POR QUE O PROIBIDO TEM QUE SER ALGO TÃO TENTADOR?
O que fazer para deixar o passado para trás e não permitir que a dor da desilusão nos impeça de desfrutar o presente? Amber, uma loira de olhos azuis, de dezenove anos de idade e uma beleza capaz de...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Ali estava eu. Deitado sobre o mesmo colchão que durmo a mais de cinco anos, mas que enigmaticamente não parecia ser meu porto de descanso. Tinha algo muito estranho ali. Poderiam ser os lençóis, o travesseiro mais alto, ou quem sabe o amaciante novo. Mas também pode ser essa menina, deitada ao meu lado, virada para mim com os cabelos jogados no travesseiro, rosto angelical e uma mão posta embaixo da bochecha e a outra pousada no meio da cama, quase tocando em mim.
Isso é estranho... eu só tive dificuldades em separar os diferentes aspectos da minha vida uma única vez. Sempre existiu um "eu" para cada lugar que eu fosse, pronto para cumprir as tarefas sem interferência, ou qualquer fuga de sentimento. E por muito tempo eu não me sentia tão perdido e sem controle como estou me sentindo agora.
E o problema era ela... eu sabia que era.
Amber estava mexendo com as minhas emoções, como um botão de desordem dentro do meu cérebro me levando a agir como um adulto mal-humorado e até um adolescente no pico da puberdade.
Era para ser um trabalho fácil como os outros, mas ao invés disso está sendo a missão mais difícil da minha vida.
Estava ali deitado, também virado para ela, olhando-a dormir, pensando no que deveria fazer para escapar daquela sensação estridente, que me queimava por dentro. Mas aí o sono foi chegando de mansinho, e quando menos espero eu já estava fechando os olhos, afundando nos meus sonhos inquietantes.
(...)
Desperto assustado com a vibração do meu celular e rápido o pego no criado mudo do meu lado, sentando-me na lateral da cama.
— Glock solicitando código!
Que horas são?
— Águia 3217! — Respondo.
— Transferindo sua ligação.
Esfrego meus olhos completamente perdido no tempo, esperando a transferência.
— Bom dia, Águia! — Falou meu chefe.
— Senhor... — Respondo controlando meus bocejos.
— Por que não me enviou o relatório de ontem? Por acaso preciso designar outro agente para missão?
— Não será necessário, senhor. Irá receber o relatório hoje mesmo.
— E a minha filha? Soube pelo agente Fox, que ela não retornou ontem para universidade. Você não pode me deixar sem informações, Águia. Sabe que estamos em um momento crítico, e a última vez que nos falamos você tinha deixado ela se aproximar daquele garoto.
— Não se preocupe. A senhorita Petrova está em segurança.
Dormindo feito um anjo do meu lado como quem deixou minhas bolas doendo de tesão.