POR QUE O PROIBIDO TEM QUE SER ALGO TÃO TENTADOR?
O que fazer para deixar o passado para trás e não permitir que a dor da desilusão nos impeça de desfrutar o presente? Amber, uma loira de olhos azuis, de dezenove anos de idade e uma beleza capaz de...
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— Não fazemos contato físico com os alunos, senhor Cooper, principalmente se o aluno for Oliver Parker!
— Sinto muito, senhora Pratt, mas o senhor Parker estava machucando uma aluna, e eu não podia simplesmente assistir.
Minutos depois daquela confusão, fui chamado na sala da diretora, Sarah Pratt, onde discutíamos o ocorrido que envolvia o senhor "não me toque".
— Bom, deixe-me explicar uma coisa... — ela enche seu corpo d'água, arrasta a cadeira e se senta. — A família do Oliver, são o que podemos chamar de "elite". Seu tio Richard Parker, é general das Operações Especiais dos Estados Unidos. Já deve ter ouvido falar sobre ele, estou certa?
— Sim...
— Ótimo. — ela prossegue. — E os pais dele são donos da maior construtora do País...
Onde exatamente ela quer chegar?
— Então o senhor entende que ter o Oliver aqui, é algo primordial para nossa universidade, pois recebemos visibilidade, e visibilidade gera matriculas. E nós também não queremos problemas com o sobrinho do general, não é mesmo?
Isso é sério?
— E quanto a aluna que ele feriu? — Questiono, ficando inquieto sobre a cadeira.
Perguntar sobre o bem-estar da garota seria inútil, já que eles só se importam com o lucro financeiro.
— Não seria prejudicial caso a senhorita Petrova viesse deixar a universidade, ou até denunciasse o Parker, por agressão?
— Amber não é o problema aqui! — bufou com uma risada. — Aqueles dois são namorados a um tempo, e desde o início vivem tendo conflitos como esses, então já estamos acostumados a lidar com isso.
Eu queria perguntar como exatamente eles lidavam com situações como aquela, mas tinha certeza que se tratava de proteger a imagem do riquinho e não da garota.
— E então, senhor Cooper, agora estamos entendidos?
— Sim senhora!
— Ótimo! — Afirmou, voltando a se pôr de pé. — Se conseguir se lembrar dessa conversa todas às vezes que ver o senhor Parker, tenho certeza de que o senhor não terá problemas no futuro.
Engraçado como essa frase soou uma leve ameaça. Mas mesmo assim, me levantei e retribui o aperto de mão que ela tinha me direcionado.
— Agradeço o conselho!
(...)
Horas mais tarde, naquele mesmo dia, ao anoitecer, estava atolado de trabalho na minha sala, tendo que lidar com as atividades que não pude revisar enquanto perdia meu tempo com aquela diretora interesseira. Contava os dias para terminar o ano letivo e sair dessa universidade de merda.