POR QUE O PROIBIDO TEM QUE SER ALGO TÃO TENTADOR?
O que fazer para deixar o passado para trás e não permitir que a dor da desilusão nos impeça de desfrutar o presente? Amber, uma loira de olhos azuis, de dezenove anos de idade e uma beleza capaz de...
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Nove da manhã do dia seguinte, e o carro preto que eu esperava aparece no fim da rua. Janelas tão escuras que era impossível ver o que tinha dentro, e lataria blindada a prova de qualquer idiota que tentasse roubar. Quando ele para na minha frente, escuto a porta destravar e então entro.
— Tio!
— Olá, meu garoto!
Cheio de medalhas na farda, cabelo colado na cabeça, e uma bela arma na cintura, meu tio me abraça no banco de trás, enquanto seu motorista dirigia por aí até conversarmos.
— Precisamos ser rápidos. Tenho um interrogatório em duas horas! — Avisou pouco incomodado.
— Interrogatório?
— O pai da sua namorada está tentando roubar meu trono, e agora vou ter que ficar de frente com o presidente.
— Que filho da puta!
— Não se preocupe. Ele não me pegou antes, não é agora que conseguirá. Agora me diga porque me ligou pedindo para me encontrar.
— Amber terminou comigo...
— Oi? — Ele deixa uma risada zombeteira escapar.
— Não ria, porra!
— Desculpe. — disse tentando se controlar. — Como deixou aquela belezura escapar assim?
— Posso ter sido grosso com ela... um pouco agressivo... não tanto, mas o suficiente para ela se achar na razão.
— Entendo... — disse acendendo seu charuto. — Não são todas as mulheres que aguentam lidar com homens como nós!
— Pois é, mas agora meu pai está furioso, ameaçou tirar tudo de mim!
— Sabe que não posso me envolver em polêmicas, Oliver. Então, se me chamou para isso, perdeu seu tempo. E também, eu e seu pai não nos falamos há anos, ele não me escutaria.
— Eu sei, mas tenho outra ideia... olha. — Dou o celular nas mãos dele com o vídeo meu e da Amber, transando.
Ele vira a tela, e começa assistir fazendo caras e bocas, como quem estava gostando.
— Porra, essa menina não é de se jogar fora!
— Vai se fuder! — Arranco o celular da mão dele, puto da vida.