Capítulo 45 - Cartas sobre a mesa

565 50 14
                                        

Depois que a Isabella saiu do quarto, não demorou muito para eu conseguir a liberação do bebê

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Depois que a Isabella saiu do quarto, não demorou muito para eu conseguir a liberação do bebê. Amber cooperou com os médicos, sabendo que só poderia conhecer o filho se passasse pela junta médica. E meu Deus... Quando ela o teve finalmente nos braços, foi sem dúvidas o momento mais emocionante da minha vida. Sei que me ver entrar com aquele bebê conforto e seu filho dentro dele a desmantelou de inúmeras formas. Ela o pegou com uma delicadeza incomum, como se aquela coisinha de 47cm fosse um jarro de cristal. Não tinha noção de como os dois ficariam tão lindos juntos, nem que aquilo se gravaria tão forte na minha memória. Amber o pegou, o levantou na frente dos seus olhos analisando cada partezinha dele e lentamente o levou até seu rosto puxando seu perfume, deslizando o nariz em suas bochechas pequenas e rosadinhas, logo ele se espremeu inteiro com o toque dela, e como se fosse obra da natureza o menino começou a chorar como se finalmente tivesse recuperado a mãe dele depois de um longo tempo separados.

— Certo, doutora, então ela já está liberada?

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

— Certo, doutora, então ela já está liberada?

— Ainda estamos finalizando os últimos exames, mas tudo indica que hoje ainda vocês irão para casa.

Aquela notícia era ótima. É possível que Amber nem tenha escutado, já que estava concentrada no bebê, mas tinha certeza de que ela queria sair daquele hospital bem mais que eu.

— Obrigado!

Quando a médica sai do quarto, sigo até o sofá onde Amber estava sentada com nosso filho nos braços, e me sento com calma para não acordar o menino que dormia profundamente no colo dela, enrolado em uma manta vermelha e macia.

— A médica falou que talvez possamos ir para casa ainda hoje... — Digo, olhando em seu rosto pálido.

Mas ela não me responde.

— Amber... — pronuncio seu nome na tentativa de puxar a atenção dela para mim. — Não está feliz?

— Estou! — Ela é fria ao responder.

Não sei o que está acontecendo, mas talvez ela não queira conversar.

(...)

Mais tarde, ainda naquele dia longo e silencioso, fomos liberados para ir embora, e durante todo o caminho, Amber não abriu a boca nenhuma vez sequer. Quando chegamos, ela foi super educada com as funcionárias da casa, mas também não deixou nenhuma delas ajudar em nada com o bebê. Logo passou o almoço, o lanche, o jantar e às dez da noite ela ainda estava enfiada no quarto dele, segurando-o nos braços, sentada na poltrona branca grande.

— Oi... — Dou dois toques baixos na madeira da porta e entro.

Mais uma vez, ela não me responde.

— Por que não o coloca um pouco no berço e desce para comer? — pergunto. — Ou, se preferir, pode ir tomar um banho quente primeiro, e eu peço para Marla levar o jantar no nosso quarto...

Cinco segundos sem um retorno dela, e mais um soco no estômago.

— Vai continuar me ignorando até quando, Amber? — Sou um pouco mais duro com ela.

— Não estou te ignorando, só quero passar um tempo com meu filho.

Nossa...

Finalmente ouço sua voz.

— Não sei o que está se passando na sua cabeça agora, mas imagino como deve ter sido difícil passar pelo que você passou, então —

— Você não sabe de nada...

Minha boca se cala assim que a ouço resmungar.

— O que disse?

— Que você não estava lá mais uma vez! — ela é fria ao falar, subindo um olhar sinistro para mim, muito pior que aquele que ela lançou para delegada no hospital.

Fico sem palavras, enquanto ela se levanta e coloca o garoto dentro do berço.

— Eu sinto muito, Amber... — digo, me pondo de pé na frente dela. — Eu estava trabalhando e —

— Quando você vai parar de mentir, Nicholas? — questionou, me interrompendo. — Ou melhor, Nicholas é mesmo o seu nome?

Merda!

— Como quer que eu acredite em você se tudo que me disse até hoje é mentira?

— Isso é sobre a Isabella? — Me faço de desentendido.

— Você sabe muito bem do que eu estou falando. Agora, se tem alguma coisa sobre a Isabella que tenha mentido também...

— Eu não menti, Amber. — Tento tocá-la, mas ela se esquiva, fugindo do meu toque.

— Mentiu! Mentiu sim! Você já sabia quem eu era quando esbarrei em você naquele corredor. Foi para lá para ficar de olho em mim a mando do meu pai. Se passou de professor, bom moço, a porra toda quando seu único trabalho era vigiar a filha do chefe.

A casa caiu. Não dava mais para tentar tampar os buracos com tabuas finas. Ela sabia de tudo e a única coisa que me restava agora era dizer a verdade.

— Enquanto eu estava caída no chão daquele apartamento, Nicholas, parindo o seu filho. — ela me aponta o dedo nervosa. — eu fiquei pensando em todas às vezes que você me disse que estava trabalhando, que precisava viajar a serviço, até as ligações que atendia bem longe de mim. — ela suspira recuperando o folego, põe a mão em cima dos seios e respira olhando para o teto. — Céus... como eu pude ser tão burra. Eu sequer desconfiava de você, até porque nunca tinha conhecido alguém tão bom em contar mentiras.

— Eu não podia contar... — tomo coragem. — Seu pai suspeitava que os Parkes estavam tramando algo, então ele me designou para cuidar de você, mas como tinham um acordo de manter seguranças afastados, ele precisava que eu me infiltrasse na universidade como seu professor. Acontece que as coisas foram se misturando e, quando vi, já estava apaixonado. Não podia contar para o meu chefe que estava dormindo com a filha dele, nem contar para você que nosso encontro não foi por acaso. Então, quando ia te contar a verdade, descobri que você estava carregando meu filho. Não ia arriscar te chatear.

— Me chatear ou me perder?

— Acho que os dois...

De repente, Marla bate na porta entreaberta, atrapalhando.

— Marla, agora não é o momento.

— Desculpe, senhor, mas o pai da senhorita Amber está lá embaixo.

— Meu pai? — Ela repete.

— Isso, senhorita. Ele sempre vem nesse horário para ficar com o neto.

— Eu vou falar com ele! — Avisou.

❤ Comentem e me ajudem com estrelinhas ❤

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

❤ Comentem e me ajudem com estrelinhas ❤

Meu Professor SecretoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora