Desde pequena, sempre tive tudo o que quis. Mimada? Talvez. Mas sei muito bem o que me convém. Só não esperava que o erro do meu pai - feito antes mesmo de eu nascer - fosse custar a minha liberdade.
Por um acordo com um mafioso perigoso, fui promet...
— Se prepare, Antonelle. Seu futuro noivo está chegando — diz minha mãe, parada na porta do quarto.
Meus pais não me deixaram sair de casa o dia todo. Eles sabem que, se eu tivesse chance, aprontaria alguma coisa. Então me prenderam no quarto como uma prisioneira, e só vou sair agora… para conhecer ele.
O tal Domenico.
Mas ele não vai me intimidar.
Agora são exatamente 20h. Em trinta minutos, minha mãe virá me chamar para o jantar.
Enrolada na toalha, caminho até o armário procurando algo para vestir. Meus olhos param em um vestido preto, curto, rodado e sem alças. Lembro que foi meu pai quem trouxe esse vestido da Coreia, anos atrás. Nunca o usei.
Fico encarando a peça por alguns segundos. Ela me traz memórias confusas, e talvez, ironicamente, seja a escolha perfeita para essa noite.
— Vai ser esse — murmuro, decidida, com o vestido na mão.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
— Se prepare, Antonelle. Seu futuro noivo está chegando — diz minha mãe parada na porta do quarto.
Meus pais não me deixaram sair o dia todo. Sabem muito bem que, se eu pudesse, aprontaria alguma coisa. Me mantiveram trancada como uma prisioneira e agora, finalmente, me liberam… só pra conhecer ele.
Domenico.
Mas ele que não pense que vai me intimidar.
São exatamente 20h. Daqui a 30 minutos minha mãe entrará para me chamar para o jantar.
Enrolada na toalha, vou até o armário e começo a procurar algo para vestir. Meus olhos param em um vestido preto, rodado, sem alças — um presente do meu pai, trazido da Coreia. Nunca usei.
Fico o encarando por alguns segundos.
— Vai ser esse — digo, decidida, com o vestido na mão.
Vou até a penteadeira e começo a arrumar o cabelo. Deixo meus fios longos soltos. Estão brilhantes e cheirosos. Me maquio levemente — algo bem natural. Nunca gostei de exageros.
Gosto de coisas simples, meigas e elegantes. Nada muito chamativo. Isso, sim, me faz sentir bonita.
Me olho no espelho e sorrio.
— Uau… sou a mulher mais perfeita que já vi.
Fico me admirando até minha mãe entrar.
— Antonelle, filha... você está linda — ela diz, parando atrás de mim e segurando meu ombro.
— Eu sei, mamãe. Obrigada.
— Um vestido branco teria ficado melhor, meu anjo — ela comenta, e eu a encaro arqueando a sobrancelha.