Capítulo 46 - Decisões que destroçam

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— Papai!

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— Papai!

— Oh, minha filha! — ele me cerca com seus braços assim que desço o último degrau da escada. — Você está bem?

— Estou, mas e o senhor, o seu braço?

— Não ligue para isso, tenho cicatrizes bem piores.

— Eu sinto muito...

— Não sinta. Você não estava bem e eu não deveria ter invadido seu espaço daquela forma.

Logo Nicholas chega e nós nos soltamos um do abraço do outro.

— Donald... — Disse, cumprimentando meu pai em um aperto de mão.

— Está cuidando bem da minha filha e do meu neto?

— Estou tentando.

— Ele não precisa se preocupar mais com isso!

Quando dou aquele aviso, os dois me olham com faces estranhas.

— Como assim? — perguntou meu pai, olhando para mim e para o Nicholas ao mesmo tempo. — Aconteceu alguma coisa que não estou sabendo?

— Nada, mas foi bom o senhor vir aqui, porque assim posso formalizar a dispensa do Nicholas.

— Dispensa? — Debateu Donald.

— Do que está falando, Amber? — Nick fica intrigado.

— Estou dispensando Nicholas dos serviços dele, a partir de agora não preciso mais de um segurança.

— Filha — O comandante tenta falar, mas eu não deixo, mesmo sem saber se ele tentaria me dar explicações ou me impedir.

— Entrei em contato com o banco hoje à tarde e parte da herança que foi deixada pela mamãe, eu usei para comprar uma casa para mim.

— Como é? — Nick tenta interferir.

— Vou arrumar minhas malas, pegar o meu filho e me mudar amanhã bem cedo.

— Não pode estar falando sério.

— Estou Nicholas! — digo, virando-me para ele. — E eu só não te afasto por completo da minha vida porque o nosso filho não tem nada a ver com isso.

— Minha filha, você não está pensando direito.

— Sim, eu estou. E já está decidido! — Dou a notícia e me viro de costas, voltando a subir as escadas.

As pegadas de um homem desesperado que estava prestes a perder a família, massacravam o chão atrás de mim, correndo para me impedir de partir.

— Amber, espera! — pediu. — Por favor, vamos conversar direito!

Eu sigo pelo corredor rumo ao nosso quarto.

— Amber!

Assim que passamos pela porta, Nick toma o meu pulso impaciente, girando-me para ele com uma força nunca usada comigo antes.

— Espera, droga!

Eu o encaro de perto, colado nele, mas sem perder a postura e nenhum dos meus princípios.

— Me solta agora!

— Ou, se não, o quê?

Lentamente aproximo meu rosto do dele, com o olhar franzido de raiva.

— Não queira saber!

— Certo... — Ele me larga. — Vai me deixar por causa daquela mentirinha? — Debateu na mesma hora.

— Mentirinha, Nicholas, mentirinha? — Indago com força.

— Tudo bem, me desculpa, poxa! Mas isso não é motivo para você me deixar e ainda levar o meu filho!

— Eu já me envolvi em um relacionamento assim antes, e eu não vou ser burra de cair nessa de novo.

— Está me comparando com o Oliver?

— Não, claro que não. — Sou irônica. — Até porque um filho da puta é sempre um filho da puta, e você é só mais um deles!

— Eu não tinha entendido antes, porque passei muito tempo deslumbrado com o nosso filho crescendo dentro de você. Mas depois da nossa última noite, eu entendi que nada que eu fizesse te separaria daquele babaca.

— Do que está falando agora?

— Isso tudo foi porque você decidiu ir ao apartamento dele! — Disse nervoso.

— Não, Nicholas! Isso tudo é porque você mentiu mais uma vez para mim!

— Não me venha com essa. Desde que conheci você, tudo que fiz foi perdoar os absurdos que me contou. Mas só hoje eu percebo que todas as mentiras se tratavam do seu ex, de protegê-lo!

— Como pode dizer isso? Era eu a vítima daquele relacionamento! Fui eu quem saí ferida todas às vezes.

— E eu não, Amber? Todas às vezes que precisei mentir para você foram para o seu bem. Só que a única diferença entre nós dois é que eu nunca escondi o que sentia, mesmo quando não podíamos ficar juntos. Agora você vive nessa bolha, se negando a dizer a verdade para si sobre o que sente pelo Oliver. Você não teria ido naquele apartamento arriscar a própria vida e do nosso filho se não se importasse com ele.

Porra, que golpe levei agora.

— Você é uma hipócrita!

Aquela discussão segue noite adentro, cada peça de roupa que eu colocava dentro da mala, Nicholas tirava, era um loop infinito e ele não ia desistir. Entrei no quarto do bebê e me tranquei lá dentro, onde passei a noite toda em claro, vendo a sombra do meu professor debaixo da porta, sentado encostado na madeira. Na manhã seguinte, as coisas não mudam, ele ainda estava empenhado em empatar minha decisão, mas eu não podia manter a porta trancada para sempre já que precisava pegar leite para o bebê.

Aquele tempo que passei em coma tinha me tirado muitas coisas, meu leite secou, não pude amamentar meu filho nem ser o ninho dele, quando nasceu, o único lado bom daquilo tudo foi que aquele reencontro com minha mãe me abriu os olhos, e eu estava completamente disposta a deixar aquela Amber idiota e infantil para trás.

— Assine aqui, senhor Cooper.

Um dos representantes do cartório estava aqui, aquela era a data limite que Nicholas tinha conseguido para registrar o nome do bebê. Também foi o único momento em que conseguimos sentar e conversar como duas pessoas civilizadas.

O nome dele era Icaris Cooper Bailey Petrova.

O nome dele era Icaris Cooper Bailey Petrova

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Meu Professor SecretoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora