Capítulo 33 - Decisões

636 54 17
                                        

Quando Donald Bailey Petrova entra no escritório, ele me vê sentado à mesa principal de reuniões no centro da sala, com os pulsos presos, cotovelos na mesa e cabeça baixa, apoiando a testa no ferro frio das algemas, com um bando de agentes ao meu ...

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Quando Donald Bailey Petrova entra no escritório, ele me vê sentado à mesa principal de reuniões no centro da sala, com os pulsos presos, cotovelos na mesa e cabeça baixa, apoiando a testa no ferro frio das algemas, com um bando de agentes ao meu redor.

— Saem... me deixem a sós com ele! — pediu, fazendo a tropa toda sair.

A porta se fecha atrás dele e tudo que resta somos eu e aquele que baterá o martelo do meu juízo final.

— Você não tem jeito, não é Nicholas?! Invadiu minha casa, indo mais uma vez contra todas as ordens que eu te dei.

Eu sequer levanto minha cabeça para ele. Deixo-o falar, já que dentro de mim o que me dominava naquele momento era o temperamento do próprio diabo.

— Eu não sei mais o que fazer com você... — comentou, puxando a cadeira do outro lado da mesa, sentando-se na minha frente. — E tenho ciência de que te prender do outro lado do mundo não adiantará nada, porque você vai arrumar um jeito de fugir...

Ele me conhece muito bem, posso até dizer que conhece até melhor que eu mesmo.

— E agora minha filha está me ameaçando. Disse que, se eu te matar, ela vai sumir com meu neto na barriga. E sabendo como Amber é, sei bem que ela é capaz disso.

— Me mata! — Minha voz sai rouca e firme, mas eu não me movo.

— O que disse? — Questionou confuso.

— Me mata!

— Te matar?

Com os punhos fechados, olhos vibrando de ódio, pupila dilatada e expressão cerrada, eu coloco meus braços esticados em cima da mesa, levantando minha face para ele.

— Se eu estivesse no seu lugar, eu iria me matar!

— Por que diz isso? — Questionou ele desconfiado.

— Porque essa vai ser a única forma que você vai conseguir me afastar da Amber!

Ali, seu olhar me passa que ele finalmente entendeu que nada no mundo me faria desistir dela, além da morte.

Minutos tinham se passado e ele andava pela sala de um lado para o outro, pensando, enquanto eu permanecia calado. Só Deus sabia o que se passava na cabeça dele.

— Como acha que ela vai se sentir em relação a você quando souber a verdade?

— Que verdade?

— Que você vem mentindo para ela todo esse tempo. Que nunca foi professor, ou que a conheceu acidentalmente.

— Dizer a verdade, ou nos separar, não muda o buraco que você vai abrir no peito dela. — respondo. — De qualquer forma, você vai estar machucando sua filha, não consegue ver isso?

— O único que está machucando-a aqui é você! — ele volta para a mesa bufando, batendo suas duas mãos nela. — Colocando minha filha constantemente em perigo, deixando-a se machucar e —

— Tem certeza de que sou eu quem está colocando-a em perigo? — interrompo ele. — O filho da puta do Fox sacou uma arma para mim no mesmo ambiente em que a Amber estava, sem nem se importar com a segurança dela. Ele empunhou a porra da pistola e puxou o gatilho com ela ali! Bem ali, CARALHO!

Quando começo a reviver tudo na minha mente, o ódio volta a me dominar.

— Você tem noção do que poderia ter acontecido? — eu já não estava mais em mim. — E SE AQUELE TIRO A ACERTASSE? — jogo a cadeira para trás com um empurrão assim que me ponho de pé. — E SE TIVESSE MATADO O MEU FILHO, PORRA!

Donald me encara perplexo, vendo que o homem de pé na frente dele era o mesmo homem que ele também era.

Um homem querendo proteger sua família.

— Eu... eu só quero o bem da minha menina... — ele se rende, sentando-se novamente, com uma cara de dar pena. — Oh, meu Deus... se a mãe dela estivesse aqui agora, estaria tão desapontada... — murmurou para si. — Meu único papel era protegê-la, e eu não consegui...

— Amber não é essa menina tola e fraca que você pensa. Ela já suportou coisas que você sequer imagina!

— Está vendo?! Eu sou um bosta como pai!

No final das contas, embaixo de toda aquela raiva, eu conhecia Donald, sabia do seu amor pela filha. Seria muito cruel da minha parte deixá-lo se sentir daquela forma. Um completo inútil.

— Não deveria ser o contrário? — Debato.

— Como assim?

— Você a criou praticamente sozinho. Toda força que aquela garota tem, e a mulher que ela se tornou, partiu de algum lugar. Foi você quem a ensinou lutar.

Só a teimosia que eu não sei de onde veio...

De repente, nossa conversa estava fluindo, e o monstro que ele achava que era já não existia mais.

— Obrigado pelas palavras, mas isso não muda nada entre nós!

— Me dê a mão dela! — Sou direto e claro.

— Como é que é? — Disse chocado, com as sobrancelhas de pé.

— Eu quero tirá-la daqui. Quero viver com ela!

— Está pedindo a mão da minha filha?

— Isso mesmo!

— Mas ela só tem dezenove anos. Perdeu o juízo?

— Para de tratá-la como uma criança, Donald. Pergunte o que ela quer, deixe-a viver a vida dela, droga... — vejo-o parecer perturbado. — Permita com que eu me case com ela e eu juro que nada jamais vai acontecê-la!

— Você não pode prometer isso!

— Mas eu posso prometer que serei muito melhor do que Parker jamais seria para ela!

— Antes de dar minha resposta, você vai me prometer outra coisa...

— O que você quiser, é só dizer!

❤ Comentem e me ajudem com estrelinhas ❤

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

❤ Comentem e me ajudem com estrelinhas ❤

Meu Professor SecretoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora