Capitulo 15 - Me espere acordada

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Eu não o ouvi subir as escadas. Dante entrou no escritório com as botas sujas de terra, a camisa escura com os primeiros botões abertos e o coldre de couro cruzando o peito largo. Ele caminhou até mim com passos pesados e predatórios, os olhos pretos cravados no livro que eu tentava esconder inutilmente atrás das minhas costas.

— Nada! São só os livros novos que chegaram — gaguejei, tentando me levantar, mas a imponência do seu corpo gigante já estava me cercando contra a estante.

— Me dá isso aqui, garotinha — ele ordenou, a voz caindo para aquela rouquidão áspera que sempre me dava arrepios.

Sem o menor esforço, ele segurou meu pulso com uma mão e, com a outra, arrancou o livro dos meus dedos. Dante franziu o cenho, avaliando a capa escura e o título sugestivo. Um meio sorriso sarcástico e perigoso surgiu nos seus lábios quando ele abriu o livro em uma página aleatória, correndo os olhos pretos pelas linhas.

"Ele a prensou contra a madeira, rasgando o tecido fino enquanto sua virilidade massiva implorava para invadir aquele sexo úmido e apertado..." — Dante leu em voz alta, a voz vibrando tão grave que pareceu ressoar direto no meu útero.

— Para, Dante! Devolve! — pedi, o rosto ardendo de vergonha, tentando pegar o livro de volta.

He fechou o volume com um estalo alto, jogando-o em cima da escrivaninha de mogno. Em um movimento rápido e bruto, Dante segurou minha cintura com as duas mãos massivas e me içou do chão, sentando-me de impacto na borda da mesa, exatamente como o homem da história fazia. Minhas pernas se abriram sozinhas para acomodar o corpo dele, que se encaixou imediatamente entre as minhas coxas.

— Então a minha esposa anda lendo safadeza pelas minhas costas? — ele sussurrou, aproximando o rosto do meu, o hálito quente de tabaco e uísque roçando na minha boca. — É por isso que você fica me olhando daquele jeito à mesa? Se alimentando dessas ideias?

— Não... eu só queria ler alguma coisa diferente — menti, arfando quando as mãos calejadas dele subiram pelo meu vestido, apertando a carne macia das minhas coxas com uma força possessiva que me fez soltar um gemido baixo.

— Você não precisa de papel para aprender a ser minha, Milena — ele rosnou, a mão subindo ainda mais, arrastando o tecido do meu vestido até a minha cintura, deixando as minhas pernas completamente expostas sob a luz da janela. — Deixa eu ver o que esse livrinho fez com você.

Prendi a respirar quando os dedos grossos dele rasgaram o meio da minha calcinha fina, sem paciência para tirá-la. Dante afundou a mão direto na minha intimidade, e no mesmo instante um suspiro ruidoso escapou dos seus lábios ao sentir meus lábios internos completamente intumescidos, quentes e banhados em uma umidade abundante e viscosa.

— Olha isso... porra, Milena — ele sibilou, o maxilar trincado de puro tesão enquanto passava o polegar com força pelo meu clitóris pulsante, arrancando-me um gemido agudo que ecoou pelo escritório compartilhado. Era a primeira vez que alguém me tocava tão íntimo. — Você está encharcada só de ler sobre um homem tocando uma mulher.

— Dante... os capatazes estão lá embaixo... — choraminguei, apertando os ombros largos dele, sentindo meu corpo inteiro tremer enquanto ele me dedilhava com uma crueldade deliciosa.

Assim, ele enfiou o dedo em mi e eu gemi alto, sentindo pela primeira vez algo me pressionando internamente, invadindo o meu espaço de um jeito que me fez arfar.

— Que se fodam os capatazes. Ninguém entra aqui — ele rebateu, a voz carregada de uma luxúria violenta.

De repente, ele tirou o dedo de mim, fazendo-me soltar um pequeno choramingo pela perda repentina do contato. Com a mão livre, Dante abriu a calça e libertou o seu pênis gigante e latejante. A visão daquela coluna de carne grossa, escura e cheia de veias saltadas, já completamente coberta pelo líquido de lubrificação na ponta, fez minha vagina contrair em espasmos de puro pânico e desejo. Dante segurou meu quadril com as duas mãos, levantando meu corpo levemente, e posicionou a cabeça do seu membro ereto direto na minha entrada úmida, mas não entrou.

— Você quer que eu faça igual ao livro, garotinha? — ele sussurrou de forma cruel e excitada, olhando fixamente nos meus olhos antes de começar a esfregar cruelmente e forte seu membro na minha fonte.

Era um atrito bruto, mas deliciosamente brutal.

Ahhh! — soltei um grito sôfrego, jogando a cabeça para trás.

No mesmo milésimo de segundo, a mão livre e calejada de Dante subiu num reflexo rápido, cobrindo a minha boca com força, abafando o restante do meu gemido contra a sua palma. Ele se inclinou para frente, colando o peito maciço contra o meu, os olhos injetados de puro controle.

— Shh... Cala a boca, Milena — ele sibilou possessivo, a voz arrastada bem perto do meu ouvido. — Se você gritar desse jeito de novo, os capatazes lá embaixo vão ouvir exatamente o que eu estou fazendo com você nessa mesa. Você quer que eles saibam o quanto você está gemendo forte para o seu homem? 

Eu neguei com a cabeça freneticamente contra a mão dele, os olhos arregalados de tesão e pânico, abraçando aquela carne quente com um aperto desesperado dos meus quadris contra os dele enquanto a mão dele ainda garantia o meu silêncio forçado.

Dante soltou um rosnado animal, as pupilas totalmente dilatadas ao sentir o quanto eu estava quente e faminta por ele. Sem tirar a mão da minha boca, ele segurou minha coxa com força com a outra e começou a bombear, esfregando forte contra a minha carne, fazendo os papéis e os livros novos vibrarem ao redor na mesa de trabalho. Os impactos arrancavam lamentos abafados contra os seus dedos e sussurros desconexos na minha mente enquanto eu me agarrava ao seu pescoço, completamente rendida ao meu monstro.

O ápice estava cobrando o seu preço. Dante acelerou o ritmo do atrito, a respiração dele se tornando um rosnado descontrolado. Ele finalmente removeu a mão da minha boca, apenas para que eu visse sua expressão possessiva. Assim, segundos antes de gozar fortemente em cima da minha buceta molhada, ele travou o corpo e rosnou contra os meus lábios:

— Sua sorte é que você é virgem... porque se não, eu acabava com a sua buceta aqui e agora e a gente não saia mais daqui.

No mesmo instante em que o sêmen quente dele inundou a minha intimidade por fora, escutou-se o chamado alto de um dos funcionários vindo do corredor do andar de baixo, procurando pelo chefe.

Dante me olhou de cima, o peito arfando, e sorriu de lado. Ele se afastou devagar, ajeitando as calças sem a menor pressa, deixando-me totalmente desarmada, deitada na mesa com o seu gozo quente no meio das minhas pernas, escorrendo lentamente para a madeira escura de mogno.

Antes de cruzar a porta do escritório, ele parou por um segundo, olhou para trás e ordenou:

— Me espere acordada.

Rendida ao MonstroHistórias para pegar e não largar. Descubra agora