POR QUE O PROIBIDO TEM QUE SER ALGO TÃO TENTADOR?
O que fazer para deixar o passado para trás e não permitir que a dor da desilusão nos impeça de desfrutar o presente? Amber, uma loira de olhos azuis, de dezenove anos de idade e uma beleza capaz de...
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Eu havia o puxado em um longo beijo ardente e pulsante como jamais o beijei antes. Não entendia como minha raiva por ele tinha se tornado um desejo tão grande de senti-lo dentro de mim, me tocando, me beijando, passando aquelas mãos grandes pelo meu corpo, fazendo-me lembrar de cada parte minha.
Em instantes já estávamos no quarto e meu corpo já não tinha mais peça alguma. O vento frio que ultrapassava a janela aberta causou um arrepio forte, mas logo sua estrutura quente e nua começou a me aquecer, agora que ele parecia muito mais faminto que eu.
(...)
Na manhã seguinte, acordamos juntos e embolados, com penas de travesseiro para todos os lados, lençóis bagunçados e roupas no chão. Nicholas começa a se mexer na cama e suavemente seus braços me puxam, me aninhando no seu corpo, enquanto me aconchego no seu peito.
Ficamos daquele jeito por alguns minutos, até que ele retoma o assunto do casamento de um jeitinho que não tinha como debater.
— E então... você vai querer uma festa grande, ou algo mais íntimo?
— Ainda não desistiu dessa ideia maluca?
— Já disse que não vou abdicar da gente.
No alto na minha frente, com seu outro braço livre, eu subo seus dedos brincando com eles, entrelaçando-os com os meus.
— Como vou contar para todo mundo?
— Sobre o casamento?
— O casamento... o bebê... eu... você...
Falando em voz alta, parece até loucura.
— Acho que você deveria começar pela Emma, já que é sua melhor amiga...
— Meu Deus! — ligeiro me sento na cama, segurando o lençol na frente dos seios. — A Emma!
Ela vai me matar.
(...)
Três da tarde, cafeteria principal da cidade perto da universidade. Lá estava eu esperando Emma chegar, enquanto tomava meu terceiro cappuccino.
— AMIGAAAA! — Emma desce do carro aos gritos e eu me levanto com o mesmo entusiasmo, partindo para seu abraço apertado e aconchegante.
— Ai, meu Deus... Como eu estava com saudades de você... — Digo, ainda agarrada nela.
— Me perdoa não ter respondido suas mensagens, minha mãe pegou uma virose e eu precisei estender a viagem. Nem fiz as provas ainda, acredita?!
Ela se explica enquanto caminhamos para a mesa para nos sentarmos. O garçom logo chega e ela, como sempre, esbanja sua educação e sorriso cativante, pedindo um pudim com calda extra.