King Ty, your magesty of GoldWing

185 17 4
                                        

"You'll never know the psychopath sitting next to you, you'll never know the murderer sitting next to you" Twenty One Pilots

EAO-Capítulo 50

23 de Junho de 2001

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

23 de Junho de 2001


O carro estacionou próximo à calçada. Johansson deu uma última olhada no filho, o vendo não demonstrar alguma reação com a beleza do internato, que costumava impressionar a quaisquer fossem os visitantes.


-Viu meu filho? É aqui que desejo que estude. -Avisou o Andrews mais velho, apontando para um dos prédios. - Ali é o edifício onde estudei quando tinha sua idade. O dormitório masculino de GoldWing, Fryrmont. Ali, é o feminino, Wayland.


-Preciso mesmo estudar aqui?-Perguntou Tyler, sem o menor interesse em tudo que o pai falava.


-GoldWing é o colégio de nossa família desde o século XVIII. Todos os homens Andrews se formaram aqui. Como meu filho, você não poderia ser diferente.


Tyler encarou o cachecol que tinha nas mãos. O frio tomava toda a Liverpool, e o ar gelado adentrava o assento de trás da limusine com intensidade.


-Eu... Nunca me dei bem com lugares assim. -Admitiu o garoto, vendo Johansson dar um de seus olhares que parecia atravessar sua alma. - Tem certeza que tenho de estudar aqui?


-Tyler, meu filho, olhe para mim. -Johansson fez o filho fitá-lo diretamente nos olhos. - Você é um Andrews, e sua missão, assim como a nossa, é fazer nosso nome ser reconhecido por gerações. Você irá estudar aqui, e ainda mais, será o aluno mais conhecido por todos, porque se tem uma coisa que nossa família faz bem, é se destacar.


Tyler pareceu aceitar que seu pai não mudaria de ideia, e Johansson fez sinal para que estacionasse a limusine.


Esse foi meu primeiro contato com GoldWing. E ao que se resume? Decepção.


Minha primeira reação ao ver que teria finalmente um pai seria que teria alguém para confiar, que me apoiasse e amasse, mas é claro que amar de verdade é algo que Johansson não consegue fazer. O que eu não sabia até então, era que tal pai tal filho.


Estava sozinho no balanço do parquinho, vendo as outras crianças brincarem. Aquele era meu primeiro dia na escola, e eu jamais havia tido a chance de fazer amigos. Tudo o que eu fazia era ficar ali, encarando meus pés e ouvindo os gritos de diversão das outras crianças.


— Oi! Por que não vem brincar com a gente? — Uma garota de cabelos castanhos sentou-se ao meu lado. Sorrindo abertamente para mim. — Precisamos de mais um pro jogo da bandeira.


O Enigma das Asas de Ouro Histórias para pegar e não largar. Descubra agora