Capítulo Quatorze

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- Sabe que horas são?!

- Eu sei, mas realmente preciso conversar!

- Fala Verônica! – solto um suspiro e volto para o banheiro.

- Quando estávamos indo para casa, a Lucy entrou naquele assunto...

Reviro os olhos, tiro minha toalha e entro na banheira novamente.

- Já te disse o que acho desse assunto. – digo colocando no viva voz.

- Eu sei! Mas acho que não estou preparada.

- Iglesias... Vocês já moram juntas! Já estão praticamente casadas!

Mergulho na água e subo, pego a esponja e passo no corpo para tirar as tintas que ficaram.

- Isso é um saco! Eu não sei se consigo fazê-la feliz. – a ouço fungar. – Ela é muito para mim, Laur.

- Ei, onde você está?

- Em casa, depois da discussão ela saiu do carro foi para casa da Mani. – diz com a voz meio tremida devido ao recente choro.

- Vem para cá.

Encerro a chamada e termino de tirar as tintas restantes do corpo. Mergulho pela ultima vez na banheira. Pego a toalha e seco meu corpo, com a mesma toalha enrolo em meu cabelo. Saio do banheiro e visto uma calcinha e um blusão. Seco meu cabelo com a toalha, mas deixo-o solto.

Já na cozinha, tiro os ingredientes para fazer brigadeiro, olho para o relógio da cozinha. 3h05min. Fico mexendo na panela até o brigadeiro ficar no ponto. Ouço a porta abrir, apago o fogo.

- Demorou Iglesias!

Ela aparece na porta da cozinha com os olhos inchados e vermelhos e com a roupa toda amassada e sem combinação nenhuma. Odeio vê ela assim. Abro meus braços assim que nossos olhos se encontram. Vero entende e corre para os meus braços, sinto o impacto e aperto seu corpo no meu, tentando dar todo o conforto que ela precisa.

- Está tudo bem, ok?

Ouço-a fungar contra o meu pescoço, sinto a região ficando úmida. Aperto ainda mais o abraço.

- Vai indo para sala que já te encontro. – ela se afasta balançando a cabeça e passando a mão pelo rosto.

Quando ela sai da cozinha, pego a panela de brigadeiro e coloco no congelador. Vou para a sala e sento no sofá maior. Bato nas minhas coxas para ela deitar. Assim que entende e deita com a cabeça nas minhas coxas, começo a acariciar seus cabelos.

- Eu sou uma idiota, né?

- Um pouco.

- É para você me consolar!

- Eu estou consolando, só que você está sofrendo atoa. – seus olhos avermelhados levantam e me encaram. – Sinceramente Verônica, já está mais do que na hora de pedir a Lucy em casamento.

- Eu só tenho medo.

- Eu sei! Mas você acha mesmo que se não fizesse a Lucy feliz, ela estaria com você? – Vero tira a cabeça das minhas coxas se levantando e se ajeita do meu lado. – Só não a deixa escapar por idiotice.

- Você tem razão! Tenho que parar de basear todos os relacionamentos com os dos meus pais. – diz abaixando a cabeça.

- Veve... – digo o apelido que usava quando tínhamos menos de onze anos.

Ela solta um riso baixo.

- Oi, Lala. – abro um sorriso.

- Fiz brigadeiro.

Never Give UpOnde histórias criam vida. Descubra agora