o lábio, e disse:

— Ainda bem. Porque se eu souber que você é fofo com outra, a gente resolve com tapas.

— Vocês duas são perigosas demais pra mim — ele brincou. — Mas eu gosto desse perigo.

Tom a beijou com calma. Aquele beijo era como o primeiro: cheio de carinho, desejo contido e emoção. Ela sentia cada célula do seu corpo se reacender só de sentir os lábios dele nos seus.

— No que você estava pensando, hein? — ele perguntou, quando o beijo terminou. — Você tem um sorriso meio perdido aí no rosto.

— Em como sou sortuda por ter você — ela respondeu, sem hesitar. — Me sinto a mulher mais feliz do mundo.

— E eu o homem mais sortudo por ter sido escolhido por você.

Ele a deitou de volta na cama com cuidado, deitando ao lado dela.

— Você está... sem nada por baixo dessa blusa, né? — perguntou com um sorriso safado.

— Uhum... mais confortável assim.

— Mais confortável pra me deixar louco, você quer dizer — ele resmungou, mordendo de leve a orelha dela.

— É maldade? — ela disse, virando de costas e puxando o edredom com um sorriso travesso. — Eu não tô pelada. Tô camuflada com sua blusa.

Tom deu um tapa leve e apertou sua bunda, rindo.

— Isso é tortura emocional e física.

— E você ama — ela sussurrou, sentindo o calor do corpo dele colado ao seu.

Entre risadas e carícias, adormeceram juntos outra vez.

☀️ Mais Tarde – Novidades e Novas Alianças

🎸 Entre Acordes e Destino- Tom kaulitzOnde histórias criam vida. Descubra agora