Hoje eu quis. Vir pra cá. Na varanda. Me deixaram vir. Este lugar me lembra. Do quintal de casa. Mas sem minhas flores. Acho que estou. Sozinha. É algo bom. Talvez estejam. Me vendo de longe. Mas eu só quero. Ficar olhando a vista. Eu não durmo há duas noites. Ou mais. Eu não sei. Tive muitas. Crises. Naquele quarto. Céus. Eu estou errando tanto. Eu estou dopada. E mesmo assim. Sinto vontade de. Bater minha cabeça. Nesses vidros. Eu não consigo. Acreditar. Que ainda há. Alguma coisa aqui. A Luana que sabia sorrir. Morreu há muito. Tempo. A que ainda tentava. Que queria seguir. Também se foi. Só sobrou. Isso. Eu não sei. Oque sobrou. Eu olho pra essas mãos. Tremendo. Braços arranhados. Cortados. Eu não sei. Não sei. Não sei oque eu sou. Não queria estar aqui. Não consigo. Nem mesmo pensar. Em algo bom. Em me sentir. Bem. São sensações. Que eu não. Sinto mais. Não devia. Ser assim. Eu tentei escapar. Acreditar. Eu tentei viver. Mesmo depois. De já estar morta. Por dentro. Céus. Eu sempre choro. Quando começo a falar. Idiota. Eu não imaginei. Que falhar. E perder. Tudo. Fosse doer. Tanto. Aquela. Menina. Que gostava. De sorrir. Não. Imaginava. Mesmo. Depois do dia. Que o papai impediu. Que eu me enforcasse. Eu ainda acreditava. Que as coisas iam. Mudar. Que eu ainda iria. Sorrir. Isso dói. Tanto. Eu me lembro. De coisas. Momentos felizes. Eu tive. Esses momentos. Isso é oque. Mais me machuca.
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Meu Diário
NonfiksiEste é meu diário pessoal. Tento relatar sobre a minha vida como costumava fazer no meu antigo diário físico. Muitas vezes utilizo o gravador de voz para dizer tudo que está na minha mente. Não há coisas boas para se ler neste diário. Peço que tome...
