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Capítulo 24:Limites na Cozinha, Gritos no Mármore e Passagens para Paris

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👤 POV CAMILLA

A mansão dos Adams tinha virado um verdadeiro campo minado de hormônios e egos masculinos inflados. Victor continuava agindo feito um engenheiro possessivo de condomínio fechado.

Estávamos na cozinha e o Lucas Willians, com seus vinte anos e aquela petulância natural que ele herdou do general, passou por mim e deu um sorriso de canto, comentando que o meu café estava com uma cara ótima.


Não deu nem tempo de o garoto respirar.

Victor brotou do chão, tirou a caneca da minha mão com força e deu uma encarada tão letal no Lucas que achei que o subsolo ia tremer.


- Lucas, se você quer café, a cafeteira principal fica do outro lado. Deixa a Camilla em paz antes que eu faça um estrago na sua arcada dentária - Victor rosnou, o maxilar travado de puro ciúme.

Desta vez, eu não passei a mão na cabeça dele. Cruzei os braços, mudei a minha expressão para algo sério e dei um passo à frente, peitando o loirão de um metro e oitenta e cinco.

- Victor, chega. Pode parando com o show - falei, a voz firme, colocando limites claros. - Eu não gosto e não vou aceitar que você seja tão possessivo desse jeito. O Lucas tem vinte anos, ele é o irmão caçula da Ana e, para mim, ele é exatamente como um irmão mais novo. Trate de engolir esse ciúme bobo porque você sabe muito bem quem eu escolhi.


Victor piscou, pego totalmente de surpresa pela minha cortada. Ele tensionou o maxilar, mas o olhar predatório dele amoleceu. Ele soltou um suspiro, passou a mão pelo cabelo loiro e me puxou pela cintura, colando o corpo dele no meu atrás da geladeira.


- Desculpa... É que ver esse bando de brutamontes Willians rondando você me deixa maluco - ele sussurrou contra os meus lábios, me dando um beijo quente para selar a paz.

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👤 POV ANA

Enquanto os casais secundários incendiavam a mansão com ciúmes e DRs, Robert e eu estávamos trancados no escritório do segundo andar, supostamente trabalhando em home office. O problema era que, depois daquela noite selvagem, o "termo profissional" tinha virado piada.

Nós não conseguíamos passar dez minutos analisando planilhas contratuais sem que os olhos dele focassem nos meus lábios carnudos.

- Acho que essa cláusula de rescisão precisa de uma revisão mais... física, senhorita Willians - Robert sussurrou, a voz rouca, levantando-se da cadeira de couro.

Ele caminhou até mim, me pegou no colo com aquela facilidade de um metro e noventa de puro músculo e me sentou diretamente em cima da mesa de mármore negro do escritório, jogando os papéis da auditoria jurídica no chão.

O clima pegou fogo em um milésimo de segundo. Eu o agarrei pelo pescoço com fúria, minhas pernas se entrelaçando no quadril dele enquanto nossas bocas se devoravam em um beijo urgente, profundo e molhado.

Minha blusa social foi aberta num puxão e o moletom cinza dele foi parar no tapete.

Robert me apertou contra a madeira e o mármore frios, seu pau já completamente duro, enorme e pulsando contra o meu quadril, nos levando direto para uma foda rápida, intensa e barulhenta ali mesmo no meio do expediente corporativo.

Estávamos no ápice do calor, eu soltando um gemido rouco contra o pescoço suado dele, quando a porta principal do escritório foi empurrada sem a menor cerimônia.

- Robert, querido, eu preciso que você assine a autorização do meu desfi... - Noah Adams entrou desfilando, mas parou estático no meio do tapete.
Seus olhos de estilista focaram na cena: eu de pernas abertas em cima da mesa de mármore e o Robert enterrado entre as minhas pernas com as calças arriadas.

O timing foi tão absurdamente perfeito que o Noah deu um grito agudo, histérico e ensurdecedor de puro choque.

- AI, MEU DEUS! MEUS OLHOS! MINHA RETINA! - ele berrou, cobrindo o rosto com as duas mãos, deu meia-volta e saiu correndo pelo corredor feito um louco. Ele gritava: - EU VOU PRECISAR DE TERAPIA! EM CIMA DO MÁRMORE NÃO, SEUS ANIMAIS!

Robert praguejou contra todos os membros da árvore genealógica dos Adams, enquanto eu soltava uma gargalhada alta e histérica, tentando fechar os botões da minha blusa com as mãos trêmulas.

Aquele homem não tinha um segundo de paz na própria casa.

Mais tarde naquele mesmo dia, o clima já tinha se acalmado um pouco e eu estava na biblioteca fazendo uma chamada de vídeo de rotina com o Charles, que continuava em Paris.

Robert estava sentado ao meu lado, ainda com aquela pontada de ciúme possessivo no olhar cinzento, observando a tela do meu celular. Decidi que era a hora de resolver aquilo de forma madura.

- Charles, deixa eu te apresentar oficialmente. Este é o Robert Adams, o CEO da empresa... e o homem da minha vida - falei, o coração dando um pulo enquanto Robert abria um sorriso de canto satisfeito ao ouvir a minha declaração.

- E Robert, este é o Charles Luke, meu melhor amigo de infância e o padrinho do Oliver.

Charles abriu um sorriso acolhedor e radiante direto da tela em Paris, acenando:

- É um prazer enorme, Robert! A Ana me contou tudo sobre você. Cuida bem da minha heroína e do meu afilhado, tá? Se precisar de alguma receita francesa para acalmar o gênio dela, é só me ligar!
Robert relaxou os ombros na mesma hora, percebendo que o "concorrente" era, na verdade, o maior aliado que nós tínhamos e o amigo mais doce do mundo.

Mas a verdadeira comédia aconteceu porque o Noah estava passando pela biblioteca exatamente naquele segundo, ainda com a cara amarrada pelo flagra do escritório.

No milésimo de segundo em que o Noah olhou para a tela do meu celular e viu o Charles com aquele cabelo castanho milimetricamente penteado, os olhos castanhos expressivos e o porte elegante de um chefe de cozinha europeu, o nosso estilista simplesmente travou. O queixo do Noah caiu, as bochechas dele coraram e os olhos dele brilharam com um interesse avassalador que quase deu para ouvir o clique na sala.

Ele se apaixonou à primeira vista pela tela do FaceTime.

Charles notou o rapaz espantado no canto da tela e, percebendo o interesse imediato do Noah, soltou uma risada charmosa e descontraída direto de Paris. Longe de achar ruim, o meu melhor amigo achou o estilista uma graça e resolveu entrar na brincadeira com toda a simpatia:

- Sabe, Ana... se o irmão do seu namorado quiser vir para Paris, seria um verdadeiro prazer transformá-lo em um homem honesto aqui na minha cozinha.

Charles deu um sorriso galanteador na câmera, ditou o seu endereço residencial completo em Paris sem a menor timidez e completou com uma piscadela:

- Estou te esperando, Noah. Não demore.

Noah não disse mais nenhuma única palavra para nós. Ele deu meia-volta no corredor, marchou direto para o quarto dele e, em menos de vinte minutos, desceu as escadas principais carregando três malas gigantescas de couro de luxo e vestindo um casaco de pele sintética deslumbrante.

Dona Catarina correu até o hall, assustada com o volume de bagagem:

- Noah! Per l'amor di Dio, onde você pensa que vai com todas essas roupas no meio de uma caçada policial?!

Noah parou no meio do saguão, ajeitou os óculos escuros com o maior drama do mundo e apontou o dedo na direção do meu celular.

- Estou indo para Paris agora mesmo, mamãe! O dever me chama na Europa! Eu acabo de ver o homem da minha vida naquela tela e ele mesmo prometeu me fazer um rapaz honesto! Eu me recuso a continuar morando nesta mansão assistindo o Robert e a Ana transando em cima do mármore da diretoria! Eu já tenho o endereço dele e ele está me esperando! Arrivederci!

Ele abriu a porta principal e saiu desfilando em direção ao táxi da escolta, deixando a dona Catarina estática de boca aberta, o Victor e a Milla rolando de rir no sofá, e o Robert e eu nos entreolhando em puro choque cômico.

O clã dos Adams definitivamente sabia como transformar um quartel-general na maior comédia de Nova York.

ROBERT ADAMS Histórias para pegar e não largar. Descubra agora