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Capítulo 48:Letícia, David e o Pôr do Sol de Antonela

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👤 POV CAMILLA

Os meses passaram como um borrão de fraldas, plantas de engenharia e uma contagem regressiva emocionante dentro dos cinco hectares da propriedade Adams.

A nossa "creche particular" começou a ganhar seus novos rostos em um ritmo perfeito.


Eu fui a primeira a abrir a temporada de partos. Há dois meses, o nosso vilarejo blindado parou para receber a nossa princesinha, Letícia.

O Victor teve o seu clássico surto de pai babão na maternidade, comprando todos os laços cor-de-rosa que encontrou pela frente, e agora passa os dias com a Letícia aninhada no peito largo de engenheiro, completamente rendido enquanto os gêmeos Dominic e Gabriel tentam engatinhar ao redor dele. Nossa casa nova estava oficialmente barulhenta, cheia e transbordando um amor que eu nunca achei que mereceria viver.
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👤 POV STELLA

Apenas algumas semanas após o nascimento da Letícia, foi a minha vez de arrumar as malas para a maternidade. Meu segundo milagre com o Daniel chegou ao mundo forte, saudável e com os olhos azuis idênticos aos do pai: o nosso pequeno David.


Ver o brutamontes das forças especiais e da segurança cibernética segurar aquele bebezinho tão delicado nos braços, com um sorriso de canto emocionado, foi a cena mais linda de todo o meu ano.

A Fiorella virou uma irmã mais velha super carinhosa, tentando dar beijinhos no topo da cabeça do David o dia inteiro. Eu tinha o meu consultório, a minha rotina na ONG com as mães, e os meus dois filhos perfeitos nos braços. Minha vida estava completa.
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👤 POV ANA

O grande desfecho da trindade de grávidas da Villa Adams estava reservado para mim. Naquela madrugada de quinta-feira, as contrações fortes me acordaram no quarto master, e o Robert não precisou de nenhum comando para entrar no modo de alerta máximo.

O trajeto até o hospital foi rápido, e as horas de trabalho de parto exigiram cada gota da minha força de pitbull de saia. Mas quando o choro agudo e forte ecoou pela sala de parto na manhã seguinte, o mundo inteiro simplesmente silenciou para nós.


Nossa menina tinha nascido. Uma garotinha perfeita, de pele clara e cabelos loirinhos, que recebeu o nome de Antonela. Robert estava completamente desabado ao meu lado na maca, chorando de forma copiosa de pura emoção e gratidão, segurando a mão da nossa filha com os dedos compridos e trêmulos.

O grande CEO tinha sido nocauteado de amor mais uma vez.
No final da tarde, já de volta ao quarto da maternidade, a porta se abriu devagar.

Meu pai, o general aposentado Ricardo, entrou trazendo o pequeno Oliver pela mão. Meu loirinho de olhos azuis, que agora já estava bem maior e frequentava a escolhinha, parou estático na beirada da cama.

Ele olhou para o pacotinho cor-de-rosa nos meus braços e, em seguida, estufou o peito sob o mini terno, explodindo de um orgulho monumental que fez toda a família sorrir no quarto.


- Mamãe... papai... - Oliver soltou, a voz mansa e firme, apontando o dedinho gordinho para a bebê. - Minha maninha! O Oliver é o irmão mais velho! Eu vou proteger ela!


Robert se ajoelhou no chão na mesma hora, puxando o Oliver para um abraço apertado contra o peito, enquanto eu segurava a Antonela com o braço direito e sorria através das lágrimas. Meu filho de coração já tinha o instinto protetor dos Willians correndo nas veias antes mesmo de crescer.


Em questão de minutos, o quarto foi invadido pelo restante do clã: as mães chorando de felicidade, o Daniel e Stella segurando com a Fiorella, o Victor e a Milla, e o Noah - direto no viva-voz de Paris com o Charles - surtando porque a Antonela precisava de um enxoval de princesa francesa imediatamente.

Olhei para o meu pai rindo com os netos e para o Robert beijando a testa da nossa filha. O império dos Adams e dos Willians tinha uma nova geração inteira correndo pelos cinco hectares de terra, e a nossa vila estava blindada pelo amor mais indestrutível do mundo.

ROBERT ADAMS Histórias para pegar e não largar. Descubra agora