POR QUE O PROIBIDO TEM QUE SER ALGO TÃO TENTADOR?
O que fazer para deixar o passado para trás e não permitir que a dor da desilusão nos impeça de desfrutar o presente? Amber, uma loira de olhos azuis, de dezenove anos de idade e uma beleza capaz de...
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— Precisamos levá-la agora para o hospital, Oliver!
Eu estava no sofá, alguma coisa dentro de mim não funcionava como deveria.
— Por favor... por favor, não deixe meu bebê morrer... — Eu mal reconhecia minha voz choramingando. Aquele era um choro de medo.
Medo de perder meu filho.
— Se acalme, Amber. Seu bebê não vai morrer!
Há tanto tempo que eu não implorava assim. Última vez que supliquei daquela forma foi no dia em que minha mãe estava entre a vida e a morte, e no final eu ainda assim a perdi. A vida me endureceu depois daquilo, mas agora, com a vida do meu filho podendo se esvair de dentro de mim, eu era apenas uma alma despida se agarrando aos pés de Deus.
Espera. O que é isso? O que está acontecendo?
Eu apago de dor.
(...)
— NÓS NÃO TEMOS TEMPO PARA ISSO. — O tenor da voz do Nicholas conforta algo dentro de mim, de alguma forma sei que estou segura. Mas como?
Onde estava? Eu ouvia as rodas da maca deslizarem pelo chão, o som da sirene soar, e mil pegadas virem atrás de mim, mas, ao mesmo tempo, não via nada. Eu sabia que estava deitada, mas desconfiava de que tudo possa ser algum neuro brincando com a minha mente.
— A MINHA FILHA! MINHA FILHA, PELO AMOR DE DEUS!
É meu pai?
Papai!
— Por favor, doutor, salve ela... salve ela primeiro!
A dor em minha cabeça não concorda com ele, a prioridade era o bebê, o nosso filho.
Por que não consigo me mover, droga?
Por que não consigo sequer falar?
— Os senhores precisam ficar aqui, não podem entrar!
— Está louco? Não vou deixá-la sozinha!
Eu sabia que uma luta tinha se instaurado ali porque conseguia ouvir tudo.
— SEGUREM ELE! — Berrou o médico.
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— AMBER!
— Senhor! Senhor! Você não pode entrar!
— ME SOLTEM!
Pegadas fortes no chão, um som de luta, a voz abafada do Nicholas como se estivesse sendo segurado por mil seguranças.
— AMBER!!!
(...)
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Um menino. Nós tivemos um menino...
Hoje completam quarenta e dois dias que estou trancafiado nesse hospital, e há duas semanas tinha que ficar transitando entre a UTI pediátrica e o quarto onde a minha namorada está internada. Sempre que me sentava ao lado da incubadora do meu filho, revivia aquela noite na minha mente. Eu estava tão longe, mas também não seria burro de sair de casa sem deixar um rastreador implantado no celular da Amber. Aquela garota já tinha me causado confusão o suficiente para que eu fosse capaz de confiar que ela ficaria em casa. Quando a vi sair, eu fervi de ódio, por sorte ainda não tinha decolado, e aquilo me fez abandonar a missão na mesma hora. Se Fox não tivesse me ligado assim que ela saiu do carro, eu não teria chegado a tempo. Devo ter pegado umas seis ou mais infrações naquele dia, nunca ultrapassei tantos sinais vermelhos e tantos radares de velocidade. Mesmo assim, era tarde, para sorte do maldito Oliver, Fox, quem resgatou Amber e a levou para o hospital. Eu estava lá quando eles chegaram, quando ela chegou sangrando, à beira da morte, com meu filho dentro dela.
Ele era lindo, e graças aos céus estava fora de perigo. Claro que passou algumas semanas na incubadora, os médicos o mantiveram naquele negócio dizendo que ele precisava completar ao menos mais um mês. Eu não entendia nada daquilo, mas não sai do lado dele nenhum minuto. Estava exausto, principalmente porque não imagina passar por tudo isso sem a Amber. O momento da alta do bebê era muito desejado e esperado para a nós, e quando ele foi liberado um tremendo medo me consumiu, já que a mãe dele ainda estava lá, no andar de cima, em coma.
Amber nunca o viu. Ela não acordou depois que desmaiou, e mesmo depois que tiraram o bebê, ela ainda continuou naquele sono profundo.
— Senhor Cooper? — A enfermeira entra no quarto.
— Oi! — Me levanto preocupado.
— O senhor Petrova chegou para fazer a troca. Como o senhor sabe, infelizmente não posso deixá-lo subir com o senhor ainda aqui.
Eles eram bem rigorosos com a saúde dos pacientes, em especial da Amber, já que o comandante ameaçou fechar o hospital se acontecesse alguma coisa com a filha dele.
— Obrigado, já estou indo...
Ela sai, e lá me despeço do meu anjo com cabelos de ouro, depositando um beijo na sua testa.
— Preciso ir para casa, para cuidar do nosso pequeno, mas amanhã estarei de volta, amor...
Minha vida se resumia a isso agora. Casa e hospital. Bebê e três enfermeiras junto da Marla me auxiliando. Fora o pai da Amber que todos os dias que eu vinha ficar com ela, o vovô já estava esperando para passar o dia com ele.
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