Capítulo 19|Josh

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Abri meus olhos lentamente, sentindo minha cabeça latejar. Esfreguei o rosto e me levantei de minha cama fechando as cortinas para evitar a luz no meu rosto. Cambaleei até o banheiro e lavei meu rosto, antes de escovar meus dentes.

Saí de meu quarto sem saber como eu havia chego ali. Desci as escadas até a cozinha e encontrei Maya, vestida apenas com uma camiseta minha que lhe cobria parte das belas coxas.

Senti meu sangue gelar.

Se algo entre mim e ela houvesse acontecido e eu não me lembrasse, me odiaria para sempre.

Desci o último degrau da escada, e me aproximei da garota, abraçando-a por trás e sentindo o seu cheiro doce, ela levou um susto soltando um pequeno gritinho. Fiz uma careta de dor, me amaldiçoando por estar de ressaca e sensível ao som.

A garota percebeu e se virou para mim, se desculpando por gritar, como se pudesse ler a minha mente, enquanto eu me perguntava como ela conseguia ser tão maravilhosa mesmo toda descabelada.

- Bom dia - sussurrou segurando o meu rosto que estava a poucos centímetros do seu.

- Bom dia... - retribui com um sorriso bobo nos lábios que ela copiou. Maya ficou na ponta dos pés e encostou sua testa na minha.

- E antes que você surte, não aconteceu nada ontem. Quer dizer, você espancou o Andrew, mas... quer dizer...

- Eu entendi - disse com uma expressão amena. Aquela informação me deixava estranhamente aliviado - Mas... bem que poderia.

- Você não se lembraria - disse ela, parecendo chateada.

Me sentia realizado em tê-la por perto. Maya havia entrado na minha vida tão rápido e, em pouquíssimo tempo, conseguiu fazer algo que ninguém nunca havia feito: eu estava apaixonado. Era algo completamente novo para mim me envolver de verdade com alguém e eu amava que esse alguém era Maya.

Eu não precisava lutar pelo que sentia porque amar Maya era a coisa mais simples e maravilhosa que eu podia fazer.

Apertei sua estrutura contra a minha, assistindo um lindo sorriso invadir o seu rosto. Ela mordeu o lábio inferior, tentando impedi-lo.

- Podemos mudar isso, né? - perguntou e foi a minha vez de sorrir.

Ela entrelaçou os braços ao redor do meu pescoço e encostou os seus lábios nos meus, suavemente, movendo-os sem pressa. Minhas mãos desciam, contidamente, por sua cintura até a barra da camiseta que usava.

Invadi o interior do tecido sentindo a pele quente de Maya e arrancando-lhe um suspiro. Então a beijei com vontade e todo o desejo que eu tinha por aquela garota. A sentei na bancada e ela envolveu minha cintura com as pernas, me aproximando. Desci meus lábios até o seu pescoço, sentindo seu doce perfume.

Suas mãos escorregavam por meus braços e seguiam até minhas costas e eu adorava sentir o toque de seus dedos em minha pele. Eu arrancava suspiros dela e ela de mim, seu beijo me deixava desnorteado e me tirava o fôlego.

Eu amava beijar Maya porque nossas línguas não travavam uma disputa ardente, mas formavam um espetáculo para se aplaudir de pé.

A levantei da bancada e a carreguei até o sofá da sala, deitando-a nas almofadas e ficando por cima de seu belo corpo. Ela sorriu com malícia, arrancou a minha camiseta e começou a beijar me pescoço, me deixando arrepiado.

Voltei a beija-la deslizado minhas mãos por seu corpo e as descansando em sua camiseta, começando a subi-la devagar.

Ela deu espaço para que eu tirasse a peça e então ouvimos barulhos de chaves e a porta foi aberta.

Dona da Bola [Revisado]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora