Cap. 50

513 12 26
                                        

Se puderem ouçam a musica, acho que está linda e que acaba por adequar-se ao capitulo ;)

************************************************************************************************************

* 14 dias depois *

Eu e Zayn tinhamo-no tornado inseparaveis. Saiamos todos os dias para conhecer Tahiti, ir até à praia, ou simplemente ficavamos sentados no alpendre olhando o horizonto. Era o ultimo dia que estavamos no Tahiti e Zayn pediu-me que fosse comprar algo que ele precisava para o jantar. Sai de casa e fui até um pequeno mercado que lá havia perto, voltando para casa de seguinda com tudo o que Zayn me tinha pedido. Coloquei a chave na porta e entrei, deparando-me com a casa decorada com um caminho de velas acesas. Pousei a saca no sofa e segui o caminho até ao alpendre, onde encontrei uma mesa posta para dois.

Zayn- (aparecendo atrás de mim) Ainda bem que já chegaste.

Eu- (olhando a mesa) Foste tu que...

Zayn- (abraçando-me por tras e colocando o seu queixo em meu ombro) Sim. E também fiz o jantar.

Eu- (virando-me de frente para ele) Fizeste o jantar? (incredula)

Zayn- (sorrindo) Sim. Anda, senta-te. (puxando a cadeira para que me sentasse)

Eu- Ui! Que cavalheiro. Obrigada.

Zayn sorriu, beijou-me a testa e foi em direção à cozinha, voltando com a comida. Durante todo o jantar, o meu telemovel vibrava no bolso das minhas calças. Assim que acabamos de jantar, Zayn levantou-se levando os pratos e eu peguei no telemovel para ver quem tanto me ligava. Quando olhei o ecra tinha 7 chamadas de um numero desconhecido. Olhei para a porta verificando se Zayn já vinha. Eu sei que ficou prometido nada de telemoveis, mas alguem me estava a ligar inumeras vezes, poderia ser importante, caso contrario não insistia tanto. Quando ia para ligar, o mesmo numero liga-me. Olhei novamente para a porta e atendi.

# Zayn on #

Sai da mesa com os pratos em direção à cozinha, colocando-os na banca. Dirigi-me até ao frigorifico para pegar a sobremesa, (não, não a fiz, comprei de manhã enquanto a Kiara dormia) mas ouvia falar. Pensei que falava algo para mim e então dirigi-me até à porta, verificando que ela estava ao telemovel. Ela tinha prometido, mas quebrou a promesa. Pensei em virar costas mas podia ser a mãe dela, por isso continuei no mesmo sitio. Sei que não se deve ouvir a conversa dos outros, mas também não se devem quebrar promessas.

Kiara- Esta bem Steve. Eu passo aí daqui a 2 dias, fica combinado.

Steve?!? Mas que raio? Porque é que ela estava a falar ao telemovel com ele? Se fosse uma das raparigas ou até mesmo os rapazes eu até aceitava, mesmo depois de ter prometido, mas ele não. Virei costas e sai sem rumo.

# Zayn off #

Desliguei o telemovel. Afinal era Steve a avisar-me que teria reunião com o seu pai daqui a 2 dias por causa do curso. Ouvi uma porta bater e olhei para tras, na esperança que fosse Zayn, mas nada. Levantei-me e fui até à cozinha, que estava vazia, depois ao quarto, que também estava vazio e voltei à sala. Zayn tinha saido de casa, se calhar tinha-me visto ao telemovel e ficou chateado. Sai correndo de casa, pegando na chaves e no telemovel. Enquanto corria pelas ruas, ia ligando a Zayn, que ao fim de 2 toques, rejeitava a chamada. Continuei a correr, sem rumo pelas ruas, olhando para todos os lados enquanto o chamava. Já se tinham passado 3 horas desde a ultima vez que tinha visto Zayn e ainda não o tinha avistado em lado nenhum, mas não desisti. Ao fim de 6 horas, encontrava-me cansada e as minhas pernas doiam. Olhei à minha volta e pude ver um muro perto de uma praia, dirigi-me para lá e sentei-me nele, virando-me de frente para o mar. Nos meus olhos, lágrimas nasciam, acabando por cairem pelo meu rosto ao fim de alguns segundos.

Eu- Não devia ter atendido, eu prometi.

Levantei a cabeça e encarei a lua que se preparava para dar lugar ao sol. Com algum esforço, coloquei os pés no muro, abraçando-os e apoiando a minha cabeça neles, à medida que ia perdendo as forças a cada lágrima que caia.

Eu- ONDE ESTÁS???

Berrei para o vazio que era aquela praia, aquela rua, naquela madrugada.

Eu- Porra, eu amo-te.

Murmurei para o vento, pois só ele me ouvia, enquanto me acariciava o rosto, agora frio. Cada vez mais, as lagrimas teimavam em cair, pelo desespero que sentia e pela desilução. O meu corpo, já fraco, estava prestes a desistir, até que a vibração do meu telemovel fez com que o meu coração batesse mais rapido, dando-me, assim, alguma força e alguma esperança.

Two Dreams, One Life(Portuguese)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora