Capítulo 164 - O Sequestro - Parte 2

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Estou em choque, segurando o telefone como se fosse um artefato perigoso. Uma sensação de impotência me envolve. Não posso arriscar a vida do meu filho, mas também não posso simplesmente ficar parada enquanto ele está nas mãos de um desconhecido.

A atendente da creche parece preocupada com minha reação e se aproxima cautelosamente.

— Senhora, por favor, podemos ajudar de alguma forma?

Eu tremo enquanto olho para ela, ainda segurando o telefone. Em seguida, recebo um telefonema do mesmo número desconhecido. Meu coração bate forte enquanto atendo, procurando um canto mais isolado para falar.

— Alô? — minha voz sai trêmula, misturando ansiedade e desespero.

— Olá, querida, tudo bem? — A voz do outro lado da linha é feminina, e meu coração dá um salto. Reconheço a voz, mas meu cérebro demora um momento para processar a informação.

— Quem é você? Onde está o meu filho? — pergunto, minha voz agora carregada de desespero.

Ela ri do outro lado da linha, uma risada gélida que envia arrepios pela minha espinha.

— Oh, Clara, Clara... Quanto drama.

— Quem é você? O que você fez com o meu filho? — repito, ignorando a risada sarcástica.

— Eu sou a Laura, querida, lembra de mim? Laura Almeida, o seu pior pesadelo.

Meu coração quase para ao ouvir o nome dela. A raiva borbulha dentro de mim, misturada com o medo e a angústia. Levo alguns segundos para processar o que está acontecendo.

— Laura, o que você fez com o Henry Miguel? Onde está o meu filho? — minha voz está carregada de urgência e temor.

— Calma, queridinha. Seja uma boa menina e ouça com atenção. Se quiser ver seu bebê novamente, faça exatamente o que eu disser.

— Você é uma louca! Por que está fazendo isso? Devolve o meu filho.

A risada de Laura ressoa novamente, fria e sem compaixão.

— Oh, Clara, não finja que não entende. Por sua culpa, o Eric me rejeitou várias vezes. E agora, chegou a hora de você pagar.

Minhas mãos tremem enquanto seguro o telefone, lutando contra o desejo de gritar com ela. Minha mente corre, tentando encontrar uma solução para esta situação desesperadora.

— O que você quer, Laura? Por favor, não machuque o meu bebê.

— Oh, não se preocupe, não sou uma assassina, mas posso fazer a sua vida se tornar um inferno. Aqui está o que eu quero: você vai seguir as minhas instruções à risca, sem chamar a polícia, sem tentar ser espertinha. Se fizer algo que eu não goste, adeus, bebê.

Ouvir essas palavras me deixa ainda mais apavorada, mas sei que tenho que manter a calma para garantir a segurança do Henry Miguel.

— O que você quer que eu faça?

— Venha você mesma buscar o seu filho, nós duas vamos acertar as contas. Você terá que vir até o endereço que vou enviar agora. Se fizer algo diferente do que eu disser, esqueça o seu filho.

Recebo a localização no meu telefone, e meu coração afunda ao ver que é um lugar distante, a seis horas de viagem de carro.

— Você tem o prazo de 24 horas para chegar até aqui, a partir de agora. Não pense em chamar a polícia ou qualquer outra pessoa. Apenas você. Seja rápida, queridinha, o tempo está correndo. Caso o contrário, o seu queridinho Henry Miguel vai pagar o preço.

O Professor - Livro 2Onde histórias criam vida. Descubra agora