👤 POV ANA
A noite do grande casamento finalmente havia chegado, transformando a nossa propriedade em um verdadeiro espetáculo de luzes, arranjos de flores e o falatório animado dos mais de 450 convidados que já lotavam os jardins da mansão Adams. Mas, dentro da suíte master da nossa nova casa, o clima era de uma calmaria ansiosa e perfumada.
Eu estava parada de frente para o imenso espelho de três corpos, sentindo o meu coração bater num ritmo acelerado que nenhuma auditoria jurídica ou tiroteio em Queens jamais conseguiu provocar.
Minha mãe, dona Laura, me ajudava com o fecho de cristais das costas, com os olhos azuis marejados de puro orgulho de mãe.
Ao lado dela, Camilla exibindo o seu barrigão radiante de gêmeos ajeitava com o maior cuidado o véu de tule que caía como uma névoa sobre os meus ombros.
O vestido que o Noah desenhou direto de Paris era perfeito: abraçava o meu corpo de forma impecável, exalando uma elegância clássica que me transformou na noiva que eu sempre sonhei ser.
- Você está a noiva mais deslumbrante que Nova York já viu, amiga - Milla sussurrou, limpando uma lágrima teimosa para não estragar a maquiagem, enquanto me entregava o buquê de orquídeas brancas.
Sorri, segurando a mão dela, mas a minha atenção foi desviada pelo som de passos apressados e uma voz grossa e completamente alterada vinda exatamente do quarto ao lado. Robert estava tendo um legítimo surto de noivo nervoso de última hora.
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👤 POV ROBERT
Eu já tinha comandado reuniões de fusões bilionárias e peitado diretores de multinacionais sem piscar, mas a proximidade daquele altar estava triturando o meu autocontrole.
Eu andava de um lado para o outro no quarto de hóspedes vizinho, com o maxilar travado e as mãos suando frio dentro do bolso da calça social.
- Victor, que porra de nó de gravata é esse? Está torto! Eu estou parecendo um estrangulado! - esbravejei, puxando o tecido de seda escura pela terceira vez no espelho.
- Calma, caralho! É o terceiro terno sob medida que você amassa em uma hora, Robert! - Victor reclamou, rindo alto do meu desespero de engenheiro enquanto tenta realinhar os meus ombros largos. - O esquadrão tático do seu sogro está no portão e você está aqui apavorado com um pedaço de pano?
Daniel e Lucas assistiam ao meu colapso encostados no closet, se divertindo com o fato de o CEO da Adams Engenharia estar prestes a desmaiar de nervosismo. Mas quem realmente salvou o perímetro da minha sanidade mental foi o pequeno Oliver.
Nosso filho estava sentado no meio da cama de casal, vestindo um minúsculo terno sob medida idêntico ao meu, completo com uma gravata borboleta preta que a dona Catarina mandou fazer. Ele segurava o seu ursinho de pelúcia, balançando as perninhas gordinhas.
Ao me ver bufar e puxar o colarinho pela quarta vez, Oliver soltou o urso, engatinhou até a ponta do colchão e ficou em pé, apoiando as mãozinhas nos meus joelhos. Ele ergueu os olhos azuis cor de oceano, olhou para mim de cima a baixo com aquela carinha de Willians arteiro e soltou, com a sua voz mansa e enrolando um pouco nas palavras compridas:
- Papai... bunitão igual eu!
O quarto inteiro simplesmente desabou em um sorriso coletivo e emocionado na mesma hora. Daniel soltou uma risada baixa de canto, Lucas deu um tapinha nas minhas costas e o Victor balançou a cabeça, completamente rendido à fofura do sobrinho.
Aquelas palavras puras do Oliver atingiram o meu peito como o melhor calmante do mundo. O garotinho que eu adotei de coração, o menininho que eu vi engatinhar pela mansão, estava ali estufando o peito e dizendo com toda a inocência do mundo que eu estava lindo como ele.
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ROBERT ADAMS
ActionDuas amigas/irmãs que se metem em um enorme confusão, no meio de tudo isso encontram o amor verdadeiro.
