Capítulo 70

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POV DYLAN

Eu me encontro sozinho no chão da sala. As lágrimas escorrem pelo meu rosto enquanto tento processar tudo o que acabei de ouvir. A mulher que eu amo, a pessoa com quem planejei construir um futuro, é minha irmã. Meu coração está dilacerado, e sinto um vazio profundo dentro de mim.

Eu amo a Barbie mais do que qualquer coisa no mundo, e agora me vejo diante de um dilema impossível. Como posso continuar amando alguém que é minha irmã? Essa pergunta atormenta minha mente, me enchendo de angústia, mas eu sei meu pai é o culpado de tudo. Eu tenho certeza que ele falsificou esse exame. Não faz sentindo a Barbie ser minha irmã.

Respiro fundo, tentando conter a raiva que está borbulhando dentro de mim. Decido que é hora de confrontar meu pai, tirar todas as minhas dúvidas e exigir respostas. Eu me levanto do chão, limpo as lágrimas do rosto e saio do apartamento, encontrando a minha moto em frente ao prédio. Monto nela e acelero pelas ruas, sentindo a adrenalina correr em minhas veias. Cada segundo que passa, a raiva dentro de mim cresce mais e mais.

Chego à casa de meu pai e estaciono a moto na entrada. Caminho em direção à porta da frente, mas em vez de bater, decido entrar, já que ainda tenho as chaves. Conheço cada canto dessa casa, afinal, cresci aqui. Entro furtivamente e percorro os corredores até chegar ao escritório do meu pai. A porta está entreaberta, e posso ouvir sua voz vindo de dentro. Respiro fundo e empurro a porta com força, revelando minha presença de forma dramática.

— Dylan? — Ele se vira abruptamente, surpreso ao me ver invadindo seu escritório.

Meu pai está sentado atrás de uma imponente mesa de madeira, com uma expressão de choque estampada em seu rosto enrugado. Seus olhos cansados encontram os meus, e por um momento, há um silêncio tenso no ar. Eu o encaro com raiva, cerrando meus punhos.

— O que diabos você fez, pai? — grito, furioso. — Como pôde fazer isso comigo? Como pôde fazer isso com a Barbie?

Ele se levanta da cadeira lentamente, parecendo atordoado pela minha presença.

— Dylan, meu filho... Do que você está falando?

— Não finja que não sabe! — grito, avançando em direção a ele, agarrando a gola da sua camisa.

Meu pai tenta se soltar do meu aperto, mas eu o mantenho firme, olhando diretamente em seus olhos.

— Dylan, acalme-se, por favor... Vamos conversar com mais calma...

— Calma? Calma?! — eu exclamo, com sarcasmo. — Você espera que eu fique calmo depois de descobrir que a mulher que amo é minha irmã? Você espera que eu aceite isso de bom grado?

Ele suspira profundamente, visivelmente abalado.

— Dylan, eu entendo que isso seja um choque para você, mas você precisa me ouvir. Há coisas que você ainda não sabe...

— Não me venha com desculpas, pai! Eu vi o resultado do exame de DNA. E eu sei que você manipulou isso. Por que, pai? Por que faria algo tão cruel com seu próprio filho? O que eu fiz para você? — grito, em lágrimas.

Meu pai abaixa a cabeça, parecendo envergonhado e derrotado. Seus ombros caem enquanto ele tenta reunir as palavras certas para explicar sua atitude.

— Dylan... eu não manipulei nenhum exame... Clara é mesmo minha filha, e ela é sua irmã...

Continuo olhando para o meu pai, sem acreditar nas palavras que acabei de ouvir. As lágrimas continuam a rolar pelo meu rosto, misturando-se com a raiva que ainda pulsa dentro de mim.

O Professor - Livro 2Onde histórias criam vida. Descubra agora