Capitulo 2

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~Antonelle

— Se prepare, Antonelle. Seu futuro noivo está chegando — diz minha mãe, parada na porta do quarto.

Meus pais não me deixaram sair de casa o dia todo. Eles sabem que, se eu tivesse chance, aprontaria alguma coisa. Então me prenderam no quarto como uma prisioneira, e só vou sair agora… para conhecer ele.

O tal Domenico.

Mas ele não vai me intimidar.

Agora são exatamente 20h. Em trinta minutos, minha mãe virá me chamar para o jantar.

Enrolada na toalha, caminho até o armário procurando algo para vestir. Meus olhos param em um vestido preto, curto, rodado e sem alças. Lembro que foi meu pai quem trouxe esse vestido da Coreia, anos atrás. Nunca o usei.

Fico encarando a peça por alguns segundos. Ela me traz memórias confusas, e talvez, ironicamente, seja a escolha perfeita para essa noite.

— Vai ser esse — murmuro, decidida, com o vestido na mão.

— Vai ser esse — murmuro, decidida, com o vestido na mão

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— Se prepare, Antonelle. Seu futuro noivo está chegando — diz minha mãe parada na porta do quarto.

Meus pais não me deixaram sair o dia todo. Sabem muito bem que, se eu pudesse, aprontaria alguma coisa. Me mantiveram trancada como uma prisioneira e agora, finalmente, me liberam… só pra conhecer ele.

Domenico.

Mas ele que não pense que vai me intimidar.

São exatamente 20h. Daqui a 30 minutos minha mãe entrará para me chamar para o jantar.

Enrolada na toalha, vou até o armário e começo a procurar algo para vestir. Meus olhos param em um vestido preto, rodado, sem alças — um presente do meu pai, trazido da Coreia. Nunca usei.

Fico o encarando por alguns segundos.

— Vai ser esse — digo, decidida, com o vestido na mão.

Vou até a penteadeira e começo a arrumar o cabelo. Deixo meus fios longos soltos. Estão brilhantes e cheirosos. Me maquio levemente — algo bem natural. Nunca gostei de exageros.

Gosto de coisas simples, meigas e elegantes. Nada muito chamativo. Isso, sim, me faz sentir bonita.

Me olho no espelho e sorrio.

— Uau… sou a mulher mais perfeita que já vi.

Fico me admirando até minha mãe entrar.

— Antonelle, filha... você está linda — ela diz, parando atrás de mim e segurando meu ombro.

— Eu sei, mamãe. Obrigada.

— Um vestido branco teria ficado melhor, meu anjo — ela comenta, e eu a encaro arqueando a sobrancelha.

Casamento de um CapoOnde histórias criam vida. Descubra agora