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Pov: VN

Depois de ter resolvido as paradas no morro, eu tinha chegado no prédio pra poder ver a minha pequena, estava com saudades dela, mesmo que eu não admita isso com facilidade, mas também fiquei bastante preocupado com ela e a Ana. Entrei no lugar, e o porteiro tinha me liberado pra eu passar, já vi que a Ana já tinha falado com ele, então só fui direto no elevador e esperei ele chegar no andar que eu estava. Enquanto isso, eu fiquei olhando o prédio por dentro, era chique, coisa de ricaço, mas meio modesto.

Vi que o elevador já tinha chegado, e as portas se abriram, então entrei enquanto a porta fechava e pressionei o botão do andar. Eu queria ver logo a minha filha, tô tão ocupado com os bagulhos do morro que quase não consigo ter tempo pra Yara, e a Ana dificulta as coisas pro meu lado só pra piorar, mas só de pensar que eu vou ver minha filha já fico um pouco animado.

Saí do elevador e fui direto pro apartamento da Ana, toquei na campainha e aguardei alguém atender a porta. Fiquei com as mãos no bolso e esperando até alguém abrir. Ana apareceu na porta, com aquele rosto cansado que, puta que pariu, do mesmo jeito fica uma gostosa pra porra.

- Cansada, minha neguinha?

- Não, imagina. Tô mó sorridente, tá vendo não?

- Calma aí, princesa, pra quê a grosseria. - Passei as mãos pelos seus braços e dei um tapa na bunda dela.

- Ô, vagabundo, quer tomar no seu cu não? Tá me achando com cara de puta, é?

- Tô sim, e uma bem gostosa e bonita, por sinal.

- Tomar no cu, vai.

- Vai me convidar pra entrar, não? - Ela revirou os olhos, me fazendo soltar uma leve risada.

- Vê se não faz barulho, tua filha acabou de dormir. O quarto é no segundo corredor à esquerda.

- Jaé.

Fui direto pro quarto, tirei a camisa e coloquei a arma em cima da cômoda, tava cansadão, só deitei naquela cama que, inclusive, era macia pra caralho.

- Tu não vai deixar isso aqui em cima, não, né, maluco? Guarda na gaveta.

- Cê que manda, princesa. - Levantei e guardei dentro do criado-mudo.

- Pronto, agora deita aqui, vem. - Ela deitou e puxou a coberta. Puxei ela pra mais perto, grudando nossos corpos.

- Tu tá gostosa demais com esse pijama. - Digo, beijando seu pescoço.

- Não começa, Vinícius.

- Ixi, pode elogiar mais não?

- Você entendeu muito bem, agora vê se dorme. - Já percebi que tá brava, é melhor ficar no meu canto antes que ela pegue essa arma e atire na minha cara.

- Vinícius...

- Fala.

- O que que nós somos? Eu sei que tu é o pai da Yara, mas é só isso mesmo?

- Por que dessa pergunta repentina? Tu sabe que eu sou teu, pô, tô aqui contigo na maior firmeza.

- Não parece, Vinícius. Tu nunca me deu certeza nenhuma. Eu preciso saber, porque ficar nessa dúvida tá acabando comigo.

- Ana Clara, olha pra mim... Eu posso não ser perfeito, mas o que sinto por você é real. Não é só sobre a Yara, é sobre nós dois também.

- Eu posso tá parecendo chata ou alguma coisa do tipo, mas eu ainda não sei o que somos, Vinícius. A gente é só ficante? Ou alguma coisa do tipo?

- Nega, tu é minha mulher. Minha mulher, minha vida, e eu não preciso de mais ninguém. Em breve, vou oficializar tudo isso. É só questão de tempo, confia em mim.

Eu olhava pra ela, tentando entender como alguém podia ser tão forte e, ao mesmo tempo, tão cheia de medo. Ana Clara tava ali, me questionando, como se eu não fosse completamente louco por ela. Mas eu entendo. Depois de tudo que a gente passou, depois das promessas que eu fiz e não cumpri, ela tem razão de duvidar.

- Porque dessa vez é diferente, Ana Clara. - Eu disse, olhando bem nos olhos dela. Não era só pra convencer, era porque era verdade.

Ela desviou o olhar, respirou fundo, mas continuava com aquele ar de resistência. Isso me matava. Cada dúvida dela, cada lágrima que eu sabia que ela segurava, era um lembrete do quanto eu já tinha falhado.

- E se eu me machucar de novo? - A voz dela saiu baixa, quase como um sussurro, mas foi como um soco no peito.

Eu me aproximei mais, segurei o rosto dela com as duas mãos. Era tudo ou nada.

- Não vai, minha princesa. Eu tô aqui pra te proteger, pra cuidar de você. Eu só preciso que você confie em mim, mesmo que seja só um pouquinho.

Ela hesitou. Eu sentia que ela queria acreditar, mas o medo falava mais alto. E isso me doía mais do que qualquer coisa. Eu queria gritar, mostrar pra ela o quanto ela era importante, o quanto eu era dela. Só dela.

Quando ela finalmente encostou a cabeça no meu peito e me abraçou de volta, porra, da onde ela tirou isso do nada? Ela sabe que eu morro por ela. Essa mulher é a dona da minha vida. Sou louco por ela, louco por nossa família. Tudo o que eu passei pra ter essa mulher incrível do meu lado... Me arrependo de tudo, e meu sonho era que eu pudesse voltar no tempo pra fazer tudo diferente. Caralho.

Como uma mulher pode me prender tanto assim? É surreal. Toda vez que olho pra essa mulher, eu vejo o quanto ela é perfeita. Não só por fora, mas por dentro também. Forte, decidida, mas, ao mesmo tempo, cheia de medos e inseguranças. E o pior é que eu sou o motivo disso.

Eu sei que já errei muito. Sei que ela tem todas as razões do mundo pra duvidar de mim, mas, caralho, eu daria qualquer coisa pra ser o cara que ela merece desde o começo.

Como alguém tão perfeita assim escolheu ficar comigo? E, mais do que isso...Ela gerou outra perfeição. A nossa filha, Yara. Tudo o que tem de mais puro nesse mundo tá ali, e veio dela.

- te amo morena, te amo pra caralho..

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