Capítulo 56

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- como ela está? - perguntei assim que adentrei o hospital

- está tomando soro - pietra se encontrava sentada em uma das muitas poltronas

- e quem está lá com ela? - alterei a voz

- ninguém, a menina está dormindo Isabella, e eu só vim aqui pegar uma água - bufou

- como assim ninguém? - vociferei - a menina está passando mal e você deixa ela sozinha dentro de uma sala?

- deixa de ser chata Isabella. Já te disse que ela está bem e está no soro dormindo

- chata é a puta que te pariu, me respeite garota - vociferei segurando seu braço esquerdo - qual é o número do quarto dela?

- 207 - apenas sussurrou

Saí andando apressadamente até o quarto que se encontrava no segundo andar.
Ao entrar no recipiente meu coração doeu, assim que vi minha princesa deitada com várias agulhas na pequena mãozinha direita que repousava sobre a barriga.

- vai ficar tudo bem minha pequenina - sussurrei ao beijar seus cabelos com cheirinho de morango

- papa! - sua voz era baixinha e ela ainda estava com os olhinhos fechados - ta dodói aqui - apertou a barriga, fazendo uma careta

- fica calma meu anjinho, vou chamar um médico para ver isso - ela apenas assentiu com os olhos fechados - abri a porta e dei de cara com um senhor de jaleco branco e cabelos grisalhos - oi doutor eu sou a mãe de Alexa, ela acordou e está reclamando da barriga - ele assentiu e adentrou a sala

- dói muito Alexa? - perguntou apertando a barriga da mais nova

- pouquinho - reclamou

- vamos lá - virou-se pegando algo que julgo ser a ficha dela - essa mocinha está com gastrite, por isso a dor e os vômitos - teremos que passar um remédio na veia para aliviar as fortes dores

- vai ficar tudo bem não é doutor? - perguntei aflita

Não gosto de hospitais, hospitais me lembram coisas ruins, foi aqui que perdi minha minha filha, foi aqui que quase perdi o amor da minha vida, foi aqui que vim para muitas vezes na minha infância.

- sim, vocês só terão que controlar os alimentos dela, nada de abusos com refrigerantes - assinou a ficha e me entregou - preciso que assine aqui dona pietra

- ah vou chamar ela - falei

- como? - me olhou confuso

- a pietra, irei chama-la para assinar

- quem é você? - seu tom era rude agora - posso saber por que se passou pela mãe desta criança?

- por que também sou a mãe desta menina, porém quem deu entrada aqui com ela foi a senhorita pietra - o homem ficou vermelho e eu saí a procura de pietra que se encontrava no mesmo lugar pendurada no celular - Presciso que assine a ficha dela - virei as costas e ela me seguiu ainda falando no celular

- aqui senhora - o doutor lhe entregou o papel

- quero ir embora com você papa! - pediu a menina com a voz manhosa

- podemos ver isso no carro meu bem - acariciei seu rosto

- ela está liberada - disse o senhor me interrompendo

****

- por favor naaaaaaaão - Alexa gritava no colo de pietra que já estava sem paciência com a menina

- Alexa! - exclamou irritada olhando nos olhos da menina - pode parar agora com esses gritos e esse choro - colocou a menina no chão - você vai entrar comigo e vai calar a boca, estou cansada desse seu comportamento, sua mãe sou eu - Alexa gritava e batia as pernas ainda tentando discorda da mãe - então me obedece e se despeça da Bella

Não Foi Por Acaso (Romance Lesbico) REESCREVENDO Onde histórias criam vida. Descubra agora