Capítulo Doze

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Camila e eu voltamos para a mesa. Depois daquele beijo ficamos um bom tempo se encarando. Resolvi olhar para o céu, tirando meu olhar do seu por um tempo. Alguns minutos depois ela propôs de voltar para a mesa. Quando chegamos à mesa, só encontramos Dinah e Mani.

- Graças a deus! Achei que já tinham ido embora. – diz Mani.

- Liga não Mani, aposto que estavam se comendo em algum canto e nós, duas otárias aqui esperando.

Reviro os olhos.

- Cadê a Vero e a Lucy?

- Foram embora. Parece que a sua dança com a Vero deixou a Lucy bem animada, branquela.

- Animada não, excitada mesmo. – fala Dinah, vejo Mani fazer careta e Camila rir baixo. – Saíram daqui parecendo duas selvagens, se atracando e arrancando a roupa uma da outra. Elas sim vão se comer a noite toda.

Solto uma risada, Mani bebe um pouco do copo dela e me oferece.

- E o Harry? – pergunta Camila. Bebo o conteúdo do copo e percebo que é água com gás.

- Saiu agarrando um boy ai. – Dinah dá de ombros.

- E o garoto da pizza?

- Eu falei que era só fogo no cu dele. Falando em cu, ele deve está dando o dele nesse exato momento.

Esvazio o copo, pego meu celular e vejo que já são 4hrs da manhã.

- A gente só estava esperando vocês para avisar que estamos indo. – diz Mani se levantando a seguido de Dinah. – Não se preocupem que já pagamos tudo.

- E eu estou indo com a Mani. – diz Dinah, começo a ficar nervosa percebendo aonde isso ia dar. – Minha casa é caminho então ela vai me deixar lá.

- Vamos então!

- Então Snow... É para você dirigir o carro da Chan, porque condições ela não tem. – Camila me encarava envergonhada, solto um suspiro.

- Ok! – levanto da cadeira e olho para Camila. - Vamos, Camz?

Ela levanta, começo a andar atrás de Dinah e Mani. Saímos da boate e fomos à direção dos nossos carros. Despedimos-nos das duas. Camila entra no carro e eu entro logo apôs e ligo o mesmo. Camila liga o som e começa a tocar uma musica calma que eu não consigo identificar quem canta.

- Loo! Eu não posso ir para casa desse jeito. – olho rapidamente para uma Camila esparramada no banco ao lado. – Se meus pais me verem vão querer me matar.

- Tudo bem. Você dorme lá na minha mãe. - desvio os olhos de volta para a pista e de lado olho para ela de vez em quando.

- Sua mãe vai ver! - ela se ajeita e se senta direito. - Dinah também é uma filha da puta!

- A gente entra escondido e ela não vai ver. - solto um suspiro e volto a prestar atenção na rua.

Só se ouvia a música suave da rádio dentro do carro. Me arrisco e olho para Camila. Ela está toda encolhida no banco e com os olhos fechados.

- Camz?

Nenhuma resposta.

- Ei... - paro no sinal vermelho, me viro para Camila, coloco uma mecha de cabelo que caia no seu rosto atrás da sua orelha. Vejo a respiração dela calma.

É, ela dormiu.

- Merda!

O sinal fica verde. Contínuo no mesmo caminho, só entro em uma rua diferente. Paro o carro em frente ao portão, abaixo a janela do motorista.

Never Give UpOnde histórias criam vida. Descubra agora