Pov:vn
Tava nervoso pra caralho, não sabia nem o que vestir, tô falando que essa Morena ainda acaba com meu réu primário. Não me aguentei, enrolei um baseado pra ver se eu conseguia aliviar esse nervosismo do caralho.
Dei um trago fundo, segurando a fumaça no peito, tentando acalmar a mente, mas era impossível. Meu celular vibrava na mesa, e eu já sabia quem era. Ela. Aquela Morena que me fazia perder o controle.
Peguei o celular e li a mensagem:
"Tô te esperando, não demora."
O coração até errou a batida. Joguei o baseado no cinzeiro e fui pro espelho. Camisa preta, corrente brilhando, perfume no ponto, mas a porra da mão suava.
Suspirei, peguei a chave do carro e saí. Hoje, ou eu faço essa Morena minha, ou ela me faz perder a cabeça de vez.
Encostada no portão, ela mexia no celular, com aquele jeito displicente que me deixava maluco. O cabelo longo caía sobre os ombros, e a luz do poste fazia a pele dela brilhar. Minha pequena tava do lado, com um vestidinho rosa e o cabelo preso num coque malfeito. Quando me viu, sorriu daquele jeito inocente que sempre me desmontava.
Desci do carro devagar, tentando disfarçar o nervosismo.
— Demorei?
Ela levantou os olhos do celular e me olhou daquele jeito indecifrável.
— Um pouco — respondeu, com um meio sorriso — mas tá valendo.
E puta que pariu, que mulher gostosa. Nunca na minha vida que eu ia preferir outra, a mãe da minha filha e minha futura esposa.
Ela entrou no carro, vindo pro banco da frente. Minha pequena se ajeitou na cadeirinha atrás, balançando os pezinhos no ar. Liguei o som no volume baixo e segui caminho de volta pro morro.
No percurso, olhei de canto pra Ana Clara, que inclusive tava uma baita de uma gostosa. Já disse isso? Foda-se, digo quantas vezes precisar. Que mulher, porra. Pode ter certeza que hoje eu faço mais um filho. Cada detalhe dela me deixava vidrado — o jeito que mordia o canto da boca, a forma que o perfume dela tomava conta do carro.
— Tá me olhando por quê? — ela perguntou, sem tirar os olhos da rua.
— Porque eu posso — respondi, rindo de lado.
Ela revirou os olhos, mas eu sei que essa diaba gosta.
Chegamos na casa da mãe Kaylane, e minha pequena já pulou do carro, correndo pro portão. A mãe da Kaylane apareceu, abrindo os braços pra ela.
— Minha princesa! Vem cá.
Minha filha se jogou no colo dela, mas antes de entrar, se virou pra gente:
— Pai, mãe, vocês voltam amanhã, né?
Me abaixei na altura dela e baguncei seu cabelo.
— Claro, minha vida. Vai brincar e se comporta, hein?
Ela assentiu, depois olhou pra Ana Clara.
— Beijo, mãe! Te amo muitão, do tamanho do universo.
Ela falava meio embolado, deixando a situação engraçada.
A Ana sorriu, se abaixando pra dar um beijo nela.
— Te amo mais, minha neneca.
Nos despedimos e voltamos pro carro. Assim que liguei o motor, olhei pra Ana.
— E agora?
Ela cruzou as pernas devagar, olhando pra mim com aquele olhar que só ela sabia dar.
— Fica tega, apressadinha — soltei uma risada.
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sobre nós
FanfictionAna Clara, uma jovem de apenas 19 anos que enfrentou muitas dificuldades em sua vida e se tornou mãe cedo, se vê envolvida em uma situação inesperada ao se apaixonar pelo novo dono do morro para onde ela se mudou. Essa reviravolta traz consigo desaf...
