Olhei o mar calmo com a cabeça no ombro do Vilão.
Estava apenas nós dois na praia.. em silêncio, mas nada constrangedor, apenas pensando mesmo.
Vilão - Vamos fuder ali? - Olhei pro mesmo que apontou com a cabeça pra um canto.
Isa - Você só pensa nisso, credo. - Olhei minhas unhas. - Tá comigo só por sexo?
Vilão - Óbvio que não, Isabela, tá maluca? - Murmurei um "hm" - Tô contigo porque eu te amo mesmo.
Olhei pra ele deixando um sorriso bobo escapar no meu rosto, ele fez cara de paisagem pra mim e eu dei um selinho no mesmo.
Isa - Assumiu, bebê? - Segurei sua bochecha com uma mão, apertando de leve.
Vilão - Tu sempre soube pô.. maior cara de boba que tu fez. - Riu.
Isa - Como não me amar, né? Sou tudo de bom. - Brinquei deitando minha cabeça novamente e ele riu pelo nariz. - Eu também te amo.
Foi eu falar isso e o celular do mesmo tocou, ele atendeu e eu mordi o cantinho do meu dedo, escutando a conversa.
Vilão - Volto só semana que vem, pô.. não jae, atividade máxima aí.. mas tá tudo sob controle? jae então, valeu mano. - Ele desligou e eu joguei meu cabelo pro lado, colocando a touca do capuz da blusa que ele me emprestou.
Isa - O que era?
Vilão - Bagulho do morro, minha vida. - Passou um braço no meu ombro e eu me encolhi nele.
Isa - Você pensa em ter filhos, casar.. sair dessa vida? - Quebrei o silêncio.
Vilão - Pensar eu penso, pô.. mas quem entra na vida do crime tá ligado no sufoco que é pra sair.
Isa - Mas você já pensou em se entregar? - Passei a língua nos lábios.
Vilão - Me entregar? Eu não. - Suspirei. - Pra que? 'pros cana me matar? troféu deles é minha cabeça, Isa.
Isa - Tenho medo de um dia te perder.. sei lá, você é chato mas me faz um bem surreal. - Olhei para ele que estava mordendo o cantinho da boca me olhando. - E não é pra se achar.
Vilão - Tu não vai me perder, pô.. a questão de filho, meu sonho é ter um pivete, ensinar o menor a ser jogador caro igual o pai, levar ele pra conhecer o mundo, mas só se for contigo. - Sorri de canto.
Isa - Você quer ter um menino? - Passei a mão no meu cabelo escutando ele responder que sim. - Quantos filhos?
Vilão - Pô, faço uns dez contigo suave.. - Eu forcei uma risada. - Qual foi, xará? rindo dos meus sonhos? - Brincou.
Isa - Comigo não, virei máquina? - Escutei ele rir. - No máximo três.
Vilão - Dois meninos e uma menina.. caralho, se um dia eu ser pai de menina eu vou tá fudido. - Passou a mão no cabelo dos fios já escuro, só um pouco descolorido.
Isa - Seu karma. - Dei risada. - Vai descolorir o cabelo de novo? - mudei o assunto.
Vilão - Vou mermo.. fico maior gostoso, fala aí. - Concordei com a cabeça e dei um selinho no mesmo.
Isa - Fica de todo jeito.
Vilão - E você, pô? - Olhei pro mesmo com cara de desentendida. - Quer um menino ou uma menina?
Isa - Tanto faz, o que vier, veio. - Pensei. - Mas não agora né, tenho só dezoito aninhos.
Vilão - Ih ala, vou meter um filho em tu hoje mermo, pra nunca mais eu perder o contato contigo. - Fiz careta pro mesmo.
Isa - Sai fora. - Dei risada. - Não duvido de você fazer isso. - Ele deu uma gargalhada gostosa.
Vilão - Quer voltar pra casa?
Isa - Você quer? - Passei a mão na minha extensão de cílios.
Vilão - Ué pô, pra nós marolas lá.. - Concordei com a cabeça. - Bora então.
Eu levantei e limpei meu vestido atrás, que estava com areia, tirei o capuz da minha cabeça e arrumei meu vestido na parte de baixo.
Vilão - Tu fica uma gostosa de rosa, papo reto.
Isa - Fico gostosa de todo jeito, amorzinho. - Ele murmurou um "verdade" e veio me beijar. Senti o mesmo apertando minha bunda e eu coloquei minha mão gelada na sua nuca, sentindo o mesmo arrepiar.
Vilão - Mão gelada do caralho, menor. - desencostou de mim, esfregou as mãos uma na outra e eu dei risada.
Isa - Vamos logo, tô escutando o pagodinho daqui.
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