👤 POV STELLA
O clima leve do churrasco brasileiro e das massas da minha mãe conseguiu subir as escadas da mansão, trazendo um pouco de paz para o meu quarto. Eu estava deitada, olhando para o teto, quando a porta se abriu e o Daniel entrou trazendo uma travessa leve para mim.
Mas o que ele realmente queria era o que estava guardado no peito dele. Sem a armadura de soldado, ele se acomodou na cama ao meu lado, e nós ficamos grudados, bem juntinhos, sentindo o calor um do outro de um jeito que eu tanto precisava.
Daniel acariciou o meu rosto com os dedos cheios de cicatrizes, os olhos azuis brilhando com uma sinceridade que desarmou qualquer resquício da minha mágoa.
- Eu amo você, Stella - ele sussurrou, a voz grossa saindo mansa e firme. - Eu passei a semana inteira pensando no que o meu pai disse. Eu fui um covarde em tentar me esconder atrás de uma farda. Eu quero te prometer que, assim que toda essa tempestade com o Ludovico passar, eu vou me mudar definitivamente para Nova York para ficar com você.
Eu pisquei, surpresa com a declaração, e me inclinei um pouco mais contra o peito musculoso dele.
- Mas, Daniel... e a empresa privada de segurança tática do seu pai em Woods Hole? Como você vai fazer? - perguntei, curiosa.
Ele deu um sorriso de canto, me apertando mais contra o corpo dele.
- Eu vou abrir uma filial da agência aqui em Nova York. Vou organizar toda a transição e a logística com o meu pai, mas de perto de você eu não saio mais por nada neste mundo. Meu perímetro agora é você.
Senti o meu coração transbordar de felicidade e os meus olhos brilharam com uma emoção pura. Olhei para a cara de pedra dele, que tinha acabado de derreter por mim, e abri o meu maior sorriso.
- Eu te amo, Daniel - respondi em um fio de voz.
Daniel não precisou ouvir mais nada. Em seguida, ele se inclinou e colou seus lábios nos meus, me dando um beijo cheio de carinho, promessa e um recomeço que iria curar todas as nossas cicatrizes.
👤 POV ANA
No mesmo andar, a noite também exigia a sua própria entrega. O pequeno Oliver finalmente caiu em um sono profundo e pesado no berço do meu quarto. Com todo o cuidado do mundo, cobri o meu loirinho de olhos azuis, peguei a babá eletrônica na cômoda e saí silenciosamente. Bastou dar dois passos pelo corredor silencioso daquele mesmo andar, em direção à porta vizinha à minha, para parar diante do quarto de Robert Adams.
Dei duas batidas leves. No milésimo de segundo em que a madeira se deslocou, o meu ar simplesmente sumiu dos pulmões.
Robert abriu a porta vestindo absolutamente nada além de uma toalha branca enrolada na linha do quadril.
Seus cabelos loiro-escuros estavam úmidos, caindo rebeldes pelo rosto, e as gotas de água do banho ainda escorriam pelos gomos definidos do seu abdômen e pelos ombros absurdamente largos de um metro e noventa de puro músculo.
Eu o olhei de cima a baixo, sentindo o meu corpo incendiar por completo. Não teve conversa nenhuma aquela noite, e o "modo profissional" foi pulverizado antes mesmo de darmos o primeiro passo.
Dei um passo à frente, espalmei as minhas duas mãos no peitoral nu dele e o empurrei com força para dentro do quarto, batendo a porta com o quê e girando a tranca com um clique seco. Eu queria estar com ele de todas as formas possíveis.
Robert soltou um rosnado baixo e possessivo, arrancando a toalha num puxão e me pegando no colo com uma facilidade absurda.
Ele me jogou na cama de luxo, livrando-se das minhas roupas em segundos. O clima virou pura selvageria e entrega absoluta no escuro. Senti o meu corpo arquear de puro prazer enquanto o pau dele, completamente rígido, enorme e pulsando de desejo, me penetrava de forma funda, rápida e violenta.
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ROBERT ADAMS
ActionDuas amigas/irmãs que se metem em um enorme confusão, no meio de tudo isso encontram o amor verdadeiro.
