Vocês devem estar se perguntando: O que diabos aconteceu no final do capítulo anterior?
Sinceramente? Nem mesmo eu sei. É irônico aquilo ter saído da mesma boca que me aconselhou a tentar me acostumar com as mudanças nesse nosso mundinho divino. Depois daquilo ele foi embora sem nem se ligar que jogou uma bomba no meu peito. Acho que desisto de tentar entender a vontade de Deus, se ele diz que eu sou a morte, quem sou eu pra questionar.
Eu fiquei o resto da tarde pensando sobre o assunto, talvez seja por isso que meu nome de batismo seja importante, só não sei como isso ajuda.
—Azrael, o anjo da morte. Soa bem, se quer saber.—O Dante apareceu do meu lado observando o horizonte.
No presente momento, eu tô encarando o lugar onde o Dante disse que a página do códex estaria, um prédio em uma área afastada da cidade e bem protegido por demônios. Cheguei aqui às 6 da noite, e fiquei observando de longe, procurando qualquer entrada menos protegida, observando o padrão de patrulha dos guardas e esperando pra ver se nada fora do comum acontece. Nisso foram mais de três horas, são 9:35 da noite agora.
—E ai, vamos nessa?—Ele me pergunta.
—Vamos, é pouco provável de acontecer qualquer imprevisto a uma hora dessas.
O lugar onde eu estou é um barranco afastado do prédio, ele possui uma entrada frontal e traseira, e pelo o que eu vi, tem câmeras por todo o lado. Mas existe uma brecha: um duto de ventilação no teto. Dá pra acessar por uma escada na entrada de trás, eu só teria que evitar os guardas e subir o mais rápido possível. Me aproximei da escada tomando cuidado pra não alertar ninguém, os guardas estão a metros de mim, um de cada lado do portão, o guarda que faz voltas pela instalação tá do outro lado, então é seguro avançar.
Chagando no teto, me deparei com uma câmera bem em cima da ventilação, tenho quase certeza que não fui visto, já que me escondi atrás de um duto, mas teria que planejar bem meus próximos passos. Fiquei bons minutos analisando o ambiente, mas nada que me permitiria passar sem ser visto, então decidi usar o método ignorante mesmo. Peguei uma pedra do chão e arremessei o mais forte que pude na lente e, por sorte, acertei em cheio. Depois disso, corri até o duto e adentrei antes que alguém notasse, fechando a entrada logo atrás.
Demorei um tempo até achar uma saída e nisso o Dante começou a falar comigo:
—Antes de tudo, você devia apagar o segurança e trancar a sala de monitoramento, pra evitar que ele avise os outros da nossa invasão.
—O que eles fazem aqui, afinal? Não é possível que tenham construído esse lugar só pra esconder uma página.—Mudei de assunto, não quero pensar muito sobre ter que matar alguém.
—Acho que é algum lance envolvendo tráfico. Agora, o que exatamente eles traficam, eu já não sei. Mas por que quer saber? A gente só tá aqui pela página.
—Sei lá, tô só curioso em saber do tipo de criminoso que teria uma relíquia tão importante assim.
—Se você conseguir, nem vai precisar saber.
Dito isso, acabei chegando em uma grade, tive que chutar pra abrir, mas finalmente consegui me infiltrar no local. Não tem guardas ou câmeras aqui, é um corredor bem iluminado no terceiro andar. Agora, onde será que eu acho a sala de segurança?
Se tivesse que adivinhar, diria que seria nesse andar. Em todo caso, achei melhor vasculhar tudo.
Procurei pelos corredores até que encontrei uma porta sinalizada como a de segurança, ao lado dela havia uma longa janela blindada. Por sorte, eu estou do outro lado, não vou precisar me esgueirar por ela.
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Tasteful Depravity
Romance[Primeira obra da saga Lovely Sins] Estar preso em um internato no auge da vida adulta normalmente seria um porre, e no caso de William é um porre. Estando no seu segundo ano na Quentin, uma escola interna para garotos, William Rupert de 19 anos aca...