POR QUE O PROIBIDO TEM QUE SER ALGO TÃO TENTADOR?
O que fazer para deixar o passado para trás e não permitir que a dor da desilusão nos impeça de desfrutar o presente? Amber, uma loira de olhos azuis, de dezenove anos de idade e uma beleza capaz de...
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A lua já estava no topo do céu enquanto eu me aborrecia na sala de arquivo da enfermaria, procurando pelos relatórios de Amber e Oliver. Tudo sobre eles parecia ocultado, até o registro com a data que Emma citou no diário, não está aqui. Tinha inúmeros papéis de inúmeros estudantes, mas nada da Amber, o que me levava a pensar que os funcionários daqui guardavam a ficha dela em outro lugar.
Como de praxe, bato no fundo das gavetas procurando um fundo falso. Uma batida, duas batidas, e na terceira um som diferente.
Achei!
(...)
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Como um rato rápido e cuidadoso, cruzo a faculdade escura entrando na enfermaria. Procurava por algo que ajudasse Emma a lidar com as consequências de hoje mais cedo, e como tinha sido a responsável, nada mais justo que eu me encarregar de roubar os remédios para ela.
— Cadê... — Fuço as prateleiras, irritada com a possibilidade de ser pega por alguém.
Analgésicos, laxantes, mas nada para enjoo, até que a minha direita atrás da porta do arquivo um barulho me chama atenção dando-me a certeza de que eu não era a única a invadir a enfermaria à noite.
As pequenas frestas das persianas revelavam apenas o escuro, o que significava que quem estivesse lá também não queria ser descoberto, mas, na verdade, a única coisa que me impedia de entrar de uma vez lá dentro era porque eu estava me cagando de medo, enchendo minha mente de fantasias monstruosas.
— Inferno... — Resmungo, me tremendo de medo.
Um passo, e mais dois passos em direção ao meu pesadelo. É aí que imprudentemente sem o mínimo de raciocínio passo a mão na prateleira ao meu lado, me armando com uma caixa de ibuprofeno. Meus dedos giram a maçaneta e como uma imbecil naqueles filmes de terror, eu me coloco dentro do esconderijo do fantasma, imaginando mil pessoas me chamando de burra, gritando para que eu corresse para o lado oposto.
Mas ali estava eu, prestes a dirigir uma fala ironicamente nunca dita pelas vítimas: