Capítulo 12

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Aisha Bernardi|
Zona sul 📍

Movo meu corpo levemente pra trás segurando o bilhete em mãos enquanto dígito o número no celular. Me sentir indefesa perto dele, ele parecia que tinha todo o meu controle falando daquele jeito. Fui criada pra ser diferente de muitas meninas por aí, sempre corri atrás do meu. Desvio meu olhar pro Talibã que me encarava com aquele olhar de lobo, um olhar frio, que exaltava poder é muito luxo.

Ele conseguia me desconcentrar me encarando daquela maneira, seu semblante de poucos amigos. Totalmente sério, postura rígida. Observo sua sobrancelha perfeita se erguendo levemente, ele Franzi o cenho em um olhar desafiador. Desvio meu olhar para tela do celular novamente, balanço a cabeça soltando ar que nem sabia que estava prendendo.

Samantha: Ele respondeu? – Nego com a cabeça, a tela de fundo da conversa ainda apenas com “ Oi, obrigada “

Jeni:  Vamos beber, é segunda? Sim, amanhã que é dia de ressaca – Ela sorri fraco, pegando o copo de cerveja dando um gole.

Dou os ombros encarando a tela do celular, observo a foto de perfil. Arregalo os olhos, ele era bonito os olhos azuis. O Cabelo cortado estilo playboy da pista, a roupa fardada é a tatuagem da caveira no antebraço esquerdo. Eu não sei aonde eu fui arruma, um admirador secreto. Nem tão secreto sendo da polícia, Clico no perfil lendo a bio. Típico de um cara de trinta e poucos anos, nego com a cabeça, logo aparece; “Digitando”

Samantha: Que cara é essa mulher? – Sabia o que responder. Caramba, eu estava sentada na mesa aonde tinha dois traficantes que eu nem sei se tem a merda da ficha limpa. Eu quero ver minha irmã crescer cara, eu ainda nem decidi qual vai ser a faculdade que eu vou fazer.

Jeni: Deixa eu ver – Ela pega o celular arregalando os olhos é olhando em volta, Jeniffer leva a mão na boca tampando.

–– Que merda cara na moral – Dou risada, olhando Talibã sem querer que ainda segurava alicia dormindo, era estranho ver ele assim sabe. Ele tinha todo cuidado do mundo com ela sabe? Ele tinha pedido pro dono do bar se tinha como esquentar a mamadeira dela.

Samantha: Aisha mulher, acho melhor nos ir embora – Concordo com a cabeça tomando um último gole na cerveja.

Mestre: Colfoi loira? Nem escureceu ainda parça – Ele desliza a mão no rosto, passo meu olhar por seu rosto livre da mão tatuada. Ele tinha um piercing no nariz é as sobrancelhas grossas com dois riscos.

Jeni: É melhor pra vocês – Me levanto pedindo a conta, procuro o homem pelo local aonde nós estamos.

Talibã: Manda o papo sem rodeio – Fecho os olhos sentindo novamente aquele olhar no meu corpo, puxo minha saia um pouco para baixo. Levo a mão nas minhas tranças jogando ela pra trás, eu estava totalmente exausta. Eu tinha passado o dia todo em cima de um Salto alto, pousado para fotos.

–– Eu não tenho culpa primeiro de tudo – Ele Franzi as sobrancelhas entregando minha irmã pra Samantha que arruma a mochila dela nas costa.

Jeni: O cana com número da Aisha, é agora tá mandando mensagem.

Talibã: Porra, quem é o filha da puta? – Ele levanta ajeitando o suporte de celular, ele ainda estava sem camisa. Porra, desço meu olhar pelas tatuagens expostas me perdendo por todas elas que destacava no homem de 1,80 de altura, subir meu olhar por seu rosto encarando o cavanhaque perfeitinho, o cabelo cortado na régua, tinha aqueles  olhos cor de mel meio vermelho é pequenos, que trouxe sobre mim um alto preço a pagar, amargo e caro. Eu desconfiei do perigo atrás do seu astuto sorriso. Senti pulsar forte na minha intimidade me deixando  fraca sobre aquele olhar.

Jeni: Diz ser o sargento Medeiros – Talibã tinha olhar de frio é furioso ao escutar aquele nome, irritado pra caralho.

Mestre: É aquele filho da puta, arrombado do caralho será que ele reconhece tu? – perdida na conversa deles Talibã me encara negando com a cabeça.

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