POR QUE O PROIBIDO TEM QUE SER ALGO TÃO TENTADOR?
O que fazer para deixar o passado para trás e não permitir que a dor da desilusão nos impeça de desfrutar o presente? Amber, uma loira de olhos azuis, de dezenove anos de idade e uma beleza capaz de...
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Após a noite de foda na piscina, Nick me trouxe para o quarto, onde tomamos um banho rápido, sem malícia. Logo depois, descemos para a cozinha e ele preparou um jantar para nós dois, com um bom vinho.
Confesso que estou me sentindo muito mimada e quando voltar para a universidade sentirei falta disso. Sabia que não podia morar aqui para sempre, e meio que gostava do meu espaço, de ter um lugar para mim. Não era como se fosse ruim ficar aqui nessa mansão com ele, mas precisava ter minha privacidade...
— Vai sair de novo? — pergunto, assim que entro no closet, vendo-o se arrumar. — Ontem nem ficamos juntos direito, você passou o dia fora...
— Pensei que tivesse gostado do nosso "momento" na piscina...
— Não foi isso que eu quis dizer, Nick...
— Eu sei... — falou, se aproximando de mim, pegando minha mão. — Mas a senhora Pratt ligou e informou que hoje haverá uma reunião para os professores. Foi bem em cima da hora...
— Hmm... — murmuro, puxando minha mão da dele. — Vou com você então! É bom que pego umas coisas minhas no dormitório e —
— Não! — negou, me interrompendo. — Quero dizer... não é uma boa ideia, até porque... vai ser meio estranho, não acha?! Eu e você aparecendo juntos assim...
— Não acho estranho. Podemos fazer como da última vez e eu desço uma quadra antes.
— Ainda assim, vai ser muito estranho você aparecer na universidade em época de férias.
Ele está me evitando, ou é impressão minha?
Nick abre o armário, pega o sapato e se senta no sofá, colocando as meias.
— Bom... okay, então. Vou ligar para Emma e sair com ela. Faz tempo que não a vejo e eu meio que devo algumas explicações sobre o meu sumiço repentino...
— Sair?! — seus olhos voltam para mim bem rápido. — Não é uma boa ideia... eu não vou estar aqui e —
— Qual é o problema? — travo ele. — Essa é a terceira vez que digo que quero dar uma volta e você inventa alguma coisa para me impedir. Tem alguma coisa acontecendo? Quer me contar algo? — Sou dura, cruzando os braços na frente dos seios.
Ele se levanta e passa a mão no cabelo, como costuma fazer quando está nervoso.
— Você me trouxe para cá dizendo que íamos passar as férias juntos e, desde que cheguei, ficar parecendo que estou em um cativeiro com quatro psicopatas diferentes.