👤 POV NOAH
Paris sempre foi conhecida como a cidade do amor, mas eu nunca imaginei que encontraria o meu destino na tela de um celular em meio a uma crise tática em Nova York.
A proibição da minha mãe de voltar para os Estados Unidos tinha quebrado o meu coração em pedaços por não poder ficar perto da Stella, mas o Charles tinha virado o meu porto seguro absoluto, o meu verdadeiro escudo contra toda aquela dor.
O apartamento dele na capital francesa exalava cheiro de especiarias e sofisticação. Naquela noite fria, eu estava sentado no sofá de veludo, encolhido sob um cobertor e olhando fixamente para o vazio, quando o Charles saiu da cozinha.
Ele estava vestindo apenas uma calça de moletom confortável e trazia duas xícaras de chocolate quente com um toque de canela. O homem era um deus da gastronomia e da beleza; aqueles cabelos castanhos milimetricamente penteados e os olhos expressivos eram o meu colapso estético diário. Eu estava completamente, perdidamente apaixonado por ele, e o Charles correspondia a cada milímetro desse sentimento.
Deixei as xícaras na mesa de centro e me aproximei dele, revelando todo o meu lado carinhoso que eu guardava apenas para quem realmente importava. Ajeitei o colarinho da blusa dele com um cuidado milimétrico de estilista, passei os meus braços ao redor do pescoço do Charles e descansei a minha cabeça no ombro forte dele, sentindo o perfume amadeirado que me acalmava instantaneamente.
- Obrigado por não me deixar desabar, mon amour - sussurrei contra a pele dele, dando um beijo terno e demorado na sua mandíbula.
Charles soltou uma risada baixa e acolhedora, me apertando contra o peito dele com uma força possessiva e carinhosa. Suas mãos grandes acariciaram as minhas costas de um jeito que fez todo o meu desespero pela Stella diminuir por alguns segundos.
- Eu vou cuidar de você todos os dias da minha vida, Noah - ele prometeu, erguendo o meu queixo com o polegar e me puxando para um beijo calmo, profundo e cheio de uma promessa de eternidade.
A minha mãe tinha razão em me mandar ficar. Eu tinha saído de Nova York em busca de uma fuga, mas tinha acabado de encontrar o homem que ia me transformar em uma pessoa honesta e casada, exatamente como eu tinha desfilado no saguão.
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👤 POV ROBERT
Depois de arrastar o Daniel para o banheiro e garantir que o general Ricardo o fizesse engolir pelo menos um prato de comida quente, caminhei a passos lentos pelo corredor silencioso do segundo andar.
O peso do ultimato das quarenta e oito horas de Ludovico com o pedido de cem milhões de dólares estava esmagando a minha mente, mas havia apenas um lugar no mundo capaz de clarear os meus pensamentos e acalmar o meu coração. O quarto da Ana.
Abri a porta de madeira devagar, sem fazer barulho, e paralisei sob o batente, sentindo uma onda avassaladora de amor invadir o meu peito. Ana Elizabeth estava sentada na poltrona perto da janela, banhada pela luz suave do abajur.
Ela segurava o pequeno Oliver nos braços com toda a delicadeza do mundo, o braço esquerdo ainda enfaixado pelos pontos, mas ela nem parecia se importar. Ela estava ninando o garotinho com uma voz calma, doce e serena, cantando uma melodia suave que fez o meu mundo inteiro parecer certo de novo.
Dei dois passos silenciosos para dentro do quarto, aproximando-me deles com um sorriso genuinamente carinhoso impresso nos lábios carnudos. Passei a mão pelo meu coque loiro-escuro e parei bem na frente da poltrona, admirando a imagem das minhas duas pessoas favoritas na Terra. Ana ergueu os olhos azuis cor de oceano para mim, o olhar sereno de mãe se misturando com a cumplicidade que nós havíamos construído.
Ajoelhei-me no tapete ao lado da poltrona, ficando na altura do rosto dela, e segurei a mão livre da Ana, olhando profundamente no fundo dos olhos dela. Toda a pose de CEO arrogante caiu por terra. Eu não queria mais esconder as minhas fraquezas.
- Ana Elizabeth... eu vim aqui porque eu preciso te fazer uma pergunta formal. E eu não quero mais nenhuma barreira ou "termo profissional" entre nós - comecei, a minha voz grave saindo mansa e um pouco trêmula de puro nervosismo.
- Ana... você aceita namorar comigo? De forma totalmente oficial, com direito a aliança e a dar satisfações para o general do seu pai?
Ana piscou, os lábios carnudos se abrindo de leve pelo choque doce do pedido. Eu apertei os dedos dela com mais força, cravando os olhos cinzentos nos dela com toda a sinceridade do meu ser:
- Eu sei que o mundo lá fora está desabando, Ana. Eu sei que nós não fazemos a menor ideia do que vai acontecer com o Sr. Ludovico, com a Vick ou com a segurança dessa empresa nas próximas horas. O perigo é real. Mas eu cansei de ter medo do futuro. Eu quero viver cada fase da minha vida com você. Quero estar ao seu lado nas vitórias e nos B.O.s pesados. E mais do que isso... eu quero ser o pai do Oliver. Eu quero adotar esse carinha com você no papel, porque eu já amo tanto, mas tanto esse garotinho, que eu não me imagino longe de nenhum de vocês dois.
Um brilho radiante e emocionado inundou os olhos azuis da Ana.
Ela abriu o maior e mais lindo sorriso que eu já vi na vida, desarmando por completo a sua postura de mulher de gelo. Sem dizer uma única palavra, ela se inclinou para a frente e me abraçou com força pelo pescoço, enterrando o rosto no meu ombro nu e me apertando contra o seu corpo com um alívio puro.
Ficamos ali agarrados por alguns segundos eternos, o calor da nossa entrega preenchendo o quarto, até que um som cortou a nossa bolha de romance.
O pequeno Oliver, espremido no meio do nosso abraço terno, soltou um resmungo alto, irritado e fofo, mexendo as mãozinhas gordinhas como se estivesse reivindicando o espaço dele e mostrando um baita ciúme da atenção da mãe.
Eu rompi o abraço de leve, olhando para o rostinho loirinho de olhos azuis do bebê, e soltei uma risada rouca e gostosa junto com a Ana.
O meu filho de coração era um Willians legítimo: já tinha o gênio difícil e o instinto possessivo da família antes mesmo de aprender a falar. Beijei a testa da Ana e depois o topo da cabeça do Oliver, sabendo que, não importava o tamanho da guerra que o Ludovico trouxesse na manhã seguinte, eu tinha uma família real para proteger, e eu ia até o inferno por eles.
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ROBERT ADAMS
ActionDuas amigas/irmãs que se metem em um enorme confusão, no meio de tudo isso encontram o amor verdadeiro.
