Capitulo 22 - Eu te amo...

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Dante não esperou. Não houve preliminares delicadas, nem tempo para que eu me acostumasse com a sua imensidão mais uma vez. Ele apenas segurou firmemente meus quadris, inclinou o corpo e se posicionou entre as minhas pernas escancaradas sobre a mesa. Com um único empuxo bruto e decidido, ele me penetrou de uma vez só.

Um grito agudo escapou da minha garganta, ecoando pelas paredes da cozinha. Minhas mãos cravaram-se instantaneamente nos ombros largos dele, as unhas afundando na pele bronzeada. Mas o impacto inicial não trouxe a dor dilacerante da primeira vez; trouxe um preenchimento absoluto, um calor avassalador que fez meu corpo inteiro esticar e, logo em seguida, amolecer sob o dele.

Dante travou por um segundo, os olhos pretos cravados nos meus, a respiração tão curta que parecia faltar ar nos seus pulmões.

— Dói? — ele rosnou, o tom carregado de uma preocupação que ele mal conseguia disfarçar em meio à luxúria. — Fala para mim, pequena. Dói?!

— Não... — sibilante, balancei a cabeça, puxando o ar com dificuldade enquanto o envolvia com as minhas pernas. — Não dói, Dante... Não está doendo. Pode ir... por favor, continua.

Um suspiro pesado, quase um rugido de alívio, saiu dos lábios dele, misturando-se com o som do seu peito subindo e descendo contra o meu.

— Graças a Deus... porque eu não ia conseguir parar, pequena. Você me quebrou por inteiro ali embaixo. Você me desgraçou a cabeça hoje.

— A culpa é sua por ter demorado tanto — provoquei em um sussurro sôfrego, arranhando de leve a nuca dele.

— É mesmo? — ele rebateu, apertando meus quadris com ainda mais força.

E então, ele começou a se mover. a mesa de madeira contra as minhas costas contrastava dolorosamente com a maciez da seda vermelha do meu vestido, que agora estava completamente amarfanhado e subido até a minha cintura. Dante me tomava com uma força primitiva, cada estocada dele fazendo a madeira da mesa ranger e os poucos talheres restantes tilintarem no chão. Toda a audácia que guardei dentro de mim durante o dia inteiro explodiu em um prazer puro e indomável. Eu não conseguia mais fingir inocência. Meus dedos arranhavam as costas dele, deixando trilhas vermelhas na pele impecável do meu cowboy, e meus dentes morderam o topo do seu ombro musculoso quando o prazer se tornou insuportável.

As horas pareciam ter se fundido naquele espaço. Através da janela da cozinha, os primeiros raios do final da tarde começavam a rasgar o céu em tons de laranja e roxo; o sol começava a se pôr, iluminando a poeira que dançava no ar e banhando nossos corpos suados com uma luz dourada. Dante continuava ali, incansável, me levando ao limite repetidas vezes.

Ele inclinou o rosto, colando a testa na minha, olhando-me com uma intensidade que quase me desintegrou.

— Você é a coisa mais linda que eu já vi na minha vida, pequena — ele sussurrou, a voz embargada, os olhos brilhando enquanto me assistia perder o juízo sob o seu comando. Ele desceu os lábios pelo meu pescoço, mordiscando a pele onde seus próprios chupões reluziam. — Olha para você... olha como você fica quando eu tô dentro. Tão doce, tão perfeita, mesmo no meio dessa bagunça toda que a gente fez. Você foi moldada sob medida para mim, pequena. Só para mim. Admite.

— Sou sua... — gemi o nome dele, prendendo o meu quadril contra o dele, sentindo como meu corpo se contraía de forma sôfrega ao redor do seu membro. — Dante, por favor... mais forte!

— Sente como você se aperta toda quando eu entro? — ele provocou baixo, a voz arranhada de desejo, desferindo um golpe mais profundo que me fez arquear as costas e cravar as unhas nos seus braços. — Responde, pequena! Sente o quanto você é minha?

Rendida ao MonstroHistórias para pegar e não largar. Descubra agora