Seria uma viagem de réveillon normal como as outras, ou pelo menos Nathalia e Diego pensavam que seria até se conectarem um ao outro. Como se não bastasse ser encontro, foi amor.
Tirei uma fotos das meninas e logo a Virgínia do grupo, Mavi, largou no insta.
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Pelas 22h fomos de lancha até a ilha da Gipoia onde ocorre a festa, assim que desembarcamos já ouvimos a música alta e uma galera aproveitando, meu pessoal já foi pegando drinks e eu uma soda italiana. Tinha comida pra caralho, todos os tipos, eu e a Nathi ficamos no sushi, peguei também um hambúrguer e depois a Nathi pegou uma torta doce. Estávamos à espera da contagem regressiva, indo pra areia.
— E pensar que um ano atrás estávamos juntos passando o réveillon como ficantes que a recém tinham se conhecido — falei limpando a boca dela.
— Foi caótico — ela riu — E eu pensei que ia ser só um cara gato que eu ia dar uns pegas e nunca mais.
— Ainda mais depois da confusão... — relembrei e chegou a me dar arrepios.
— Até o senhor aparecer na minha city, mostrando que o destino é louco.
— Eu só queria fazer minha faculdade tranquilinho.
— Mentiroso — eu ri.
— Talvez, só talvez... eu tinha esperança de ver a loira da minha vida de novo.
— Encontrou uma louca antes de me reencontrar, mas tudo se restabeleceu — ela disse passando os braços no meu pescoço. Eu a observava com um sorriso bobo no rosto, olhava seus olhos azuis, seu nariz com piercing, o cabelo loirinho com ondas, lembrando da primeira vez que a vi na casa do Léo, 1 ano atrás.
— Se alguém tivesse me falado naquele réveillon tudo que a gente iria passar...
— Eu teria corrido — ela disse em um tom engraçado e eu concordei.
— Passamos pelo inicio conturbado... a distância, mentiras, pessoas que tentaram separar a gente, perdas, escolhas ruins... e mesmo assim a vida dava um jeito de colocar a gente junto — terminei de falar e a contagem regressiva começou, o céu ficou iluminado com os fogos.
— DEZ...
Entrelacei meus dedos nos dela e beijei sua mão.
— NOVE...
Lembrei da gente junto na praia de BC, dançando funk juntos como dois adolescentes de 16 anos, bebendo e chapando sem imaginar que estaríamos aqui hoje.
— SEIS...
Lembrei até que ela disse:
"Feliz ano novo, bebê. Muito eu pra você esse ano"