Após presenciar tudo que mais amava desmoronar à sua frente, príncipe Lux se vê envolvido em uma jogo entre deuses, demônios e seitas religiosas. Enquanto parte em busca de respostas para descobrir mais sobre uma estranha energia que manifestou ele...
Há milhares de anos, Nibelin foi criada a partir da vontade de quatro grandes deuses, Diene, Imanto, Abacai e Aléron. Após vários séculos decidiram então criar seus habitantes, entre eles humanos, mercurianos, elfos e diversas outras raças. E assim foi feito! Os deuses ensinaram seus filhos a cultivar, ensinaram a construir e o mais importante os ensinaram a adorá-los. Com o passar do tempo e quanto mais a civilização evoluía os deuses foram sendo esquecidos aos poucos e logo pararam de ser adorados e não mais recebiam as preces dos nibelianos. Vendo que sua criação estava os deixando de lado resolveram dar um fim neles. Diene, Imanto e Abacai foram a favor. Aléron se opôs. Percebendo que teriam problemas decidiram eliminar a pequena deusa. A batalhas foram árduas. Diene e Imanto foram os primeiros a cair e logo sobrou Abacai. Pelo fato das batalhas anteriores terem a desgastado muito, Aléron não conseguiu destruir Abacai, por completo o mais poderoso e terrível dos quatro deuses, somente o seu corpo foi destruído. Sua essência então foi dividida em sete cristas espalhados pelo mundo. Aléron então desapareceu torcendo pra que esses cristais nunca fossem encontrados. Ela estava errada.
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- Que história! – Eu conhecia os deuses, e conhecia parte da história, mas realmente havia me surpreendido. Já estávamos conversando a horas, havia contado a Algieba a estranha luz que manifestei na esperança que ele soubesse de alguma coisa, mas nem ele foi capaz de me ajudar. Eu estava totalmente no escuro em relação a esse misterioso poder e queria respostas.
- Sim, uma história e tanto devo admitir. - Concordou Algieba.
Marlon apenas ouvia da poltrona, atento em cada palavra dita pelo seu chanceler.
- Então quer dizer que esses cristais possuem a essência de um Deus? – Perguntei. Porque será que tenho a sensação de que o destino do mundo está prestes a cair sobre as meus ombros?
- Sim, Zanela não foi totalmente sincero quando lhe contou a história. Achamos que ele planeja controlar a criatura, ou acha que pode. Ninguém tem o poder de controlar um deus, especialmente Abacai. Nem mesmo Zanela.
- Ou é muito esperto ou muito burro! – Disse Marlon coçando o queixo.
- Mas Lux, preciso adverti-lo de um pequeno detalhe. Como disse, os cristais possuem apenas a essência de Abacai, Aléron destruiu o seu corpo. Nesse caso Abacai precisa de um novo receptáculo para que possa usá-lo como bem entender. Agora lhe pergunto, quem você acha que é o receptáculo escolhido depois disso tudo que aconteceu? Seu irmão se voltando contra seu pai, contra o próprio reino e família, destruindo todo o legado da família Tribian?
Um momento de silêncio pairou no local, eu já tinha imaginado quem era o escolhido, mas pronunciar seria muito doloroso. Meu próprio irmão, o regicida o parricida.
- Cecil. – Eu disse por fim. - Droga!
- Sim, príncipe, infelizmente nos referimos á ele mesmo, seu irmão.
- E o que podemos fazer para impedir isso Algieba? – Perguntou o rei Marlon curioso.
O Chanceler se sentou na cama, eu notava que estava um pouco desconfortável, com certeza enfrentar uma ameaça dessas não é nada fácil.