POR QUE O PROIBIDO TEM QUE SER ALGO TÃO TENTADOR?
O que fazer para deixar o passado para trás e não permitir que a dor da desilusão nos impeça de desfrutar o presente? Amber, uma loira de olhos azuis, de dezenove anos de idade e uma beleza capaz de...
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Um dos motoristas do meu pai me traz de volta para casa no final da noite. O ar condicionado estava quente e só quando desço do carro que percebo o quanto estava frio aqui fora.
— Céus... — Resmungo, abraçando meus braços com as mãos.
Aquele frio me fez lembrar da minha primeira vez com o Nicholas, como tudo foi completamente inusitado e super confuso. Até porque ninguém imaginava que eu o encontraria no meio de um parque fugindo de um encontro ridículo com outro cara.
— Boa noite, senhorita Petrova!
— Puta merda! — Dou um pulo.
Marla aparece do nada assim que entro na cozinha.
— Quer me matar do coração?
— Eu sinto muito, não foi minha intenção assustá-la.
— Tudo bem, tudo bem! — respondo eufórica, respirando fundo. — Por que... por que continua de pé? — olho o relógio no meu pulso. — Não está tarde demais?
— Fiquei preocupada com a senhorita e pensei que pudesse chegar com fome...
— Oh, Marla... — toco o ombro dela gentilmente. — Está tudo bem comigo, e eu jantei com meu pai, não precisa se preocupar, pode ir se deitar se quiser.
— Tem certeza? Posso fazer um chocolate quente. Está frio e você parece estar congelando.
— Bom... acho que vou aceitar o chocolate, mas enquanto prepara, vou tomar um banho rápido e colocar roupas quentes.
— Ótimo! — Concordou.
Apesar de Marla ser pouco mais velha que eu, alguma coisa nela fazia eu desejar muito ter tido uma irmã. Ser filha única sempre foi bom, mas de um tempo para cá, quando a solidão passou a fazer parte da minha vida, comecei a pensar em como teriam sido as coisas se meus pais tivessem tido outro filho.
— Desço daqui a pouco! — Digo no topo da escada, indo para o quarto.
Minha cabeça estava doendo, minhas têmporas latejavam, e quando entro nos meus aposentos, não me preocupo em ligar a luz, apenas jogo minha bolsa na cama sem nem olhar, e sigo reto pelo tapete guiada pela claridade da lua que iluminava o caminho para o banheiro. Lá, eu tiro os saltos, paro na frente do espelho, arranco minha blusa, ficando só de sutiã, e abro o botão da calça jeans pronta para tirá-la, até ouvir meu celular tocar em cima da cama.
— Ué, a bateria tinha acabado... — Discuto comigo mesma, intrigada com o som.
Quando volto para o quarto, abro a bolsa e pego o celular, a luz do aparelho clareia tão pouco o ambiente, mas o suficiente para gerar aquela sensação maldita de ter uma sombra do meu lado me observando. Eu me viro com o aparelho ainda tocando nas minhas mãos, e enxergando melhor, vejo no canto uma pessoa sentada na cadeira estofada do Nicholas.