American Supernatural Story (Roanoke)

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Season 6Roanoke:
Leitora/Dean Winchester

***

— Dean, você tem certeza que o caminha é esse, né? – Pergunto para o Winchester que parece mais perdido que Daredevil em tiroteio.
— Claro, eu só... – Ele ergue o celular em busca de sinal.– Só preciso checar se o caminho é mesmo esse... eu tenho certeza de que tem um posto em algum lugar por aqui.
— Se estivermos perdidos, Dean eu mato você.
— Calma, baby, vamos achar – Ele fala, olhando em volta.
Acompanho seu olhar e isso apenas me desanima ainda mais. Não havia nada alem de mato para todos os lados, eu não conseguia acreditar que me meti nessa furada.
— Eu devia ter ficado com Sam no motel – Resmungou enquanto o sigo, passando por cima das varias moitas de galhos secos.
— Você é ótima reclamando, poderia ajudar? – Ele pergunta aborrecido.– Seu celular tem sinal?
Tateio pelos meus bolsos a procura de meu telefone e em seguida levo uma das mãos ao rosto.
— Merda! Esqueci a droga do celular no impala – Falo, irritada.
— Ótimo, parabéns.
— Cala a boca, idiota.
— Espera, acho que encontrei alguma coisa – Ele fala, dando alguns passos em direção a uma arvore bem alta.
— O que?
— Essa arvore – Aponta para ela e eu já abro a boca para xinga-lo.– Espera, estou falando sério, isso não te lembra nada?
Olho para a arvore que é bem alta mesmo e penso por longos segundos.
— Talvez esse sol infernal tenha queimado meu cérebro – Falo sem obter nenhum resultado.
— Não é daquele programa de TV estúpido que você e Sam adoram? Onde encontraram uma garota?
Olhei mais uma vez para a arvore e consegui me lembrar.
— Não – Digo, arregalando os olhos.– Não foi a garota, foi o casaco dela. Só um minuto... estamos na Carolina do Norte e essa arvore...
Um estalo se da em minha cabeça e eu agarro a jaqueta de Dean, arrasto ele ouvindo seus protestos por mais ou menos uns cinco minutos até encontrar o que imaginei estar procurando.
— Oh meu Deus!! – Exclamo quando vejo a casa principal de "My Roanoke Nightmare".– Não acredito.
— Uma casa velha, eba – O loiro debocha. Dou um tapa em seu ombro.
— Tem noção de onde estamos? Dean é o maior point do terror depois de Amityville!
— S/n, nossa vida é um point do terror, não acredito que ainda curta essas coisas depois de tantos casos.
— O que posso fazer? Algumas garotas curtem boybands, eu curto Serial Killers.
— Okay, então já que você já viu a casa sinistra, podemos ir atrás de um posto de gasolina – Dean fala dando a volta.
— Não, calma ai – Falo, agarrando seu braço. – Vamos entrar.
Dean olha para meu rosto por um minuto inteiro, como se não acreditasse que sugeri aquilo.
— Esta brincando? S/n, logo vai escurecer e o caminho até o posto é longe, depois ainda temos que voltar e pegar Sam no motel.
— Por favor, Dean – Peço, fazendo um biquinho que só costumo fazer quando quero apelar. Seguro o loiro pela gola da jaqueta puxando-o para mais perto e olhando dentro de seus olhos. – Só um pouquinho, prometo te dar um presente.
Dean deu um sorriso carregado de malicia, segurando minha cintura e me puxando para perto.
— Um presente? – Eu concordo.– Então está bem. Só cinco minutos.
Dou um sorriso enorme e me solto de seus braços correndo para a casa.
Quando entramos, um cheiro horrível inunda minhas narinas me fazendo engasgar e tapar o nariz. Dean faz o mesmo quando entra logo atrás de mim.
— Que diabos aconteceu aqui? – Pergunta vendo a escada principal totalmente destruída.
— Pode ser cenográfico – Digo, olhando em volta.
— E esse cheiro? É cenográfico também?
— Isso ta parecendo sangue – Falo vendo algumas manchas no pé da escada.
— Fica aqui – Dean toma minha frente, pegando sua arma e destravando-a. Ele sobe as escadas devagar seguindo as manchas de sangue e eu o acompanho depois de pegar minha própria arma.
No alto da escada, encontramos uma sequência de portas e barulhos que parecem ser choramingos. Tomo à frente e vou até a porta de que parece vem o som.
Dean se posiciona do outro lado e contamos silenciosamente até três, no três Dean mete o pé na porta. Quando a mesma se abre encontramos um homem aparentemente em choque segurando o que me parece um pé de cabra.
— Ei, calma – Dean pede, abaixado a arma.– Viemos ajudar.
Eu reconheço o homem imediatamente.
— Você é Dominique Banks, foi você quem fez o Matt em...
— Por favor não fala naquela droga de serie – Pede, parecendo desesperado. – Vocês são da produção do programa? São o que? Foram as garotas que mandaram vocês?
— Não – Respondo.– A gasolina do nosso carro acabou e o idiota do meu namorado disse que conhecia um posto por aqui. Nos fez andar por horas.
Dean me lança um olhar aborrecido.
— Quem esta aí?
— Eles vieram nos ajudar, Shelby – Dominique fala, correndo para uma porta no quarto. Dean e eu trocamos olhares e vamos atrás dele encontrando-o debruçado sobre uma mulher ensanguentada.
— Meu deus, o que aconteceu aqui?– Pergunto ajoelhando ao lado da mulher loira e a reconhecendo por ser realmente Shelby.
— Estamos presos aqui! – Dominique se levanta, ele anda de um lado a outro.– Coisas estranhos começaram a acontecer, coisas ruins, tentamos contato com a produção mas ninguém apareceu. As meninas foram atrás de ajuda mas sumiram a quase dois dias...
— Espera, o que vocês faziam aqui? – Dean questiona.
— Estávamos gravando uma nova temporada – Dominique explica.
Ele e Dean começam a conversar, eu me volto para Shelby que esta terrivelmente abalada.
— O que houve, querida? – Pergunto em tom baixo, pondo a mão em seus ombros. – Eu me chamo, S/n, vou ajuda-la a sair daqui.
— Não – Ela balbucia. Ela esta tremendo muito.– E-eu não posso sair.... ninguém pode sair... eu voltei por ele, eu não posso sair sem ele.
— Ele? – Repito sem entender.– Ele quem? De quem esta falando?
— S/n – Dean me chama. Eu levanto e digo a Shelby que já volto e então sigo até onde Dean está. Dominique volta para perto de Shelby.
— O que foi?
— Olha isso – Ele aponta para a janela. Olho através dela e encontro um circulo que esta começando a se formar no céu. Ele é de um vermelho incrivelmente forte.
— Aquilo é... a lua?
— A lua de sangue – Ele diz, seu tom era profundo.– S/n, nós temos que sair daqui.
— Dean, a gente não pode sair e deixar eles aqui. Também não temos gasolina e nem sinal. E aquilo não era real.
— Não? S/n, eu era o primeiro a duvidar daquele programa estúpido, mas olha para isso. Não tem como não ser real. Sabe o que Dominique me contou?
Eu nego.
— Que Shelby esmagou a cabeça do marido com um pé de cabra – E então eu entendo o que ela quis dizer.– E sabe por que? Porque ele estava transando com alguma criatura no porão.
Engulo em seco. A razão para que Sam e eu gostassemos tanto do programa era por não ser real. Eu respiro fundo, fechando os olhos e tentando enxergar uma solução. Um grito me faz abri-los novamente e correr  direção ao banheiro, ao chegar lá, encontro Shelby engasgando com o próprio sangue e Dominique parado sem saber o que fazer.
— O que...
— Ela fez isso – Ele interrompe Dean, defendendo-se em seguida.– Eu não pude evitar, foi muito rápido.
Dean ergueu sua arma e apontou para Dominique, eu abaixei seu braço na hora.
— Ficou doido? O que ia fazer?
— Você viu a garota morta? Ela não estava em condições nenhuma, muito menos de se matar. Eu não confio nele.
— Dean, se acalma – Peço. – Ele é só um ator, ta bom? Não vamos tomar atitudes precipitadas.
Dean respira funda e concorda. Ele se vira para Dominique.
— Essas garotas de quem voce fala, quem são?
— Audrey, ela fez a Shelby, Lee e Monet – Responde, passando a mão no rosto para limpar o suor.
— Okay – Dean concorda.– Vou atrás delas, se não voltaram em tanto tempo é melhor que alguem vá procura-las.
— Eu vou com você – Falo.
— Nem pensar, vai ficar aqui onde é seguro.
— Dean, eu assisti aquela coisa, nenhum lugar nessa terra é segura durante a lua de sangue. Eu vou com você – Falo.
Pego minha arma e recarrego com cartuchos de sal.
— Aqui, fica com isso – Entrego para Dominique. – Isso são balas de sal, caso algum dos espíritos da casa apareça, atire, vai resolver. Pelo menos por um tempo.
— Isso é loucura, não vou atirar em fantasmas.
— Só obedece se quer sobreviver – Dean fala, ficando irritado.
Saímos do quarto e descemos as escadas. Dean vai direto para a porta da frente, mas eu o seguro.
— Não, eu sei de um caminho mais seguro.
Nos guio pela casa, tentando me lembrar da passagem onde Shelby... ou Audrey, tanto faz, atravessam.
Descemos até o porão e o cheiro de carne podre só piora.
— Esse deve ser o Matt – Digo, vendo o corpo com o crânio esmagado.
Dean segura minha mão e eu continuo andando até o outro lado do cômodo chegando na passagem. Suspiro aliviada por ter encontrado o caminho e nós dois entramos.
***

✓ 𝐒𝐍𝐀𝐏𝐒𝐇𝐎𝐓 | 𝐒𝐔𝐏𝐄𝐑𝐍𝐀𝐓𝐔𝐑𝐀𝐋Onde histórias criam vida. Descubra agora