POR QUE O PROIBIDO TEM QUE SER ALGO TÃO TENTADOR?
O que fazer para deixar o passado para trás e não permitir que a dor da desilusão nos impeça de desfrutar o presente? Amber, uma loira de olhos azuis, de dezenove anos de idade e uma beleza capaz de...
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Dava para ver como ela estava assustada. E aquela jaqueta não estava esquentando-a o suficiente, para uma noite que marcava 16 °C.
— Por que veio com um vestido desse tamanho, nesse frio?
— Está mesmo questionando o tamanho da minha roupa depois da última conversa que tivemos?
Uma boa resposta, que me faz calar a boca na hora.
Ficamos calados nos próximos dez minutos, suportando literalmente a presença um do outro, até que a porta abrisse, para que pudéssemos ficar o mais longe possível um do outro.
Amber estava sentada no chão em cima das palhas secas, cutucando suas unhas como fazia sempre que estava nervosa. Ela fingia que nossos olhares não estavam se cruzando a cada trinta segundos, e eu não estava disposto a ser o primeiro a dizer algo.
Eu tinha certeza que já tinham passado quinze minutos, e ela também já estava agoniada para sair daquela cabaninha pequena.
— Por que está demorando tanto para abrir? — questionou. — Já não se passaram quinze minutos?
Olho para o meu relógio antigo no pulso, confirmando que já tinha passado muito mais que o esperado.
— Ótimo! — fico puto. — Acho que eles não configuraram essas portas direito. Você vai precisar ligar para alguém para nos tirar daqui.
— Eu teria ligado no segundo que vi a sua cara, gênio, mas infelizmente, eles pegaram o meu celular.
— Então estamos os dois presos aqui, até essa droga de porta abrir! — Dou um soco na madeira, irritado pelas coisas fugirem do meu controle.
— Não acho que consiga quebrar essa trava com murros. — Ela zomba.
Ela realmente não sabe nada sobre mim.
— Prefiro não estragar o brinquedo dos outros. Não quero me envolver em processos chatos.
Minutos depois, Amber começa a esfregar os braços, sentindo o frio tomar seu corpo.
— Pega. — Tiro minha jaqueta entregando para ela.
— Eu não quero isso.
— Pega logo, você está tremendo de frio.
Ela desiste e pega a jaqueta puxando-a com força.
— Não pense que está perdoado.
— Não estou pensando isso...
Vê-la enfiar seus braços pequenos no lugar onde estavam os meus, chega a ser fofo. Ela era pequena demais e a jaqueta caia como uma pequena manta sobre seu corpo. Mas ainda assim, suas pernas não estavam totalmente cobertas.
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