Silêncio é a resposta?

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— Deus, obrigada pela tua graça. Obrigada por ter acordado e obrigado pela noite bem dormida...— Agradeço a Deus assim que eu acordo.

[...]

Naquela via dolorosa
Se entregou
Eu não mereço
Mas Sua graça me alcançou
Eu me rendo ao seu amor
Eu me rendo ao seu amor...— Vou cantando essa música sem parar no caminho de casa para escola. O que se pode fazer quando a música gruda na sua cabeça? Exato, cantar ela até enjoar.

— Bom dia, ruivinha!—Diz André assim que eu entro na sala e por alguns segundos todos da sala me olham.

Sabe, eu não sou uma pessoa tímida, mas quando isso acontece eu me sinto pequena. Parece que eu estou numa cova cheia de leões que estão prestes a me devorar.

Para de exagerar, Bethany!

— Good morning, my friend!— Digo e me sento na cadeira na frente dele.

— Bethany, a Dorothy vai sentar aí!— Diz André.

Quê?

—Ela pediu para mim guarda um lugar na minha frente.—Diz rapidamente o André ao percebe minha cara de indignada.

— Ah! Sem problema. Eu me sento perto da Malu.— Digo e ele apenas sorri como resposta.

Me sento do lado da Malu e o professor entra.

As duas primeiras aulas foram bem tranquilas, adoro aula de inglês. Agora é aula de educação física, não sou boa em muitos esportes, mas até que mando bem no tênis de mesa, então, eu não sou uma ótima aluna educação física. Todos já estão descendo para ir ao ginásio, espero todos saírem e depois saio com a Malu. O André ama muito basquete e por isso sempre é o primeiro a chegar no ginásio.

—Bethany, eu queria saber uma coisa.—Diz Malu.

— Fala que eu te escuto!— Faço uma voz de locutor só para brincar e ela sorrir.

— O que você faz para ser assim?— Pergunta ela.

— Assim como?— Pergunto.

— Assim! Tão segura, me criticam pela minha religião e eu tenho vontade de chora, ás vezes, eu faço isso, saio correndo e fico muito triste, mas você não. Você apenas sorrir e balança a cabeça, mas nunca se abala. Como você faz?— Diz ela.

Mas quem disse que eu não choro? Eu me abalo, mas logo me recomponho.

Quando me ofendem pela minha religião, eu me lembro de quem eu sirvo. Eu sei que tudo isso vai valer a pena, tudo que é para Ele vale a pena.

Eu estava preste a responder quando a Pâmela chega e diz:

— Oi, Senhorita caçadora de fantasmas, ou melhor, de espírito. — Diz Pâmela com deboche e dá um risadinha.

Malu respira fundo e eu sei que mentalmente ela está contando até 10. Malu é um pouco fraca de mais. Ela não aguenta e uma lágrima rola pelo seu rosto. Aquilo me dói muito. Antes que eu pudesse a abraçar ela corre.

—Pâmela, olha o que você fez!— Não sou de ficar irritada. Não gosto de briga, mas naquela hora o sangue subiu para minha cabeça.

Pâmela rir ao ver a minha fúria. Eu estava me preparando para dá um soco nela, quando alguém grita meu nome.

—BETHANY!

Olho para o lado e vejo André correr em minha direção. Ele me abraça, abraça muito forte e é então que eu relaxo.

Eu estava com a arma carregada na mão, eu estava pronta para atirar. Mas o André tirou a arma da minha não e jogou para longe.

 Diferente, lembra?— André sussurra no meu ouvido.

— Ah! Qual é?! André! Você cortou o meu barato, eu ia adorar brigar com essa pirralha.— Diz Pâmela.

— Acho que já deu, Pâmela! Vai ir estudar.— Diz André.

— Tchau, loirinho!— Diz ela indo em direção a sala de aula dela.

— O que aconteceu, Bethany? Nunca vi você tão furiosa.— Diz André.

— Depois eu explico. Tenho que encontrar a Malu!— Digo e saio correndo.

Aonde poderia está a Malu?

— No beco...— Sinto alguém sussurrando no meu ouvido.

Espera! Beco? Acho que seu onde ela pode estar. Corro o mais rápido que posso e vou para o "beco". É assim que os alunos da escola chama o quarto do zelador. É um lugar muito estreito e tem goteiras.

Estou de frente a porta do "beco". Estou nervosa, não sei o que vou dizer a ela, isso se ela estiver aí. Respiro fundo. Abro a porta, o minhas narinas ardem com o cheiro forte de água sanitária.

— Malu?

— Bethany, sai daqui!

Ligo a luz, ela está sentada no chão e eu me sento do lado dela. Não faço ideia do que eu vou dizer, então, não falo nada. Ela deita a cabeça no meu ombro e chora. Também choro junto.

— Bethany, muito obrigado. Não são muitos que ficariam senta aqui no chão ao lado da amiga, chorando com ela, sentindo o que ela está sentindo.— A malu finalmente fala alguma coisa depois de 10 minutos.

Flashback *NO*

— Um dia, o diabo se apresentou a Deus junto com os servidores celestiais. Deus perguntou para o diabo: "De onde você vem vindo?". O diabo respondeu: "Estive passeando pela terra.". Deus, então, disse: "Você notou o meu servo Jó? No mundo inteiro não há ninguém tão bom e honesto como ele. Ele me teme a procura não fazer nada que não seja errado." e o diabo logo retrucou: "Será que não é só por interesse próprio que jó te teme? Tu sempre abençoa ele, Jó é o homem mais rico do país inteiro. Mas, se tirares tudo o que é dele, verás que ele te amaldiçoara sem nenhum respeito." . Deus disse ao diabo que ele poderia fazer tudo o que quiser com o que jó tem. O diabo tirou tudo que podia de Jó, ele até matou os filhos de Jó. Mas mesmo triste Jó não amaldiçoou Deus. Então, o diabo entrou novamente na presença de Deus e pediu para que o deixasse tocar na pele e Jó. Deus novamente o deixou, mas não deixou que o matasse. O diabo fez com que o corpo de Jó ficasse cheio de feridas horríveis. Jó sentou-se num monte de cinzas e pegou um caco para se coçar. A mulher de Jó o olhando disse: " Você ainda assim continua sendo bom? Amaldiçoe Deus e morra." Jó respondendo disse: " Você está dizendo bobagem! Se recebemos de Deus as coisas boas, por que não aceitar as coisas ruins também?".

— Mamãe, to com sono. Termina a história logo, por favor.

— Haha! Calma aí, Bethany, estou quase acabando.

— Tá, mamãe.

— Três amigos de Jó, ficaram sabendo da desgraça de Jó e o foi visitar. De longe eles não reconheceram Jó, mas depois, quando viram que era ele, começaram a chorar e a gritar. E em sinal de tristeza rasgaram as suas roupas e jogaram pó para o ar sobre a cabeça. Em seguida, sentaram ao lado e jó e ali passaram 7 dias e 7 noites; e não disseram nada, pois viam que Jó estava triste.

— Nossa, mamãe! Por que eles ficaram 7 dias sem falar nada para Jó? 7 dias é muita coisa! Eles poderiam dá algum conselho para Jó.

Minha mãe sorrir para mim e diz:

— As vezes o silêncio é poderoso. Só de você está ali do lado sofrendo junto com seu amigo já basta. As palavras são ditas em gestos pequenos, nem sempre deverá ser usada as palavras e sim pequenas demostrações de amor.— Ela mexe no meu cabelo e sorri.— Hora de dormir! Boa noite.

- Espera, mamãe! O que acontece com Jó?

— Jó começa a duvidar e os amigos dele o ajuda, mas agora com conselhos e no final, Jó reconhece que para Deus nada é impossível é quão ele era pequeno perto da Glória de Deus. Deus por sua vez abençoa Jó duas vezes mais.

Flashback *OFF*

— É o que os amigos fazem. Agora vamos para a aula de educação física.— Digo me levantando.

"1 Pedro: 3. 17. Porque melhor é sofrerdes fazendo o bem, se a vontade de Deus assim o quer, do que fazendo o mal."

Eu sou diferenteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora