Capítulo 35 - Hormônios da gravidez

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Eu havia o puxado em um longo beijo ardente e pulsante como jamais o beijei antes

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Eu havia o puxado em um longo beijo ardente e pulsante como jamais o beijei antes. Não entendia como minha raiva por ele tinha se tornado um desejo tão grande de senti-lo dentro de mim, me tocando, me beijando, passando aquelas mãos grandes pelo meu corpo, fazendo-me lembrar de cada parte minha.

Em instantes já estávamos no quarto e meu corpo já não tinha mais peça alguma. O vento frio que ultrapassava a janela aberta causou um arrepio forte, mas logo sua estrutura quente e nua começou a me aquecer, agora que ele parecia muito mais faminto que eu.

(...)

Na manhã seguinte, acordamos juntos e embolados, com penas de travesseiro para todos os lados, lençóis bagunçados e roupas no chão. Nicholas começa a se mexer na cama e suavemente seus braços me puxam, me aninhando no seu corpo, enquanto me aconchego no seu peito.

— Bom dia... — Murmurou ele, beijando minha testa agarrado a mim.

— Bom dia...

Ficamos daquele jeito por alguns minutos, até que ele retoma o assunto do casamento de um jeitinho que não tinha como debater.

— E então... você vai querer uma festa grande, ou algo mais íntimo?

— Ainda não desistiu dessa ideia maluca?

— Já disse que não vou abdicar da gente.

No alto na minha frente, com seu outro braço livre, eu subo seus dedos brincando com eles, entrelaçando-os com os meus.

— Como vou contar para todo mundo?

— Sobre o casamento?

— O casamento... o bebê... eu... você...

Falando em voz alta, parece até loucura.

— Acho que você deveria começar pela Emma, já que é sua melhor amiga...

— Meu Deus! — ligeiro me sento na cama, segurando o lençol na frente dos seios. — A Emma!

Ela vai me matar.

(...)

Três da tarde, cafeteria principal da cidade perto da universidade. Lá estava eu esperando Emma chegar, enquanto tomava meu terceiro cappuccino.

— AMIGAAAA! — Emma desce do carro aos gritos e eu me levanto com o mesmo entusiasmo, partindo para seu abraço apertado e aconchegante.

— Ai, meu Deus... Como eu estava com saudades de você... — Digo, ainda agarrada nela.

— Me perdoa não ter respondido suas mensagens, minha mãe pegou uma virose e eu precisei estender a viagem. Nem fiz as provas ainda, acredita?!

Ela se explica enquanto caminhamos para a mesa para nos sentarmos. O garçom logo chega e ela, como sempre, esbanja sua educação e sorriso cativante, pedindo um pudim com calda extra.

Meu Professor SecretoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora