👤 POV ANA
A chegada à maternidade de Nova York foi uma operação de alta velocidade comandada pelo Robert no volante. Assim que as portas automáticas do hospital se abriram, a equipe médica já estava nos esperando com uma cadeira de rodas. Mas o verdadeiro show de pânico continuava sendo o Victor.
Ele andava de um lado para o outro na recepção, branco como uma folha de papel, prestes a desmaiar a qualquer segundo de tanto nervoso com os procedimentos do parto.
Camilla, mesmo sentindo as contrações fortes e sentada na cadeira, perdeu a paciência de vez com o desespero do marido e começou a surtar com ele ali mesmo no corredor.
- Victor Adams, se você desmaiar e me deixar sozinha com esse obstetra, eu juro que peço divórcio antes de cortar o cordão umbilical! - ela gritou, com o rosto vermelho, fazendo as enfermeiras segurarem o riso. - Engole esse choro, para de hiperventilar e me ajuda a botar esses meninos no mundo!
A cortada monumental da Milla fez o engenheiro sossegar na marra. Ele engoliu em seco, segurou a mão dela com força e, finalmente focado, os dois partiram juntos em direção à sala de parto.
As portas duplas se fecharam e o resto de nós sentamos nas poltronas da recepção. Formamos uma corrente de união. Nos demos as mãos e começamos a rezar fervorosamente para que tudo desse certo.
No fundo do coração, já estávamos imensamente felizes e gratos pelo simples fato de a gestação ter ido de forma saudável até os nove meses completos. Tudo estava pronto para a chegada de Dominic e Gabriel.
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👤 POV CAMILLA
Quando as enfermeiras finalmente limparam os bebês e eu os segurei nos meus braços pela primeira vez, o meu mundo simplesmente parou por completo. Eles eram a coisa mais perfeita, delicada e linda que eu já tinha visto na vida.
Olhei para o lado e o Victor estava chorando copiosamente, com o rosto molhado de lágrimas, completamente desarmado de orgulho diante dos filhos.
Não vou mentir e dizer que é fácil parir duas crianças de parto normal; a dor é indescritível e exige cada gota de energia do corpo.
Mas como eles eram gêmeos fraternos, ou seja, não eram idênticos e estavam em bolsas separadas, o processo foi mecanicamente mais "fácil" e fluido.
Foram longas três horas de trabalho de parto intenso, empurrando e trancando os dentes, mas no segundo em que senti o calor da pele deles contra o meu peito, eu soube que cada segundo de dor valeu a pena. Eu era mãe de dois príncipes.
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👤 POV VICTOR
Eu saí da sala de parto e caminhei até a recepção do hospital sorrindo feito um completo idiota, com o terno todo amarrotado e o rosto ainda manchado de lágrimas.
Meus filhos eram simplesmente lindos, perfeitos, cada um com o seu jeito único. Minha mulher foi uma guerreira incrivelmente forte; ver tudo o que ela passou naquela maca e a intensidade daquela dor me fez admirá-la ainda mais. Ela era o meu mundo.
Parei bem na frente da família e anunciei a vitória com a voz embargada de orgulho:
- O Gabriel nasceu primeiro, saudável, com 2,3 kg e 45 centímetros! E o Dominic veio logo atrás, um pouquinho menor, com 2,2 kg e 43 centímetros! - disparei, fazendo as mães gritarem de alegria e o general Ricardo dar um sorriso largo de canto.
Guiei a minha família inteira pelo corredor até o vidro do berçário. Todos ficaram completamente estáticos, babando e trocando sorrisinhos bobos pelos dois nenéns que dormiam tranquilos nos berços aquecidos. As enfermeiras avisaram que eles logo seriam levados de volta para o quarto para ficarem com a Camilla.
Foi nesse momento que a Ana se despediu do Robert e deu um passo à frente, com aquele olhar determinado de melhor amiga.
- Eu vou subir para ajudar a Camilla agora, Victor - Ana me disse, ajeitando a jaqueta. - A sua mulher precisa de mim lá em cima.
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👤 POV ANA
Sempre quando uma criança nasce no seio de uma grande família, o protocolo normal é que todos corram desesperadamente de encontro ao bebê, focando nas fotos e nos mimos com o recém-nascido.
Mas eu fiz diferente. Eu fui direto ao encontro da minha amiga, focando na mulher que tinha acabado de lutar na esteira do parto.
Quando entrei no quarto, Camilla estava deitada na cama, com o semblante exausto, os cabelos bagunçados e ainda não tinha conseguido tomar banho ou se limpar.
Com todo o cuidado do mundo, ajudei-a a se levantar, a levei até o chuveiro e ajudei a dar um banho morno e revigorante nela, lavando a sua pele. Depois, sequei o seu corpo, ajudei a vesti-la com uma camisola de amamentação limpa e confortável e penteei os seus cabelos com calma, deixando-a impecável.
Milla olhou para mim com os olhos marejados, segurando a minha mão:
- Obrigada, amiga... Você é incrível. Você já viu meus bebês? - ela perguntou, a voz fraca de sono.
- Ainda não, Milla - respondi, abrindo um sorriso genuíno e apertando os dedos dela. - Eu queria cuidar de você primeiro. Quando eu mudei a minha vida inteira para adotar o Oliver no começo de tudo, com todas as dúvidas e medos de cuidar de um recém-nascido, você largou tudo e estava lá por mim a cada segundo. Agora é a minha vez. Você está limpa, pronta e maravilhosa para receber os seus bebês.
- Eu amo você, Ana - ela sussurrou, de coração.
- Eu também te amo, Milla - respondi, dando um beijo carinhoso na testa dela.
Logo em seguida, a porta do quarto se abriu e as enfermeiras chegaram trazendo os bebês e acompanhadas pelo Victor. O loirão entrou na ponta dos pés e ajudou a Camilla a se posicionar nos travesseiros para começar a amamentar os gêmeos, um em cada seio.
Fiquei ali parada por mais um minuto, olhando para aqueles pequenos que eram lindos demais, e decidi deixar a pequena família quieta; eles precisavam desse tempo e de privacidade para se conectarem.
Encontrei o restante da nossa grande família de volta na recepção principal do hospital. Ficou combinado que a minha sogra, dona Catarina, passaria a noite ali na suíte de apoio para ficar com a Camilla e o Victor, dando o suporte com os bebês de madrugada. O resto de nós, nos despedimos e voltamos para casa.
O império dos Adams e dos Willians tinha acabado de ganhar dois novos herdeiros legítimos, e a nossa vila estava mais barulhenta, unida e abençoada do que nunca.
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ROBERT ADAMS
AçãoDuas amigas/irmãs que se metem em um enorme confusão, no meio de tudo isso encontram o amor verdadeiro.
