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— Filho? Pode vir aqui rapidinho? — Guilherme concordou, vendo a mãe puxar o protetor solar da bolsa. — Sua irmã tava me falando que você não deixou ela brincar contigo e com teu pai. Por quê?

— Ah, mamãe... — Disse, sentindo-a espalhar a loção protetora em seu corpo. — Ela e o papai já brincaram um montão. E eu queria brincar com ele também.

— E por que vocês não podiam brincar juntos? — Eduarda perguntou, espalhando o protetor no rosto do menino.

— Porque ela ia estragar tudo. — Respondeu.

— Mas tu não era de ficar bravo com as diferenças de vocês. Nenhum de vocês dois é, vocês falam um com o outro e acham um jeito de brincar juntos e se divertir sem chatear o outro. O que mudou? — O menino olhou para baixo, pensando na resposta.

— Eu não queria que ela entrasse no meio e estragasse minha brincadeira com o papai. Quem tava brincando com ele era eu! — Disse, meio bravo, mas com um semblante meio tristonho.

— Isso chama ciúmes, filho. É quando tu quer ficar perto de alguém e sente que uma pessoa tá atrapalhando. Mas tu não tem que ter ciúmes, tá? Seu pai vai brincar com você e com a Vivi. Vocês se conheceram agora, mas não significa que vão ter pouco tempo juntos, tá? Tu vai ter tempo pra ficar só com o seu pai e sua irmã também, mas agora, seu pai é novidade pra você e pra sua irmã também. Ela tá sentindo a mesma vontade que tu tá de estar com ele, tu ia ficar feliz se ela não te deixasse brincar? — O menino negou com a cabeça, chateado. — Então.

— Não vou fazer mais isso, mamãe. E vou conversar com a Vivi. — Disse, decidido.

— Antes, senta aqui pra comer. — O garoto sentou na canga ao lado da mãe e pegou o prato de milho que ela lhe entregou, comendo enquanto tomava suco de laranja.

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Enquanto Vitória e a mãe conversavam no mar, Lucas e Gael compravam algumas coisas para comer. Antes de Du se dirigir para o local onde Guilherme brincava e Isis tomava sol, ela deixou Vitória com o pai das crianças.

— Papai? — Chamou a pequena. — A mamãe disse que tu trouxe a gente porque tem um lugar legal aqui.

— Tem sim. — Disse, observando Isis ir na direção deles.

— A gente pode ir agora? Minha mãe deixou. — Lucas concordou com a cabeça, se Eduarda havia deixado, então estava tudo bem.

— Entrega as coisas que a gente pediu pra Isis e pede pra ela levar. — O rapaz disse a Gael, que concordou com a cabeça enquanto a pequena comemorava.

Lucas e Vitória foram até uma piscina natural ali perto, recoberta por uma árvore. Rasa e sombreada, o local era perfeito para as crianças curtirem, contanto que tomassem cuidado com as pedras ao redor.

Mas Vitória não demonstrava interesse nenhum em sair da piscina. Nadava e se jogava na água, pulando e rindo sozinha.

— Papai, papai, olha! — Ela usou o indicador e o polegar para tapar o nariz e mergulhou, indo na direção do pai submersa. Ao chegar ao lado dele, ela saiu da água, respirando forte.

— Que legal, Vivi! Como faz isso? — Disse, se sentando na água ao lado dela.

— Assim, ó. Tampa o nariz e afunda, daí tu bate o pé embaixo da água. — Ela disse e fez outra vez, indo para o lugar onde estava e voltando ao lado do pai.

— Assim? — Lucas prendeu a respiração e mergulhou, soltando bolhas com a boca que faziam barulho. Barulho esse que Vitória não conseguia escutar sem rir.

Rockabye - LucaduOnde histórias criam vida. Descubra agora