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Capítulo 12: Tours Particulares, Confissões de Madrugada

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👤 POV CAMILLA

Se o mundo estava prestes a acabar por causa de uma fraude na Adams Engenharia, eu pretendia apagar as luzes em grande estilo. Eu já tinha cruzado com o Victor algumas vezes pelos corredores da empresa e, vamos ser sinceras, era impossível não reparar naquele loirão de um metro e oitenta e cinco de puro charme.

Agora que o destino tinha me trancado na mesma casa que ele, eu não ia desperdiçar a chance de experimentar o cardápio da diretoria. Eu ia me acabar naquele homem.

Tirei da mala a lingerie mais provocante, minúscula e indecente que eu possuía. Me olhei no espelho, ajeitei meus cachos escuros que caíam perfeitamente sobre a minha pele levemente bronzeada e realcei meus olhos castanhos. Eu estava uma deusa. Cruzei o corredor silencioso a passos de gato e bati na porta do quarto dele.


Eu não precisei dizer uma única palavra. Victor abriu a porta e, no milésimo de segundo em que me viu ali, seus olhos escureceram de puro desejo. Ele me puxou para dentro do quarto com força, suas mãos grandes e firmes grudando direto na minha bunda, me suspendendo contra o seu corpo musculoso enquanto sua boca devorava a minha em um beijo urgente, quente e desesperado.

Para Victor, aquilo foi um choque no sistema. Ele jogou a cabeça para trás por um segundo entre os beijos, arfando contra o meu pescoço, confessando que nunca na vida tinha se sentido daquele jeito com nenhuma outra mulher. Eu era perfeita para ele. O encaixe do nosso ritmo, a adrenalina do perigo lá fora e o calor daquela suíte transformaram aquela madrugada no sexo das nossas vidas. Uma noite inesquecível, para deixar qualquer contabilidade no chinelo.

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👤 POV ANA

Do outro lado do corredor, a atmosfera era completamente diferente. Robert Adams andava de um lado para o outro no próprio quarto, travando uma batalha interna digna de um processo judicial complexo.

Ele não sabia se devia cruzar o corredor e ir até o meu quarto. Passou exata meia hora encarando o próprio reflexo no espelho do banheiro, ajeitando o coque loiro-escuro e se convencendo de que ir até lá era uma questão de "segurança do perímetro". Tomado de uma coragem que ele raramente precisava fingir, ele finalmente atravessou o corredor e deu duas batidas leves na minha porta.
Eu abri, ainda vestindo meu moletom largo de Woods Hole, com os olhos pesados de sono.

- O que foi, Adams? Algum alerta de segurança? - perguntei, cruzando os braços.

- Só queria ver como o bebê está. Se ele se adaptou bem ao berço - ele mentiu descaradamente, a voz mansa, mas os olhos entregando que ele só queria uma desculpa para ficar perto de mim.

Olhei para trás, vendo o pequeno Oliver dormindo feito um anjinho no berço de luxo, e acabei cedendo. Dei espaço para ele entrar. Robert caminhou até o berço a passos lentos, olhando para o loirinho com uma ternura que desarmou completamente o meu modo pitbull.

Nós nos sentamos nas duas poltronas perto da janela iluminada pela lua de Nova York, e o silêncio da madrugada nos levou para um lugar de confidências que nenhum de nós esperava.

- Eu não queria essa cadeira de CEO tão cedo, sabia? - Robert confessou do nada, a voz baixa, olhando para as próprias mãos compridas.

- O meu pai comandava tudo com punho de ferro, mas o estresse da transição da empresa e os problemas internos foram demais para ele. Ele teve um infarto grave há pouco tempo. Quase o perdi. Eu assumi o comando do império Adams às pressas para poupar a saúde dele, para que ele pudesse descansar e ficar bem. Tem sido um peso absurdo nas minhas costas.
Olhei para ele, enxergando pela primeira vez o homem por trás do terno caro e do ego de executivo. Havia uma vulnerabilidade real ali.

- Sinto muito pelo seu pai - falei, a voz suave. - Sei bem o que é querer proteger a família a qualquer custo.

- E você? - ele se inclinou para a frente, fixando aqueles olhos em mim. - Como uma advogada júnior, solteira e durona como você, se tornou mãe desse carinha ali no berço?

Respirei fundo e decidi contar a verdade. Expliquei sobre a noite fria em que estava voltando do treino e ouvi o choro abafado vindo daquele beco escuro. Contei sobre o choque de encontrar o Oliver recém-nascido abandonado dentro de uma caixa de papelão, chorando de frio, e como o meu coração virou do avesso naquele milésimo de segundo.

Narrei a batalha de três meses contra a burocracia do sistema de adoção superlotado e como o Juiz Alencastro me estendeu a mão para que eu pudesse trazê-lo para casa de forma definitiva.
Robert ouvia cada palavra totalmente hipnotizado pela minha voz, mas quando toquei em um detalhe específico, a expressão dele mudou para uma confusão monumental.

- Espera aí... - ele interrompeu, franzindo a testa perfeita, apontando para o meu peito de um jeito meio sem jeito.

- Se você o adotou no beco há três meses... o que foi aquilo que aconteceu no banheiro da presidência hoje mais cedo? A Camilla me disse que você precisava... tirar leite. Você está amamentando ele?
Eu soltei uma risada curta diante da ignorância masculina dele sobre o corpo humano.


- Sim, Robert. Eu estou amamentando o meu filho.


- Mas... biologicamente... como isso é possível se você não passou por uma gestação? - ele perguntou, genuinamente confuso, os olhos arregalados como se eu tivesse acabado de explicar uma fórmula de física quântica.

ROBERT ADAMS Histórias para pegar e não largar. Descubra agora