A maior alegria

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Hoje acordei meio tonta, é desconfortável dormir no sofá, mas não podia deixar a Amanda dormindo ali sozinha. Ela passou por muita coisa para noite só. Apesar dessas circunstâncias, estou feliz pela Mande está realmente entendo o que Deus tem para oferecer. Como eu orei por esse dia.

— Mande, acorda, vem tomar café da manhã.— Quando eu a vi  abrindo os olhos falei: — Bom dia.

Ela me olhou, sorriu e disse:

—Bom dia, Bethany.

Seu rosto está todo inchado de tanto chorar. 

— Bom dia, garotas.— Disse meu pai quando chegamos para tomar o café.

— Bom dia, pai.

— Bom dia, tio Roberto.

— Pai, cadê a mamãe?— Perguntei.

—Ela teve que ir mais cedo para o trabalho.

Minha mãe é formada em biologia, sempre deu aulas. Porém, ela arrumou um novo emprego um tanto inusitado que é o que ela queria. As vezes, ela precisa sair de casa as cinco da manhã para chegar no lugar de trabalho, ou seja, uma determinada floresta.

— Ah!... E o Eduardo já acordou?

— Já, sim. Mas ele foi mais cedo a faculdade. Ah! De tarde ele vai visitar o Tio Peter e Tia Valéria.

Tio Peter é o irmão da Ana, a mãe do Eduardo. Uma vez ou outra o Eduardo vai ir visitar eles ou os avós biológicos.

— Ah, verdade. Ele comentou isso comigo ontem quando me levou para escola.

— Quer que eu leve vocês para a escola?— Perguntou meu pai.

— Sim, seria ótimo.— Falei.

—Eu não vou para a escola hoje. Tenho dentista.— Falou a Mande. Era obvio que era uma mentira, provavelmente ela não quer ir para escola depois do que aconteceu.

— Sem problema, eu posso te deixar na sua casa.— Disse meu pai que provavelmente estava pensando o mesmo que eu.— Você ainda mora na mesma casa, Amanda?

— Sim, moro.— Ela respondeu.

Já estávamos no recreio:

— O quê que deu, ruivinha?— Perguntou André quando a Malu foi na lanchonete comer, só pensa em comer essa gorda.

— Nada não...— Falei.

— Vamos corta essa papo que tá tudo bem. Eu sei que  não está. Eu te conheço, ruivinha. — Falou ele pegando no meu queixo.

— Foi a Amanda...— Contei toda a história, ele é meu melhor amigo, por que não contar?

— Nossa, ruivinha.— Ele fez uma cara de chocado e me abraçou.— Que barra, não precisa passar sozinha, eu estou aqui, sempre...

André sempre parceiro. Seu jeito doce me lembra o da Bruna, mas o ela é mais agitada. O loirinho era suave, fala manso e suas palavras transbordam sabedoria. Qual quer problema que aconteça posso contar com ele.

No caminho para casa, fiquei pensando sobre ontem. Muitos questionamentos surgiram, será que essa é a hora da Amanda? Se ela aceitar Jesus ficarei extramente feliz, tenho muitas esperanças nisso, porém coloco na mão de Deus. O Espírito Santo é quem convence, sou apenas um intermediaria e sinto que fiz o bastante, fiz o meu melhor. Esperarei com paciência no Senhor.

Almocei fora, quando cheguei não havia ninguém em casa. Meus pais estavam trabalhando e o Eduardo estudando. Minha família não costuma fazer isso, é raro não almoçarmos juntos. Risco a dizer que o almoço na mesa juntos é uma tradição. Na geladeira, tinha um bilhete com dinheiro para eu almoçar num restaurante perto de casa. 

Eu sou diferenteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora